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19 de junho de 2010

BOlãO do MuLHeR


Você também pode participar do Mulher Interativa!

Aguce sua intuição e arrisque o placar final do jogo da seleção brasileira neste domingo.

De quem será os Gols da rodada e como você avalia a força da Costa do Marfim e da própria seleção.


Como participar:

- Clique nos comentários e deixe ali o seu e-mail e o seu palpite.

- Aos que chutarem a gol, na próxima semana estão convidados a participar da nossa reportagem especial.

Bom jogo, boa sorte e até lá!



Especial:

A COPA DAS VUVUZELAS

Na semana de estreia da 19ª edição da Copa do Mundo, o destaque ficou a cargo mesmo delas, as vuvuzelas, e seus sons ensurdecedores que conseguiram ofuscar não só o clima de abertura da festa, como também a própria concentração da torcida e também dos próprios jogadores.

Por Bruno Zanini Kairalla
- Colaboração: Fernanda Miki
- Fotos-reportagem: Bruno Kairalla
- Fotos ilustrações: Google Imagens
- Editora: Rosane Leiria Ávila

Há quem compare o insistente e irritante barulho ao som de um inseto, de um besouro, que insiste em tirar o brilho de quem acompanha fervorosamente os jogos a quilômetros de distância, capaz de vencer até mesmo a mais avançada tecnologia, de som e imagens em 3D ou nas mais altas definições.

Entretanto, controvérsias a parte, uma coisa é certa: como bem frisou nesta semana a cronista interina da ZH, Claudia Tajes, “reclamar da vuvuzela anda quase tão irritante quanto a própria vuvuzela. Mas é difícil evitar”.


E se não temos como evitar ou diminuir este som desenfreado, que seja com ele mesmo.

Como prega o ditado, se não há meio de vencer o inimigo, então, que se junte a ele!

Afinal, no fim de tudo o que importa mesmo é o tão desejado grito de GOOOOOOL!

A Origem


De tempos remotos, a vuvuzela é originária de tribos ancestrais sul-africanas e servia para convocar reuniões. Tornou-se popular na África do Sul na década de 1990.

Em 2001, uma empresa sul-africana passou a produzir em massa uma versão de plástico.

Sua utilização se tornou característica dos jogos entre grandes equipes de futebol sul-africano como o Kaizer Chiefs e o Orlando Pirates.

Cuidados redobrados


Em matéria publicada pela revista New Scientist, reproduzida pelo Jornal do Brasil e o portal Terra, o engenheiro e presidente do Instituto de Acústica do Reino Unido, Trevor Cox, constata que a vuvuzela é tocada meio soprando, meio vibrando os lábios.

O movimento, diz Cox, é frenético: os lábios vibram 235 vezes por segundo, enviando ar pelo tubo, e provocando uma forte ressonância no espaço cônico.

"Uma única vuvuzela, tocada por um músico competente, remete a um som ancestral, como o de uma trompa de caça. Mas o som é menos agradável quando ela é tocada por um fã de futebol, já que as notas são imperfeitas.

Além disso, cada torcedor toca com uma intensidade e frequência diferente, causando uma zoeira, parecida com zumbido de insetos ou um berro de elefante. É como o saxofone, com sua boca em forma de cone", compara o pesquisador.


Uma única vuvuzela emite 127 decibéis a uma distância de um metro. Ganha, por exemplo, de tambores - 122 decibéis - e de apitos - 121,8 decibéis. O limite tolerável a audição humana estipulado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de até 80 decibéis.

A exposição prolongada apresenta risco à audição. "Se ouvirmos apenas um instrumento por um período entre sete e 22 segundos, ultrapassamos os níveis típicos permitidos de barulho no trabalho, por exemplo", ilustra o cientista britânico.

"Uma multidão produz níveis ainda mais altos e medições em um treino revelaram perda de audição temporária entre os espectadores", finaliza ele.


Por aqui, outras preocupações

Bom. Pelo menos para nós, brasileiros, ainda atuais soberanos da taça mundial, além do barulho chato das vuvuzelas, há outros assuntos mais importantes para nos preocupar.


A notícia da semana que mais espantou o país, principalmente nossos amigos paulistanos, foi a decisão da FIFA, usando como porta voz, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), de que o Estádio do Morumbi está fora do Mundial 2014.


Entretanto, mais triste do que isso, só mesmo a opaca vitória na estreia da Seleção Brasileira, na última terça-feira.

Pra quem já discordava da escalação feita pelo técnico e apoiava a piada de que Dunga aderiu a campanha “Craque, Nem Pensar”, ficou ainda mais descrente com a possível conquista do Hexa, ao se deparar com o primeiro jogo do Brasil no Mundial.


Por outro lado, os mais otimistas pregam que o time brasileiro está apenas acordando. Será?

É o que veremos na tarde deste domingo, contra o jogo da Costa do Marfim.

Entrevistas - "A Copa das Vuvuzelas"


Frente a todos estes questionamentos, o caderno Mulher Interativa foi para as ruas saber a opinião de nossas torcedoras. A principal missão? O palpite delas para o jogo da tarde deste domingo, 20 de junho.

Barulho para o HEXA

A caixa operadora de uma das redes de supermercados da cidade, Katia Freitas, 41 anos, assiste aos jogos da Copa direto de sua empresa.


Foi assim pelo menos na última terça-feira,15, quando a seleção pentacampeã estreou em Joanesburgo. Sobre o jogo, ela acredita que os jogadores podiam ter aproveitado melhor as oportunidades. “Não jogaram tão bem”, responde.

Contra a Costa do Marfim neste domingo, ela está confiante: Dois à zero para a seleção canarinho. “Isso, claro, se houver mais esforço da parte deles”, salienta Katia, que apesar da estreia opaca, confirma a confiança quanto ao Hexa!


Nem mesmo as vuvuzelas tiram a paciência dela. “Vale a pena fazer muito barulho para incentivar”, comenta ela, a favor do instrumento. A caixa operadora também é bastante favorável a realização da Copa no Brasil, já em 2014.


- Vão gastar muito, mas vale a pena, principalmente, para áreas que devem crescer bastante, como o Turismo e a própria cultura brasileira -, conclui.

Por um melhor desempenho


Além do Brasil, a jovem estudante Jéssica Pereira, de 16 anos, também acompanhou no decorrer da semana as seleções do México e de Portugal. Entretanto, a estreia brasileira não agradou a estudante. “Achei que seria melhor”, aponta ela, que assistiu à partida ao lado da família e de amigos.


Apesar de torcer pelo hexa, Jéssica quer conferir melhor desempenho do Brasil. Prova disso é o seu palpite para o jogo deste domingo: 2 à 0 para o time de Dunga. “É contra a Costa do Marfim, né?”, diz ela, ao mostrar que já conhece bem nossos adversários.


E só o que tira o sossego da torcedora durante os 90 minutos da transmissão são, claro, as vuvuzelas. “Irritam, são enjoadas e barulhentas”, critica, por fim, Jéssica.

Empate verde e amarelo


Assim como muitos, a professora colorada Gicelda Farias, 52 anos, tem uma admiração pela seleção anfitriã da Copa, a África do Sul. Mas, claro, depois do Brasil. Porém, a estreia não a empolgou muito. “Esperava mais”, faz coro Gicelda, juntamente com as demais entrevistadas.


Entre as demais, ela é a única que acredita num empate neste domingo contra a Costa do Marfim. “Acho que vai ficar no um à um”, aposta ela, pois, só assim, no susto, acha que os jogadores vão acordar para defender o país.


Gicelda também não esconde sua opinião quanto o despreparo do Brasil para receber o Mundial de 2014. “O Estado deixa a desejar na área da Educação Física. Falta estrutura. Não temos bons estádios”, justifica a professora. Já sobre as vuvuzelas, não lhe incomodam, nem lhe atrapalham. “É interessante”, analisa.

Apenas, se crescer!


Quem também assiste aos jogos da Copa entre um afazer e outro direto do serviço é a bancária Sibele Souza, de 20 anos.

E assim como Gicelda, depois do Brasil, sua atenção e também simpatia se depositam na seleção da África do Sul. O “jogo fraco”, como ela define a vitória brasileira contra a Coreia do Norte, não ofusca a sua aposta de domingo. “Vamos fazer dois à zero contra a Costa do Marfim”, fala confiante.

Porém, em outro momento da entrevista, a gremista, mostra-se meio descrente sobre a conquista do Hexa, principalmente, quando o assunto se volta para a última atuação da seleção Argentina, na última quinta-feira, em que ela empregou o placar de 4 à 1, contra a Coréia do Sul.


“Eles estão confiantes e, sem dúvida, estão jogando melhor até aqui. Se eles continuarem assim, acredito até que possam conquistar a Copa de 2010”, observa a bancária, que, como muitos, também detesta ouvir o barulho retumbante das vuvuzelas, comparando-as ao som estridente de uma Garça.

Vitórias ao som das vuvuzelas


Enquanto procurávamos nossas entrevistadas, eis que nossos repórteres ouvem ao fundo o som de uma corneta, que para alguns pode equivaler ao berro de uma vuvuzela. Claro, com o fato inesperado, foi-se em busca do corneteiro.

E é com a grande estrela da Copa de 2010 em mãos que o promotor de vendas, Igor Guerra de Mendes, 19 anos, desperta a atenção de quem passa diante o estabelecimento em que trabalha.


E é ele quem nos dá a informação de que o “tiuzinho” que vende o instrumento vendeu toda a mercadoria num único dia. “Mas, neste sábado, ele volta”, completa o jovem, para alegria de uns e aflição de muitos outros.

Confiante no Hexa, Igor acredita na seleção e palpita no placar deste domingo: “Dois à um pro Brasil”. Gremista, ele aposta no crescimento da seleção durante a copa. Por fim, defende seu instrumento de trabalho e fala que as vuvuzelas acordam os times, levando-os para o ataque.


Se ela dá certo com seus clientes? “Assusta um pouquinho, mas todos levam na brincadeira. E, claro, cumpre com o objetivo, pois chama a atenção”, garante o rapaz, que simpático, sabe bem como conquistar e atrair a sua freguesia.

>>>>> AGRADECIMENTO

O Mulher Interativa agradece a equipe da loja Carpe Diem Festas & Eventos [rua Gen. Câmara, 422 - (53) 3035.5333].

>>>>> A CAPA