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14 de maio de 2011

Etiquetas de roupa íntimas deverão trazer alerta à saúde

Roupas íntimas terão de ser vendidas com etiquetas que alertarão contra câncer de mama, de colo de útero e de próstata. O projeto de lei que prevê a nova regra foi aprovado nea última terça, 10, de forma conclusiva, pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados. Como o projeto já havia passado pelo Senado, o texto seguirá para a sanção presidencial, caso não haja recursos no prazo de cinco dias. 

Além de modelos bonitões, como o ator Kellan Lutz, no Brasil, marcas de roupas íntimas terão que chamar a atenção dos consumidores também para questões de saúde!
O projeto foi apresentado pelo ex-deputado Barbosa Neto (PMDB-GO) e tramita no Congresso desde março de 1999. Pela proposta, as cuecas de tamanho adulto terão de trazer uma etiqueta com advertência sobre a importância do exame de câncer de próstata para os homens com mais de 40 anos de idade. 






Também será obrigatória a fixação de mensagem em calcinhas no tamanho adulto sobre "a importância do uso de preservativos como forma de prevenção do câncer de colo de útero e da realização periódica, por todas as mulheres com vida sexual ativa, de exames de detecção precoce dessa doença". 





 






Nos sutiãs, a etiqueta deverá alertar sobre a importância do auto-exame dos seios para detecção precoce de câncer de mama, além de informações sobre como fazer o exame. 






O projeto prevê ainda uma série de punições para as empresas que descumprirem a regra, como apreensão do produto, suspensão da venda ou da fabricação, cancelamento de autorização de funcionamento da empresa e proibição de propaganda. O Ministério da Saúde irá definir como será a aplicação e a fiscalização da nova regra. Após a sanção presidencial, fabricantes e comerciantes terão 180 dias para se adaptar à novidade. 


Fonte: Folhapress

13 de maio de 2011

Saúde: Soja ajuda a controlar sintomas da menopausa

Ondas de calor, diminuição da libido, aumento de peso...  

Mulheres na faixa dos 50 anos sabem bem que a menopausa traz mais do que o fim da menstruação e da fertilidade. As mudanças hormonais e a baixa no estrogênio geram uma série de desconfortos físicos e psicológicos, que podem levar a variações extremas de humor.

O segredo para controlar esses sintomas pode estar no prato. 

'A soja e a linhaça possuem isoflavona, que tem estrutura química similar à do estrogênio e ajuda a suprir a falta do hormônio', afirma a nutricionista Flávia Morais, da rede Mundo Verde. 




O chá de folhas de amora e as cápsulas de óleo de prímula têm a mesma função. E, como são alimentos, não precisam de prescrição médica e não têm contraindicações.

Ginecologista do Hospital das Clínicas da USP, Ceci Lopes ressalta que os alimentos devem ser ingeridos regularmente. 'Para que a soja atue de forma positiva, a paciente tem de ingerir 100 g dela por dia, ou comer quatro fatias grossas de tofu.'


outros alimentos que podem ajudar a combater os efeitos da menopausa sem ter uma ação parecida à do estrogênio. Isso ocorre porque a falta do hormônio acarreta na diminuição do gasto de energia. 'Se a ingestão calórica não for reduzida, o excesso será acumulado em forma de gordura', diz a nutricionista Camila Leonel, da Unifesp. Ela recomenda a adoção de um estilo de vida 'saudável e equilibrado', com exercícios físicos e uma alimentação balanceada, que inclua frutas e verduras.



  • Verdades e Mentiras


O uso de alimentos com isoflavona deve ser relatado à ginecologista.
Verdade. O efeito da soja e da linhaça, por exemplo, pode interferir no resultado de um tratamento hormonal com medicamentos.

Para controlar os efeitos da menopausa, é importante restringir o álcool e o fumo.
Verdade. Assim como os produtos refinados, o álcool e o cigarro provocam um aumento da inflamação sanguínea e podem piorar os sintomas da menopausa.

Poluição e radiação ultravioleta não afetam os sintomas da menopausa.
Mentira. Esses fatores contribuem para a formação de radicais livres no corpo, que aceleram o processo de envelhecimento e podem comprometer o estado imune e as funções fisiológicas.

A menopausa é uma doença física, não emocional.
Mentira. A menopausa não é uma doença, mas uma fase natural da vida da mulher. Ela afeta também o lado emocional, podendo causar depressão e irritabilidade.

A TRH - terapia de reposição hormonal - acaba com os sintomas da menopausa.              
Verdade. A TRH acaba com todos os sintomas da menopausa, pois é uma dose individual equivalente, ajustada conforme a resposta da paciente.


Fonte de informações da Folhapress

10 de maio de 2011

Saúde Feminina: O poder vermelho

Ativismo menstrual  incentiva mulheres a conhecer melhor sua saúde íntima e a "celebrar" o sangramento
Segunda-feira da semana passada, 02 de maio, foi comemorado o dia da menstruação. [celebrado mundialmente em 18 de outubro]. Tratava-se de um ativismo menstrual promovido, no Brasil, pelo Coletivo de Mulheres Clã Ciclos Sagrados, de São Paulo, através da campanha "Segunda Vermelha" que trouxe como mote a valorização da menstruação em vários aspectos, para incentivar as mulheres a cuidar de sua saúde íntima e reprodutiva, dando-lhe maior visibilidade no cinema, nos meios impressos, na arte, em outras mídias e redes sociais.

O slogan da campanha dizia "1 milhão de mulheres celebrando sua menstruação".

Em São Paulo, em um centro de cultura hindu na zona oeste, foi promovida uma mesa redonda com o intuito de discutir assuntos referentes à saúde feminina. Também havia a proposta de criar um "senso de diversão" em torno do tema e o mantra do "empoderamento" feminino.

"O ativismo menstrual faz parte da terceira onda do feminismo: ecofeministas, espiritualidade feminina", diz Sabrina Alves, 32, coordenadora do evento paulista. Sabrina criou o coletivo de mulheres Clã Ciclos Sagrados. Ela é terapeuta corporal, mestranda em ciência da religião e "facilitadora" de eco-espiritualidade.

  • Direitos e coletores menstruais
Políticas públicas que assegurem o direito de faltar ao trabalho devido a cólicas, a distribuição de  absorventes de pano em postos de saúde e campanhas educativas são algumas das requisições feitas pelas militantes da causa. Outros tópicos que geram polêmica são a segurança de tratamentos hormonais para interromper a menstruação e o uso de materiais sintéticos em absorventes e tampões - nos anos 80, quando houve a expansão do movimento em prol das mulheres, surgiram os primeiros relatos de mortes por síndrome de choque tóxico (SCT) - doença rara, mas potencialmente fatal, causada por uma toxina bacteriana - devido pelo uso de absorventes internos.
Absorventes de toalha (de R$ 10 a R$ 16) da Artefatos de Pano

As alternativas propostas são absorventes de pano (o retorno das "toalhinhas" dos tempos da vovó) e os coletores menstruais  que costumam causar certa estranheza naquelas que ainda não estão tão organicamente harmonizadas com seu fluxo mensal de sangue. Feito de material flexível (látex ou silicone), em forma de sino, o coletor é introduzido no canal vaginal, sendo retirado ao ficar cheio, esvaziado, lavado com água e sabão e recolocado. A operação deve ser repetida com a mesma frequência com que deves ser trocados os absorventes tradicionais, de quatro a cinco vezes ao dia, mas, segundo os fabricantes, a capacidade de um coletor o faz suportar até 12 horas de uso.

Copos coletores menstruais da MeLuna-Alemanha (R$ 75), vendidos pela Arte-Misia
  • Honra o teu sangue!
É o que prega o ativismo menstrual. As ativistas mais espiritualizadas falam em rituais para devolver o sangue à "mãe Terra", como, contam elas, faziam os povos ancestrais, para adubar as plantas, por exemplo, enquanto outras afirmam que estar atenta à menstruação é aumentar o conhecimento sobre o próprio corpo.

"Vivemos na cultura do desperdício, tudo é descartável. Quem aqui não joga sangue no lixo?", perguntou a psicoterapeuta Monika von Koss, que deu uma palestra sobre "o poder criativo da menstruação".

25 de março de 2011

Um ano de vitórias contra a balança!


Essa história começa mais ou menos, assim: um belo dia, as belas princesas encantadas, todas animadas e reunidas dentro da sala mágica receberam a visita inesperada de uma bruxa muito, muito má que lançou um feitiço repentino para deixá-las horrendas, tão frias e feias a ponto de aterrorizar e afastá-las de qualquer caçador que se aproximasse ou mesmo de seus amados e aguardados príncipes encantados.

Bem... Para estas educadoras das séries iniciais da Escola Jardim do Sol, que lidam diariamente com a imaginação fértil e espontânea de centenas de crianças, essa história bem que podia ser um conto de fadas, mas não é. E não é porque juntas uniram forças para tornarem os seus desafios, uma realidade. 


Texto e fotos-reportagem:
bruno.kairalla@gmail.com

Tudo começou, quando estavam sim reunidas em sua sala. A bruxa na verdade foi uma mãe que ao passar pelo local, viu cada uma agarrada num tipo de salgadinho. Foi quando protestou: “Vocês deveriam ter vergonha de comer tanto e estarem todas gordas deste jeito. Mais do que educadoras vocês são um exemplo para estas crianças”, disparou ela.

A mensagem provocou. “Na hora ficamos muito bravas de ouvir aquilo. Achamos uma falta de respeito”, rememora uma delas. Plantada, aos poucos, a reclamação foi surtindo efeito, saindo do campo da fúria para o de aceitação de uma realidade inabalada. “Quando passamos olhar umas as outras, vimos que realmente estávamos erradas. Todas estavam acima do peso. Nos demos conta de que só nos reuníamos para comer. Começamos a questionar nossos hábitos alimentares”, apontam. Da reflexão para encarar a realidade e tomar uma ação.

Em 26 de março do ano passado, ou seja, há exatos um ano, a educadora Cristina Neumam tomou, então, a iniciativa de colocar suas colegas de frente, sem escapatórias, da nutricionista rio-grandina Vivian Laurino Almeida, 30 anos, formada em nutricionismo pela UFPel em 2004 e especializada em Nutrição Clínica (CBES), em 2007. 


Segundo a nutricionista, assim como em qualquer outro grupo, o início foi difícil, porém, “onde perde-se o medo do impossível, tudo se transforma. E elas foram adquirindo auto-confiança, transformando-se”, aponta Vivian, que se desloca até a escola com umas balança em baixo dos braços e o material para a “pauta do dia”.

- Iniciamos as reuniões com oito professoras, mas outras foram se interessando e atualmente são 10. Hoje elas se auto-batizaram carinhosamente de G-10 - conta Vivian. 

Os encontros semanais, inicialmente às segundas-feiras, hoje no final do expediente das sextas, foram, aos poucos, adquirindo forma, dinâmica e motivação. 

- No início ninguém queria se pesar ou falar sobre o seu peso. Hoje é ao contrário: todas querem saber quais foram os resultados uma das outras - aponta Cristina. A educadora confessa que no início passou por crises de abstinência. 


- Foram várias as crises. Nesse um ano já choramos, ficamos bravas, nervosas, enfrentamos os mais diversos sentimentos. E não adianta, pois descobrimos que o estresse também engorda - divertem-se.

- O trabalho que a Vivian vem fazendo conosco mudou totalmente as nossas escolhas, a nossa alimentação; enfim somos hoje mulheres diferentes, com uma auto-estima elevada - declara a professora Simonne Silva (abaixo), que chegou a pesar 97 quilos e hoje está entre os 80, com o forte entusiasmo de chegar aos 70.


- Aos 97 quilos, adquiri diabetes e pressão alta, entre outras situações que passei devido ao excesso de peso. Estou num momento de transformação, de dentro para fora; venho me descobrindo como uma nova mulher, colocando roupas que há anos estavam escondidas no armário, caminhando diariamente e fazendo hidroginástica. 

Ainda tenho que chegar na minha meta e hoje eu sei que é possível perder peso com saúde, vitalidade e uma vontade interior muito grande. Depois de ver as mudanças que o grupo passou, nos dá mais vontade de querer seguir em frente - observa Simonne (foto acima).
 

A educadora sinaliza ainda que dentro do grupo aprendeu a importância da mastigação dos alimentos, a selecionar cada um deles e a não pular as refeições, “pois isto é um grande equívoco. A Vivian tem mostrado ao grupo como é possível perder peso comendo tudo, só que de uma maneira mais cautelosa e saudável”.

Para as meninas do G-10, os encontros semanais, com uma hora de duração, tornaram-se uma espécie de confessionário, em que assumem erros e exigem o comprometimento. “Uma dá força a outra”.
 

Deixaram também de se reunir só para comer, agora asseguram que comem de forma saudável, para praticarem exercícios e caminhadas. Além da alimentação escolar e das festas ou comilanças que organizavam na escola, o G-10 conta-nos que houve uma influência também na alimentação familiar

- Não é ser radical, mas para mudar, tudo tem que fazer parte desta mudança de atitude, de postura e mentalidade. É um desafio - refletem.

E um desafio menos robusto devido aos resultados perceptíveis em suas formas físicas. Em um ano, o grupo já eliminou um total de 113 quilos uma média de 11 quilos por integrante

O objetivo agora é exterminar outros 21 quilos até o mês de junho. E o Mulher Interativa tem a honra de informar que está de olho neste grupo e acompanhará seu desenvolvimento e suas metas.

Vitoriosas da balança


Cláudia Gibbom e Patrícia Lourenço estampam essa edição, pois possuem muito a comemorar. As duas foram as que neste intervalo mais perderam peso no grupo. Enquanto neste período, Patrícia eliminou honrados 24 quilos, Cláudia não fez por menos ao dispensar os indesejáveis 20 quilos de seu corpo.


 
- Tudo muda. A auto-estima melhora; passamos a nos olhar mais e com vontade - aponta Patrícia, admirada por todas as colegas por sua garra. 

- Emagrecer com saúde é preciso informação, de uma ajuda profissional e muita força de vontade; querer muito e agir, devagar, sem pressa - adiciona a educadora.


 
Com Cláudia também não foi diferente. 

- Não se trata de nascer ou de se sentir uma nova mulher, mas de se enxergar de outra maneira. De se olhar com vontade, de se desejar, de querer ver a sua evolução e o seu próprio bem - ensina ela.


- Antes levava horas para encontrar uma roupa e me vestir. Hoje, geralmente a primeira que eu pego já me satisfaço -, finaliza Cláudia.


Por que grupos dão certo...

- Os resultados do emagrecimento em grupos são muito bons, pois o apoio de outras pessoas com os mesmos objetivos estimulam à adesão ao tratamento e diminuem as dificuldades do processo – que, na verdade, são inúmeras, numa sociedade onde a comida é motivo tanto de comemorações, como de compensações de tristezas, frustrações, alegrias, etc. 

Além disso, o método da reeducação alimentar prioriza o emagrecimento gradativo e constante através de mudanças de hábitos, sem a rigidez e imprudência de dietas restritivas. Mudar hábitos e estilo de vida não é fácil, requer paciência, apoio, dedicação, saber lidar com frustrações... Poucas são as pessoas dispostas a auxiliar e o grupo se revela um grande incentivador do processo - justifica Vivian.

A nutricionista

Fora o atendimento particular ao grupo de educadoras da Escola Jardim do Sol, Vivian iniciou o trabalho com grupos de emagrecimento no final de 2006, com reuniões feitas em seu próprio consultório. 

- Cada novo participante passa inicialmente por uma consulta para individualizar a dieta - aponta a nutricionista. Vivian é proprietária do Espaço Viva Light uma clínica localizada na rua Canabarro 210, que atende somente grupos de emagrecimentos e de reeducação alimentar. 

Já em seu consultório particular na rua Aquidaban 649, Vivian presta atendimento para o emagrecimento individual e patologias gerais [diabetes, doenças renais, hipertensão, dislipidemias, hepatopatias, etc.]. 

Ainda neste ano, a nutricionista pretende abrir grupos de reeducação alimentar para acompanhar crianças e gestantes dentro do Viva Light. Vivian também presta atendimento para o Centro Clínico.

Estilo Twitter
O que cada uma tem a dizer

- “Emagrecer é possível; não é um sonho, é uma realidade” – Flávia Poersch
- “Aprendi que para emagrecer é preciso educar os hábitos alimentares” – Cristina Neumam
- “Aprendi até o momento que eu posso comer de tudo, o importante é que me alimento hoje saudavelmente” – Simonne Silva
- “O grupo presta uma apoio necessário e torna mais fácil o processo de emagrecimento” – Simone Louzada
- “O processo de emagrecimento não é fácil, mas com o apoio do grupo e as informações sobre alimentação passamos a encarar o mesmo de uma forma positiva e mais tranquila” – Patrícia Lourenço
- “O início foi muito difícil, mas com as reuniões estou conseguindo emagrecer. O apoio do grupo é essencial, pois torna o processo mais prazeroso” – Carolina Bulla da Rocha
- “Emagrecer com o grupo foi muito mais fácil, pois unidas nos estimulamos, nos incentivamos. Estou muito feliz” – Cláudia Gibbom
- “Emagrecer não é fácil, mas com determinação e ajuda do grupo é possível” – Liani

Contate a nutricionista, Vivian Almeida
- (53) 3232-8515 ou 2125-3007

10 de novembro de 2010

Saúde:

Casos de conjuntivites contagiosas 
começam a aparecer




O período mais quente do ano aproxima-se e leva as pessoas aos clubes, praias e ambientes compartilhados. Este hábito cria as situações propícias ao contágio. Os consultórios oftalmológicos, por exemplo, já registram um aumento nos casos de conjuntivites virais e bacterianas.


"Conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva (a camada mais externa do olho), que pode ser causada por alergias, infecções virais ou bacterianas", explica o oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Victor Saques Neto. As mudanças de estação afetam os olhos de forma diferenciada. 


- Durante a primavera, por exemplo, quando temos um tempo mais seco, com baixa um idade do ar, são mais frequentes os registros das conjuntivites chamadas primaveris, causadas por reações alérgicas aos resíduos que flutuam pela atmosfera, como poeiras e polens. No verão, as pessoas compartilham piscinas, praias, academias e outros ambientes públicos, o que aumenta potencialmente o risco de manifestação das conjuntivites contagiosas -, alerta o oftalmologista.


Saques lembra que, no inverno, as pessoas costumam permanecer mais tempo dentro de casa, sem muita ventilação, propiciando um ambiente que favorece o compartilhamento de vírus e bactérias. Então, aparecem as conjuntivites bacterianas e virais, contagiosas. 








Alergias 
O médico do HOB conta que as conjuntivites mais comuns são as alérgicas, não contagiosas, que normalmente atingem entre 12% e 13% da população. O age nte causador pode estar em cosméticos, no depósito de proteínas na lente de contato e nos medicamentos, na poeira e no pólen. Esse tipo de conjuntivite geralmente afeta os dois olhos simultaneamente e provoca coceira, lacrimejamento, vermelhidão e pálpebras inchadas.


Vírus e bactérias 
Diferentemente das conjuntivites alérgicas, as virais e bacterianas são contagiosas e variam de acordo com o agente causador: vírus ou bactéria. 


Os sintomas também são diferentes. Enquanto na conjuntivite bacteriana há inchaço palpebral, febre, secreção amarela e abundante; na viral ocorre vermelhidão, lacrimejamento, secreção branca mais espessa e também inchaço das pálpebras.  


- Alguns pacientes reclamam de ardência, sensação de areia ou de corpo estranho, irritação, fotofobia e embaçamento visual -, explica Victor.


Tratamento 
O tratamento para a conjuntivite varia conforme o tipo e o agente causador.. "No caso das conjuntivites alérgicas, receita-se colírios antialérgicos e lubrificantes. Já quando se trata de conjuntivites virais ou bacterianas, o primeiro e mais importante passo é fazer o diagnóstico etiológico (identificar o agente causador). 


Em seguida, no caso de agentes virais, é indicado o uso de colírios lubrificantes, compressas geladas e anti-inflamatórios. No entanto, quando o agente é uma bactéria, o tratamento é feito à base de antibióticos ", esclarece o especialista.


Cuidados 
Saques Neto ressalta ainda a importância do paciente afastar-se do trabalho e/ou da escola durante o tratamento das conjuntivites infecciosas (virais e bacterianas) para evitar o contágio. No caso das conjuntivites alérgicas, é im p ortante que o paciente livre-se do agente causador da irritação, mas não há necessidade afastamento das atividades diárias.


O especialista do HOB alerta, ainda, que um dos fatores que mais atrapalha o tratamento da conjuntivite é a automedicação. "Há pacientes com o costume de automedicarem-se baseados na experiência de parentes ou amigos. 


Esse fato impede o sucesso do tratamento. Às vezes, este paciente está com uma infecção viral e se trata com antibiótico, ou apresenta um quadro alérgico e usa um colírio anti-inflamatório". O médico reforça que é imprescindível o paciente buscar ajuda especializada ao menor sinal da doença.


Mais informações
- ATF Comunicação Empresarial
- Contatos: 
- Teresa Cristina Machado
- José Jance Marques
- Tel.: ( 61) 3225 1452

11 de setembro de 2010

Clara Marques de Oliveira

Pequena grande guerreira!


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Imagens: Arquivo Pessoal/Divulgação

Quem nunca ouviu falar em algum caso ou não conhece alguém que passou pela experiência de ter um bebê que nasceu prematuro? Uma situação delicada e na maior parte das vezes inesperada.

Para contribuir, a falta de informações mais detalhadas sobre o assunto muitas vezes pode gerar preocupações desnecessárias nos pais, ansiedade e insegurança.

Por isso é muito importante entender melhor o assunto e conhecer as práticas que, hoje, já fazem com que a vida do bebê prematuro e de sua família seja muito melhor.


Um recém-nascido prematuro é aquele que nasce com menos de 37 semanas de idade gestacional, considerando que o período normal de uma gestação vai de 37 a 40 semanas.

Dentro deste período, poucas semanas fazem muita diferença para a saúde do bebê e na forma como o nascimento acontece.

Aumento


O número de partos prematuros vem aumentando nos últimos anos, e a sobrevida desses pequenos bebês, cada vez mais prematuros, vem crescendo com os avanços da medicina.

Pais de bebês prematuros devem se concentrar em fazer um acompanhamento rigoroso junto aos médicos, em conhecer todas as possibilidades de tratamentos preventivos e de passar para o seu filho carinho e tranqüilidade. [Fonte: Renato Kfouri - Pediatra e Neonatologista SP]

Clara Marques de Oliveira


A personagem desta edição do Mulher Interativa é mãe de uma pequena “grande guerreira” e contará a sua história de angústias e alegrias em mais de um ano de vida de sua filha.

Clara Marques de Oliveira nasceu no dia 15 de janeiro de 2009, após apenas 27 semanas de gestação. Seu peso era pouco mais de 900 gramas e seus 36 centímetros a tornavam aparentemente frágil e indefesa.


Um nascimento rodeado de incertezas, medos e aflições.

Teve complicações desde a gestação. Sangramentos e um descolamento de placenta ocasionaram o parto prematuro. A sobrevida de Clara foi definitivamente uma dádiva.


Após o seu nascimento, Clara permaneceu mais de dois meses internada na UTI Neonatal por não possuir peso suficiente nem formação completa do organismo para poder sobreviver sem auxílio médico.

Cada dia era uma vitória. Por horas bem e em um novo momento mal, em meio a remédios e injeções, ela respirava com ajuda de aparelhos e tubos de oxigênio.

Da gestação ao parto


A gravidez de Clara foi muito esperada pelos pais, Fernanda Marques e Sandro de Oliveira e foi muito tranqüila até a 20ª semana de gestação.

Foi então que um descolamento de placenta ocasionou a primeira complicação, que deixou Fernanda em repouso absoluto por 25 dias.

Neste período passou por idas e vindas ao hospital, chegando à internação.

Porém, a causa para as complicações não foi identificada.


No dia anterior ao nascimento de Clara, Fernanda havia passado o dia com contrações e, já passada a meia noite, a bebê havia parado de se mexer no útero da mãe.

Ao chegar ao Hospital Universitário as contrações pioraram e a médica, Dra. Tania Vieira da Fonseca, foi chamada para proceder com um inesperado parto normal.


“O parto foi horrível, foi muito triste, pois jamais imaginei que ela fosse nascer naquele dia e mais ou menos pude imaginar os riscos que ela correria a partir daquele momento. Foi muito traumático e hoje, um ano e sete meses depois, posso dizer que ainda não superei aquele momento”, revela Fernanda.


O pai (acima), de primeira viagem, foi pego de surpresa pelo nascimento prematuro. “Nem imaginava que ela poderia nascer três meses antes do esperado. Naquela noite levei a Fernanda ao HU, pois ela estava sentindo muitas dores, mas pensei que ela seria medicada e voltaria para casa. Mas como desde sempre, as coisas são do jeito que a Clara quer, e então ela nasceu”, conta Sandro.

A Vitória da Vida!


Após o seu nascimento, Clara permaneceu na UTI Neonatal durante 61 dias e passou por sete transfusões de sangue e dois testes do pezinho. Já em seu primeiro dia de vida teve uma parada cardiorrespiratória e aos 12 uma pneumonia.


“Nesse momento entreguei a vida da Clara a Deus, pois sabia a gravidade da situação e só ele poderia salva-la. Durante o período da pneumonia, o telefone de casa tocou num domingo a noite. Era a Dra. Sylvia Lindemeyer avisando que a Clara havia piorado, entramos em pânico...


...Talvez tenha sido o pior momento de todos, fomos até o hospital para vê-la, mas sabíamos que nada poderíamos fazer, apenas confiar na equipe médica da UTI e rezar muito”, relata Fernanda. Nesta noite o casal e a família ligavam para UTI de hora em hora em busca de notícias.


Durante 29 dias a pequena Clara respirava através de aparelhagem mecânica, sofreu todas as conseqüências deste método e corria risco de vida.

Foram momentos de intensa preocupação e muita ansiedade.

Mas, com um mês de vida, Clara passou para uma nova etapa, sem aparelhos ou tubos, para a alegria da família e conforto da bebê.


“Desde o momento que ela nasceu, cada dia era pra ser comemorado, pois tinha horas em que ela estava bem, e logo em seguida piorava. Todos sofreram muito, e ela mais ainda. Eram muitos remédios, injeções por todo o corpo, foi torturante vê-la daquela maneira”, confessa Vanessa de Oliveira (abaixo), madrinha de Clara.


A vida profissional do casal também foi prejudicada por todo o turbilhão de acontecimentos que envolviam a chegada da pequena à família.

“Foram momentos difíceis, mas temos que ter força e tocar a vida. Continuei trabalhando, mas é claro, o rendimento não era o mesmo. Tenho que agradecer a compreensão dos meus colegas e até mesmo de meus clientes, que sempre me deram muito apoio”, conta Sandro.

Ele continuou sua rotina de trabalho, mas Fernanda considerava psicologicamente impossível, era o pior momento de sua vida!


Em meio a muitas orações e pensamentos positivos por parte da família e o cuidado intensivo e dedicação da equipe da UTI Neonatal, o estado de Clara foi tornando-se cada vez menos grave.

Vibrando a cada nova grama adicionada ao peso da pequenina, a cada respiração que ela completava sozinha e até mesmo o seu choro, todos viram ali a vitória da vida.


“Uma coisinha tão frágil, que parecia não ter forças. Foram momentos de intensas preocupações, visitas angustiantes sem ter como ajudar. O detalhe é que não tínhamos um bebezinho tão frágil assim, ao contrário do que parecia, estávamos diante de uma pequena “grande guerreira” que lutou cada segundo para sobreviver nos enchendo de orgulho e de felicidade”, conta Vanessa.


Em uma luta contra o tempo e seu próprio corpo, Clara, tão pequenina, lutou pela sua própria vida com todas as suas forças.

Se pode sim
começar de novo!


Ao atingir os tão esperados 2 quilos Clara pode, finalmente, ser levada para casa [abaixo, imagem do dia que a pequena deixou o hospital com seus pais].

Desde então não houve mais complicações.

Hoje ela é uma criança completamente saudável e até mesmo o pediatra que consulta mensalmente, Dr. Elvio Zenobini, surpreende-se com a sua recuperação.

“Não tem preço, não dá para explicar o que é vê-la forte e saudável hoje. Sempre tive o sonho de ter uma menina e quando ela nasceu e passou por tudo aquilo, eu pensei que, se Deus havia realizado o meu sonho, não poderia levá-la de mim, então vê-la com tanta saúde e tão sapeca é a melhor coisa do mundo...

Muitas vezes eu e o Sandro ficamos parados olhando para ela e choramos de tanta felicidade. Ela é muito mais do que sonhei”, emociona-se Fernanda.


Ela, que já é mãe de Felipe (abaixo), hoje com dez anos, escolheu o nome da filha quando tinha apenas 17 anos.

Sua escolha partiu da leitura de um livro e desde então sonhava em ter uma menina que se chamaria Clara.

Quatorze anos depois e ela chegou...


Felipe, tinha nove anos quando a irmã nasceu, mas ao contrário de muitas crianças, não teve ciúme em nenhum momento. Muito pelo contrário, foi maduro e apoiou a família, principalmente a mamãe que passava por tanto sofrimento.


Agora com um ano e sete meses, Clara é o orgulho da família, a heroína.

Desta forma, não pode deixar de ser paparicada, é claro.

Cada bagunça, carinha e até mesmo as manhas são motivo de emoção.


É impossível não sucumbir ao seu brilho.

Seus expressivos olhos azuis, atentos a cada movimento, são a prova da garota esperta que já está mostrando sua forte personalidade.

A mãe diz que seu sorriso não cabe no rosto tão pequenino.

Tenho certeza de que o céu não é o limite para ela!”, afirma Fernanda.


Seu futuro a Deus pertence”, é o que diz a madrinha.

A bailarina da Escola de Belas Artes “Heitor de Lemos, não poderia querer melhor destino para a sua afilhada do que muita saúde, paz e amor. É claro, torcendo pra que siga os passos artísticos da “dinda”.

Dizem que as afilhadas puxam as madrinhas, quem sabe?! Anna Pavlova, uma das mais famosas bailarinas do mundo, nasceu em 1885, prematuramente.


Entre outros prematuros famosos estão Albert Einstein, Pablo Picasso, Isaac Newton, Charles Darwin, Victor Hugo e Stevie Wonder.

Aos pais prematuros


De toda a situação se tira um aprendizado.

Aos pais que estão passando por uma situação semelhante, Fernanda e Sandro dizem que é fundamental ter fé, seja qual for a sua religião e confiar plenamente na equipe de profissionais que estão cuidando do seu bebê.


“Se for aqui mesmo na UTI Neonatal posso falar: eles são os melhores!”, confirma Fernanda.

“Muitos amigos rezaram muito pela Clara e nós tivemos muita sorte de poder contar com os profissionais de saúde do HU. São pessoas realmente maravilhosas que fazem seu trabalho incansavelmente e com muito amor”, adiciona Sandro.


E para quem quiser mais informações o site www.prematuro.com.br tem muito para ajudar.

Nós do Jornal Agora desejamos a Clara e sua família muita felicidade hoje e sempre. E que a pequena guerreira torne-se uma grande mulher.

Sabemos que a força e a garra ela já tem!