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25 de maio de 2011

Fragilidade Masculina - A opinião nas ruas:

Uma nova geração


Prestes a completar um ano de namoro, no dia 13 de junho, Sabrina Batista Schmitz, 17 anos, e o carioca Patrick Leal Marinho, de 21, representam a nova geração de casais. 

Patrick concorda com a mudança de postura do novo homem e, como todos, assumi-se um cara mais sensível e preocupado em extravasar as suas emoções. “De forma geral, os homens estão mais abertos e mais sensíveis. Isso é bom para todos. Os casais estão aprendendo a se compreender melhor”. 


Não esconde e nem tem vergonha de dizer, por exemplo, que a última vez que chorou foi devido à última briga do casal, ocorrida em março. 

“Hoje, quando não concordo com alguma coisa sou o primeiro a reclamar. Não guardo nada”, assegura ele. Sabrina concorda e acredita que esta nova postura contribuiu para uma maior confiança de sentimentos entre o casal.

Felipe, o novo homem


Proprietários da Óptica Uarthe, o casal Leandro Goulart, 34 anos, e Marinês Uarthe, 30 anos, dividem as experiências do trabalho e aguardam há sete meses, a chegada do pequeno Felipe. Leandro reconhece a mudança de comportamento do homem, mas ainda acredita que pouco se encaixa na nova proposta. Como muitos, ele trabalha diariamente com o lado mais racional, porém, não deixa de compartilhar as emoções com a esposa. 

“Assim como a maioria, sempre que ele pode, nega que sente dor, mas quando não dá mais fica todo dengoso e sou eu quem passo a cuidar dele”, entrega Marinês, sobre os homens serem menos resistentes a dor física. 

Para o pequeno Felipe, o casal garante que existem lições mais valiosas a ensinar, do que os velhos conceitos de que “homem não chora, ou não pode isso ou aquilo”. “Queremos que ele tenha um caráter, que seja um homem honesto. Isto é mais importante do que qualquer outro conceito”, concorda o casal.

Abertos para os sentimentos


Eder Souza da Cruz, 32 anos, pela convivência há 12 anos com sua mulher, Priscila Wasyluk da Cruz, 28 anos, acredita que eles, por uma questão cultural, imposta por vários anos pela sociedade, ainda demonstram pouco os seus sentimentos. 

No entanto, não concorda com este comportamento. E explica: “Se tu te fechar para os sentimentos negativos, tu acaba também fechado para os positivos, deixando de demonstrar todas as tuas emoções. O diálogo é muito importante para que o casal se entenda mais”, avalia Eder.

Defesas masculina


“Assim como as mulheres, todo homem tem o seu ponto franco. A diferença é que eles não assumem, não admitem. Faz parte de sua defesa. Eles compartilham e demonstram os bons sentimento, mas os ruins ficam retidos. O homem tem mania de esconder suas emoções”, analisa o estudante de Direito, Brauner Paiva, 22 anos. 

“Na verdade, emocionalmente, somos todos um bando de maricas, que aos poucos estamos perdendo a vergonha de demonstrar nossos sentimentos, sem que isso fira a nossa masculinidade”, pontua Paiva, que apesar do machismo que ainda impera na sociedade, considera-se um homem mais seguro, menos resistente e receptivo as mudanças de comportamento. 

“Hoje não tenho vergonha de dizer o que sou, o que penso, mesmo não agradando os demais”, conclui o estudante.

12 de junho de 2010

>> Namorados 2010: Vendas


Apesar da data exigir romantismo, Cinara afirma que as vendas de flores no “Dia das Mães” são maiores, pois muitas pessoas, homens e mulheres, presenteiam, além de suas próprias mães, as suas avós, madrinhas e sogras.

Mas também faz um contraponto:

- A diferença é que no Dia das Mães, plantas em vazos são as mais procuradas.


No Dia dos Namorados, apesar de ser um público restrito, as mulheres também presenteiam homens com flores e neste caso, conforme Cinara, os cravos são os mais escolhidos.

Opinião divergente tem Taty da Natureza Viva, que afirma que nenhuma data excede o número de vendas que existe no “Dia dos Namorados”.


Ela também concorda que as mulheres estão comprando mais flores para os homens e que neste caso, normalmente, os cravos e os lírios são muito requisitados.

Em alguns casos o presente é específico, certeiro para avivar uma lembrança. Taty recorda que um de seus clientes, já idoso, todo o ano compra a mesma flor para a sua esposa nesta data. Orquídeas. O motivo? Quando casaram, essa era a flor que compunha o buquê da noiva.


- É a forma que ele usa para demonstrar que a ama desde aquela data e que lembra daquele momento especial -, explana ela.

Porém, mesmo entre estes romantismos, existem casos peculiares que se reportam aos “presentes por obrigação”.

Cinara diz que certa vez recebeu um cliente que presentearia a esposa pelo aniversário de casamento.

Para ele, o artigo era indiferente, qualquer coisa servia.

- O que percebo em muitos casais é que quanto maior o tempo da relação, menor é o presente ou o número de rosas -, relata.

Taty também conta uma história engraçada de uma mulher que sempre enviava flores para ela mesma no trabalho.

- Um truque de sedução que muita gente faz e que dá certo, expõe a proprietária.


12 de fevereiro de 2010

A CORTE da FOLIA e do SAMBA



Reportagem e fotos: Bruno Zanini Kairalla
- Sugestões: bruno.kairalla@gmail.com


A cada ano elas aparecem quando soam os primeiros sinais do samba papareia. Antes de eleitas, são avaliadas, criteriosamente observadas e escolhidas. E caso ainda ninguém tenha se dado conta, elas representam não só um período festivo, mas a própria figura da beleza e do charme feminino rio-grandino.


Afinal, quem melhor para representar a festa mais sensual do planeta do que as tituladas que fazem jus a folia carnavalesca? Além de simpatia e desenvoltura, é preciso ter muito samba no pé. E isso, elas provam que dominam!


De nova no grupo, só mesmo a segunda princesa, Vanessa Gregório. Pela primeira vez lidando com os holofotes, ela aguarda com expectativa o momento de entrar na avenida. E apesar das outras duas representantes repetirem a parceria de uma dobradinha – assim como neste ano, em 2008, Ana Maria também foi rainha e Tatiane dos Santos a primeira princesa – todas as três são para lá de experientes, pois vivenciam e carregam o samba no pé de longa data.


Além da dobradinha de 2008, Ana Maria e Tatiane já representaram uma mesma faixa. Em 2006, Tatiane foi eleita a Mais Bela Negra da cidade. Um ano depois, entregou o título para a atual Rainha da Corte Municipal. Vanessa fala que além de conhecer Ana, também já conhecia de vista Tatiane.

A ‘novata’ da Corte acrescenta que quando surge alguma duvida, recorre sempre as suas colegas, que pela experiência passada lhe servem como uma referência. De tudo, Ana só lamenta o triste falecimento de Fausto Oliveira, que como Rei Momo, sempre acompanhava a corte para todos os lados.


“Ele era muito engraçado. A gente ria demais com ele. Mas, o pai da Tati também é divertido. Será muito bom viver cada momento desses próximos dias de folia”, prometem as tituladas.

A CORTE DA FOLIA PAPAREIA


As três são rio-grandinas, trabalham no comércio local e adoram dançar. Estão na faixa dos 21 e 22 anos, possuem diversas aspirações profissionais. Dominam as passarelas, pois vivem o carnaval há muito tempo. 

São vaidosas, gostam de futebol e garantem que serão futuras vovós da folia. Abaixo, conheça um pouco mais das três mulheres que vão esbanjar energia e muita saúde na passarela do Centro Municipal de Eventos, a partir deste sábado.

Uma vez rainha, sempre...


Em 2008, ela já tinha provado a todos que era a rainha do samba. Mesmo assim, decidiu se inscrever neste ano e levou novamente o título de Rainha da Corte do Carnaval 2010. E olha que ela confessa que bem diferente da outra vez, neste ano nem estava assim tão “empolgada”.

A única diferença é que desta vez ela representa o bloco do Miko ao invés de A Grande Família. Para participar do concurso, Ana Maria Amaral Pereira, teve apenas uma semana para aprontar a fantasia. “Foi tudo corrido. Fui com uma amiga nos ensaios do bloco no Parque Marinha e me convidaram para concorrer ao título. Pensei, vi quem eram as meninas, concorri e ganhei. Aí tive que me empolgar, né?”, declara ela, que por perceber as adversárias mais fortes neste ano, pensou que ficaria apenas com o título de 2ª princesa.



Com a experiência de 2008 – da qual comenta que ao fim quase não sentia mais as suas pernas - Ana afirma que a partir deste sábado fará ainda mais jus a coroa. “Vou tentar sambar muito mais. Agora, conheço mais pessoas e quero fazer mais bonito”, aponta.

Rainha de outras escolas de samba no passado, como Império Serrano, Capivara, musa do Nós de Casa, só para enumerar algumas, Ana diz que guarda suas faixas num canto especial de casa e que o fato de vencer esses concursos já a motivou ao ponto de enviar um DVD seu para o programa Big Brother Brasil.




Tinha 14 anos quando saiu pela primeira vez como passista numa escola. “Lembro que saí na Ala do Fogo, uma fantasia linda, quando os desfiles eram todos concentrados na rua Marechal Floriano”, recorda ela.

A principal diferença daquele tempo, ela avalia: “A timidez. Morria de vergonha se me deparava com algum conhecido. Dava meia volta. Agora, quanto mais pessoas reconheço, mais me aproximo”, destaca.


Significado de Carnaval para a Rainha? “Tempo em que todos deixam sua individualidade de lado para se unir e ser feliz. Além de rever gente que há tempos não via”, enfatiza. E se ela pensa em concorrer pela terceira vez ao título nas próximas edições? “Claro! Se Deus quiser. Mesmo velhinha, vou sair nem que seja como baiana, mas vou sair”, garante a titulada.

PERFIL


- Nome: Ana Maria Amaral Pereira
- Idade: 22 anos
- Signo: Peixes
- Formação: Magistério, em 2006
- Aspiração: “Desisti de Jornalismo, mas pretendo fazer Artes Cênicas, em Pelotas”
- Profissão: Caixa operadora do Supermercado BIG [há dois anos]
- Sonho: Participar de um desfile em alguma escola de samba do Rio de Janeiro; estudar artes cênicas; ser professora de dança profissional e constituir uma família
- Relacionamento: Noiva [há quase um ano]
- Altura: 1m73cm
- Peso: 60 quilos
- Qualidade: Comunicativa
- Defeito: Orgulho
- Uma palavra: Amizade
- Uma pessoa: Mãe
- Um medo: da Morte
- Cor: Roxo
- Música: “É Preciso Saber Viver”, Titãs
- Filme: Corrente do Bem
- Ídolo: Beyonce
- Comida: Estrogonofe
- Frase: “Nunca deixe para depois, o que pode ser feito agora”
- Beleza: “O nosso cartão de visitas”
- Lazer: Dançar muito!
- Esporte: Futebol
- Concursos que já disputou: A Mais Bela Negra (2007) e outros carnavalescos
- Inspiração carnavalesca: “Gosto do brilho do carnaval”
- Um samba: “Não deixe o samba morrer” da Alcione

Domínio que está no sangue


Por tudo o que o caderno O Peixeiro mostrou na última terça-feira, pode-se concluir que o samba está presente em sua carga genética.

Filha mais nova do líder de uma equipe de seguranças que atua em eventos no Município e que desde o dia 30 também responde pelo título de novo Rei Momo da cidade do Rio Grande, Valdemir do Amaral Vargas de Cabral (capa do último Peixeiro), Tatiane dos Santos Cabral, tem como inspiração e exemplos carnavalescos, os seus pais.




Isto porque, Valdemir e esposa desfilam como casal de passistas desde o início da década de 90 e, de certa forma, também sempre estiveram enraizados na folia. O pai de Tatiane começou no samba, por exemplo, aos 12 anos. Ela, ainda mais nova: aos cinco.

Juntos, pai, mãe e filha representaram na última década, a escola de samba tetracampeã, Unidos do Mé. E do Mé para o sambódromo rio-grandino, pai e filha - ao lado da rainha e 2ª princesa - possuem a missão de recepcionar as entidades carnavalescas e também o compromisso de disseminar toda a energia para milhares de foliões.

Pela segunda vez honrando o título de 1ª Princesa da Corte Municipal do Carnaval, Tatiane conta que se inscreveu na própria escola, Unidos do Mé, e que não houve fortes preparações para a disputa. “Apenas procurei me alimentar pouco no dia”, salienta.




“Estavam todas lindas. Mas, alguma coisa, eu achei que ia tirar, pois acho que a minha simpatia conta bastante”, aposta. Além de se considerar uma mulher simpática, Tatiane revela que também possui o importante quesito, domínio da passarela. “Aprendi esse domínio com a minha mãe”, responsabiliza.

Domínio este que foi aprimorado desde que tinha cinco anos, quando participou pela primeira vez ao lado dos pais e da irmã um ano mais velha, do bloco Renascer da Esperança, do Parque Marinha.

PERFIL


- Nome: Tatiane dos Santos Cabral
- Idade: 21 anos
- Signo: Touro
- Formação: Ensino Médio
- Profissão: Auxiliar de supermercado do Guanabara
- Sonho: Ingressar na Faculdade de Medicina para atuar como Pediatra
- Relacionamento: Namorando [há dois anos e um mês]
- Altura: 1m68cm
- Peso: 68 quilos
- Qualidade: Amiga
- Defeito: Ansiosa
- Uma palavra: Sonhos
- Uma pessoa: Minha mãe
- Um medo: da Morte
- Cor: Roxo
- Música: “Nosso Sentimento”, Sonho de Amor
- Filme: Titanic
- Ídolo: Netinho de Paula
- Comida: Lasanha
- Frase: “Correr sempre atrás dos sonhos, dos objetivos”
- Beleza: Cartão de visitas
- Lazer: Dançar e cantar
- Esporte: Futebol
- Concursos que já disputou: Mais Bela Negra (2006), Corte (2008)
- Inspiração carnavalesca: “O povão”
- Um samba: “Astrologia”, da Unidos do Mé

A Estréia de uma Princesa


Em termos de colocação, ela ficou com o 3º lugar. Entretanto, diferente de suas outras duas colegas, Vanessa Ferreira Gregório, vive sua primeira experiência de representar uma das coroas que compõem a nova Corte.

Há dois anos como integrante da Unidos da Rheingantz, Vanessa conta que neste ano em sua escola passou de 1ª Princesa à Rainha e que com o novo título foi pela Rheingantz levada a participar do concurso municipal. “Não esperava. Foi muito bom concorrer pela primeira vez e ganhar o título”, expõe.


Apesar das novas emoções, Vanessa reforça que participa dessa época de folia desde os nove anos, quando obteve, na verdade, o primeiro título mirim carnavalesco. Moradora da 4ª Secção da Barra, a 2ª Princesa recorda que quando menor tentava sambar em frente ao espelho (um hábito que mantém até hoje, quando diz que adora dançar) e era corrigida por sua mãe.




“Eu tinha cinco anos e lembro que ela falava: - Vanessa, mexe mais essa cintura”, diverte-se ela. Aos nove, foi rainha mirim do bloco Unidos da Barra. “Desde então, fui me destacando, participando de concursos. O carnaval é tudo, magia, sonho, e a liberdade de expor os mais diversos sentimentos. Posso ficar velhinha, mas o Carnaval sempre vai existir na minha vida”, pontua ela.

PERFIL

- Nome: Vanessa Ferreira Gregório
- Idade: 21 anos
- Signo: Capricórnio
- Formação: Ensino Médio
- Aspiração: Concluir o curso técnico de enfermagem para entrar na Marinha e após cursar a faculdade de Enfermagem.
- Profissão: Vendedora da loja Shanadu [há dois anos e dois meses]
- Sonho: “Oferecer uma vida mais estável para a minha família”
- Relacionamento: Solteira [há 3 meses]
- Altura: 1m67cm
- Peso: 54 quilos
- Qualidade: Perseverança
- Defeito: Insistente; teimosa
- Uma palavra: Vontade
- Uma pessoa: Mãe
- Um medo: “De não ter forças ou contar com ajuda para superar obstáculos”
- Cor: Preto
- Música: “Já Deu”, Pura Cadência
- Filme: Crepúsculo
- Ídolo: Reynaldo Gianecchini
- Comida: Feijão, arroz e couve
- Frase: “Ser o que eu sou e não ter a vergonha de ser feliz”
- Beleza: Equivale à simpatia e vaidade de cada um
- Lazer: Ler, estudar, dançar
- Esporte: Academia, corrida
- Concursos que já disputou: Só relacionados ao Carnaval
- Inspiração carnavalesca: Escola de Samba Mangueira
- Um samba: O novo samba-enredo da Rheingantz, em homenagem ao Município de São José do Norte


5 de fevereiro de 2010

Elas ENCERRAM a 37ª Feira do Livro

No último final de semana da 37ª Feira do Livro, o Mulher Interativa lhe convida para conhecer o trabalho de algumas mulheres ou atrações que estarão em evidência nestes últimos dois dias. Não deixe de conferir!

Os registros históricos e fotográficos de Rejane Botelho



Por Bruno Zanini Kairalla
- Fotos: Divulgação
- Sugestões: bruno.kairalla@gmail.com
- Editora/diagramadora: Rosane Leiria Ávila


Aprecio a arte em todas as suas linguagens, dedico-me a pintura e a fotografia”. Desta forma, apresenta-se a pelotense Rejane Botelho Portela, 48 anos, que a partir das 21h deste sábado, recepciona os visitantes da Feira do Livro para o lançamento de seu novo trabalho: “Fotografias de Rio Grande”.

Livro fotográfico que será lançado neste sábado na 37ª Feira do Livro

Conforme Rejane, a intenção é provocar as mais diversas reações em seus leitores e também “sensibilizar através da imagem fotográfica, mostrando as belezas locais, tentando despertar o interesse pela cultura e a conservação do município”. Com esse propósito, a artista selecionou em 61 páginas, 63 imagens de um total de aproximadamente 250.

Alfândega, Porto (Foto: Rejane Botelho)

De acordo com Rejane, o critério da seleção foi baseado pela conservação dos prédios, facilidade de identificação e, claro, pela beleza da imagem captada. Na Feira, o livro poderá ser obtido pelo preço de R$ 15,00. Das suas imagens preferidas no decorrer da obra, a artista destaca a Igreja do Carmo, o Porto do Rio Grande e a conservação das praças.

Fárgula, Teatro Guarany (Foto: Rejane Botelho)

Quanto aos desafios, ela aponta que foi conseguir uma identificação dos locais fotografados, como a cidade mais antiga do Estado. Entre os empecilhos, Rejane afirma que foi difícil encontrar referencias históricas as imagens captadas.

Praça Tamandaré - Homenagem a Imprensa (Foto: Rejane Botelho)

“A minha inspiração para esse trabalho, partiu de um processo de continuidade sobre a idéia de registrar a história arquitetônica de nossa região, especialmente quanto a cidade mais antiga do Estado”, responde ela. Depois de suas observações, para Rejane, a comunidade rio-grandina “deveria valorizar mais a história do seu Município e manter a sua arquitetura original, como fonte de turismo”.

Primeiro


Para chegar na composição de “Fotografias de Rio Grande”, Rejane primeiro dirigiu seu olhar para a arquitetura e os espaços urbanos de sua cidade. E foi em 2009, através da exposição fotográfica em comemoração aos 196 anos da cidade de Pelotas, intitulada “Detalhes de Uma Princesa”, que ela produziu o seu primeiro livro fotográfico, sob o mesmo título, lançado durante a última Feira do Livro de sua cidade natal. “Com isso, iniciei o projeto do livro em fotografias”, explica.


E a terceira obra a seguir sob esse aspecto, está próxima. Rejane adianta que no decorrer deste ano estará trabalhando na produção de um novo livro fotográfico e histórico que contará a história de Portugal em Pelotas, juntamente com professora Ana Margarida Portela, contando ainda com a colaboração do professor Francisco Queiroz, ambos de Portugal.

Escultura em Pelotas (Rejane Botelho)

Ainda dentro dos seus planos, ela finaliza: “Quem sabe, fechamos também uma parceria para realizar uma exposição do livro Fotografias de Rio Grande?”, sugere a artista.

Sobre Rejane


Formada em 82, no curso de técnico contábil, Rejane é uma profissional multifacetada. Atualmente, ela ministra em seu ateliê aulas de pintura, filmagem, animação, fotografia e também iniciação de informática para grupos da Terceira Idade.

Autodidata, a artista iniciou-se na arte da pintura em 2001, somente depois ingressando em cursos de pintura. Em 2004, começou a expor seus trabalhos. Já em 2005, seu ateliê passou por uma reforma e ganhou a denominação de “Agência da Arte”, espaço que de lá para cá também é destinado a divulgação dos trabalhos de novos talentos.

Ateliê Agência da Arte

“No ateliê incorporamos às mais diversas formas de expressões artísticas, como, fotografia, dança, literatura, música, teatro, entre outros. Realizamos apresentações não somente no ateliê, mas também levamos a arte até as comunidades e nos espaços culturais disponíveis”, discorre Rejane.


Ela afirma ainda que sempre gostou de fotografar e que costumava reproduzir suas fotos em tamanhos maiores, para que assim pudesse expressar as imagens em sua telas. Até que, em 2005, decidiu participar de um concurso fotográfico, organizado e promovido pelo curso de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas (UCPel).


Nele, obteve as classificações de 1º e 3º lugares. “A partir desse instante passei a me dedicar ainda mais a fotografia”, salienta Rejane, que com a sua arte já participou de outros inúmeros eventos e festivais.

>> SERVIÇO
- O quê: Lançamento do livro “Fotografias de Rio Grande”
- Quando: Sábado, 06/02
- Horário: 21h
- Onde: 37ª Feira do Livro
- Autora: Rejane Botelho
- Editora: PREC, Editora e Gráfica Universitária-UFPel
- Nº de Páginas: 61
- Nº de Fotografias: 63
- Valor: R$ 15,00.
- Acesse: www.agenciadaarte.blogspot.com


Uma Proposta em nome da Vida


Noutro canto da Feira do Livro, também às 21h deste sábado, ocorre a segunda edição da oficina, Desvelando Olhares e Atitudes: Uma Proposta em nome da Vida. Promovida pela ONG Amigo Bicho, em parceria, com a Sociedade Vegetariana Brasileira, a oficina tem por objetivo repassar as mais diversas informações de conscientização e mudança de mentalidade e postura aos visitantes do evento.


Além de materiais de divulgação espalhados pelo local, a principal atividade da ação ocorre com a exibição de filmes que protestam contra as atitudes irracionais humanas, cometidas contra os animais.


No primeiro sábado da oficina, no último dia 30, foram expostos os filmes: “A Carne é Fraca”, sobre vegetarianismo, “Fulaninho, o Cão que Ninguém Queria”, abordando a guarda responsável e controle populacional...


e “Terráqueos”, que mostra todas as formas de exploração por qual passam os animais, desde a alimentação em demasia, passando pelo chamado período de entretenimento, experimentação e o abate.


Para este sábado, os organizadores preparam a exibição do documentário “Meat the Truth” (Uma Verdade Mais que Inconveniente) do Partido dos Animais da Holanda. O vídeo aborda a questão do aquecimento global, efeito estufa, poluição e sua correlação com a pecuária.


“Hoje, sabemos que a prática da pecuária é uma das maiores causas de destruição ambiental, através das queimadas, desmatamento, emissão de metano e outros gases oriundos do metabolismo dos rebanhos”, reforça a veterinária, Vanilda Moraes Pinto, responsável pela ONG Amigo Bicho.

A veterinária considera essas informações como altamente relevantes pois trazem à tona questões atuais e graves como o desastre ecológico e toda a brutalidade praticada contra os animais. “Estamos empenhados em mostrar isso a sociedade. Nosso compromisso é com o planeta e todas as formas de vida”, reforça Vanilda. Apesar das fortes mensagens repassadas, a doutora diz que muitos tomam conhecimento das atrocidades, mas mesmo assim não mudam as suas posturas.


“Olham mas não vêem. É como se levantassem uma muralha entre o cérebro e o coração, pois não querem admitir que o seu hábito, a sua conduta é que faz com que ocorra toda aquela brutalidade. Preferem se enganar para continuarem dormindo. Aliás é a conduta praxe nos seres humanos: a inconsciência. Mas parece que a Natureza está se cobrando de tanto receber sangue em seu solo. Parece que ela está dando um basta. Séculos de carnivorismo, de milhões de animais mortos simplesmente para saciar o paladar de uma única espécie, isto, com certeza, está tendo um custo ecológico....


Num planeta de famintos, estimular o consumo de carne, que é um alimento caro, com um custo ambiental imenso, é imoral. Aliais, comer carne é um hábito elitista, anti-ecológico e cruel”, evidencia Vanilda.

Soluções


“Precisamos parar de fazer de conta que o assunto não é conosco, que sempre teremos mais tempo para resolvermos estas questões. Insustentável é o nosso comportamento em todos os sentidos. Somos cruéis para com os seres vivos, consumimos demais, não reciclamos, não preservamos, agimos de modo inconsciente como se a natureza tivesse reservas infinitas que estarão sempre à nossa disposição....


A natureza é como uma gigantesca corrente cheia de elos. Estamos todos interligados. O que fazemos a alguns refletirá no todo. Precisamos aprender a lição do respeito, mas só há dois caminhos: pelo amor ou pela dor. Do jeito que o mundo está, parece que será pela dor”, assegura.

De todo o material que é exposto, Vanilda diz que o mais a tocante é o documentário “Terráqueos”. “São cenas fortes, grotescas mesmo. Todas mostram de modo claro e sem artifícios o quanto o ser humano pode ser monstruoso e cruel....


Dói demais, constatar o sofrimento dos animais em nome do prazer do paladar, do lucro, da ganância humana. E triste o quanto somos capazes de cometer atrocidades, direta ou indiretamente”. Quando a essa última análise, ela ainda indica: “Quem não mata o animal com as próprias mãos, mas se beneficia da morte daquele que a executou, é tão culpado quanto.


Muitos dizem: - Ah, não posso ver isso. Complemento: mas comer podem, não? E porque não fazem uma associação entre o seu paladar e toda aquela selvageria que eles assistiram? As pessoas dizem que gostam dos animais, mas sempre pergunto: quais animais? Ou elas acham que vacas, ovelhas, galinhas e porcos não sentem dor, desespero e sofrem ao serem esfaqueados ou degolados?


Disse o ex-Beatle, Paul McCartney: "Se os matadouros fossem de vidro, todos seriam vegetarianos", mas sabemos que a evolução humana é lenta, as pessoas demoram pra despertar, logo, nosso dever é continuar mostrando, informando, pois somente assim, teremos um mundo menos cruel e violento”, argumenta a veterinária.


Vanilda conclui suas reflexões expondo uma ideia de Pitágoras. "Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos animais, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor".

>> SERVIÇO
- O quê: 2ª edição da oficina: “Desvelando Olhares e Atitudes: Uma Proposta em nome da Vida”.
- Quando: Sábado, 06/02
- Horário: 21h
- Onde: 37ª Feira do Livro
- Documentário exibido: “Meat the Truth” (Uma Verdade Mais que Inconveniente)


Por dentro das práticas vivenciais

Bruno Kairalla/JA

Lembram dela? Pois é.

Há duas semanas, Vilmabel Soares, estampou a capa do caderno O Peixeiro e agora está no Mulher para lembrar que neste domingo, também a partir das 21h, tem lançamento do seu primeiro livro, intitulado "Práticas Pedagógicas Vivenciais - Dinâmicas para trabalhar valores, atitudes, afetividade, autoestima, relacionamento, autoconhecimento e inteligências múltiplas".

Bruno Kairalla/JA

Editado pela Vozes, a obra é traduzida como uma ferramenta pedagógica inovadora que facilitará o desenvolvimento humano, feita para educadores que buscam como despertar a atenção e o envolvimento dos alunos no processo ensino-aprendizagem. Essa nova proposta poderá também ser introduzida em trabalhos de terapia de grupo.


Em 122 páginas, o livro oferece exercícios teatrais (técnicas vocais básicas, dança, música, expressão corporal, dicção, oratória, desinibição, percepção, sociabilização, técnicas de relaxamento e meditação, entre outros); dinâmicas de grupo; textos reflexivos e brincadeiras diversas.


“Quero compartilhar minhas vivencias em sala de aula, minhas leituras e meus escritos. Ela são resultado do meu aprendizado enquanto aluna e professora”, convida a escritora e educadora brinquedista.

>>> SERVIÇO
- O quê: “Práticas Pedagógicas Vivenciais”,
- Autora: Vilmabel de Oliveira Soares Gibon
- Quando: 07 de fevereiro (Domingo)
- Horário: 21h.
- Editora: Vozes, Petrópolis (RJ).
- Nº de Páginas: 112
- Preço: R$ 19,00.


Descobrindo a Logosofia


Estendida também a educadores e demais interessados em novas ciências ou formas de aprendizado e sabedoria, ocorre neste domingo, 07, a partir das 20h, na Feira do Livro, a palestra “Empreendedorismo e Qualidade Vida dentro de uma nova concepção: a concepção de Ciência Logosófica”, ministrada pelo empresário e docente da Fundação Logosófica de Chapecó (SC), Luis Alberto Paludo.


A Logosofia (em grego, Sabedoria da Inteligência) é por seus adeptos apresentada como o sistema mais moderno e eficaz para promover o aperfeiçoamento ético do indivíduo e da sociedade. É um apelo à reflexão do homem sobre si mesmo. A palestra apresenta reflexões e experiências de um empresário, sob esta nova ótica.


Paludo busca ampliar o conceito de vida para que se possa viver de forma mais ampla e considera que o homem é empreendedor por natureza, porém, muitas vezes, observa-se limitado por suas próprias condições, por sua incompreensão a respeito do que o rodeia.

>>> SERVIÇO
- O quê: Palestra Empreendedorismo e Qualidade Vida dentro de uma nova concepção: a concepção de Ciência Logosófica
- Autor: Luis Alberto Paludo
- Quando: 07 de fevereiro (Domingo)
- Horário: 20h.
- Onde: 37ª Feira do Livro


Do livro ao Carnaval


Fora da Feira do Livro, neste sábado, dia 06, a folia toma conta da Quadra da Cultura, no Cassino. A partir das 21 horas, a festa corre por conta do Bloco Na Aba do Chapéu de Palha e, logo após, acontece o lançamento oficial do Carnaval 2010, com a presença do novo Rei Momo, das Rainhas e Princesas do Carnaval do Rio Grande.

Dando prosseguimento à noite, também estarão presentes entidades do Grupo Especial do Carnaval Oficial do Rio Grande, apresentando seu samba enredo para o Carnaval 2010 e sua bateria show.


A noite promete proporcionar um belo espetáculo ao público da Praia do Cassino e promover a integração entre as entidades do Carnaval Oficial e do Carnaval do Cassino. A Quadra da Cultura está localizada no canteiro central da Avenida Rio Grande, entre as ruas Santa Vitória e Jaguarão.