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11 de julho de 2010

Natali Carvalho de Moraes:

A voluntária do ano


- Fotos: Arquivo Pessoal/Divulgação

Mais uma vez destacando as conquistas de ilustres rio-grandinas, o caderno Mulher Interativa desta semana foi buscar no remoto condado de Kissimmee, Orlando, nos Estados Unidos, uma papareia de coração que está deixando a nossa marca em terras norte-americanas.

Natali Carvalho de Moraes, 31 anos, nasceu em Porto Alegre, mas veio para Rio Grande quando nem mesmo havia completado um ano de vida. Teve a sua formação em escolas tradicionais da cidade até a quinta série, quando voltou para a Capital.

Entretanto, nunca deixou de visitar as terras papareias, pois sua família reside aqui, e ainda o faz. Sempre foi uma mulher comunicativa, decidida e bastante curiosa por conhecer a cultura de novos lugares. Além disso, desde muito jovem, demonstrou interesse por trabalhos sociais e voluntários. E foi por eles que se atingiu merecido destaque.

Foto no dia do lancamento do foguete na NASA

Há onze anos foi para os Estados Unidos, pois queria aperfeiçoar seus conhecimentos na língua inglesa e ter contato com a cultura norte-americana. Lá conheceu o amor da sua vida, o marido Gilson, ironicamente, também brasileiro. Ele, residia nos EUA há bastante tempo, o que somou para ser a força que faltava à adaptação de Natali.

Natali é mãe de dois filhos, Bryan, de 10 anos, e Erick, de 8. “Existe um lado positivo e negativo de morar fora do seu país. Por um lado, você está em contato com diferentes culturas e pessoas, por outro, sinto muita falta da família, amigos, tradições e culinária”, aponta.

Foto de um dos filhos no escritório

Porém, Natali observa que como vive em uma região plenamente turística e composta por muitos imigrantes, sente-se em casa. “Aqui em Kissimmee/Orlando tem épocas que me sinto no Brasil, pois são tantos brasileiros passeando que se escuta mais o português do que o próprio inglês!”, evidencia.

Talento papareia nas terras de Obama

Com o diretor da escola, Gary Bressler

A mulher que desde muito jovem sempre foi solidária, não poderia deixar de exercer a sua cidadania mesmo que esta deixasse de ser verde e amarela, para ser colorida em vermelho, azul e branco.

Quando seu filho mais velho, Bryan, passou a freqüentar a Escola Pleasant Hill, Natali resolveu tornar-se voluntária, uma atitude que é muito incentivada nos Estados Unidos. Mais tarde foi convidada a participar do programa Junior Achievement na aula de seu filho. Apaixonou-se pela proposta.

“Após ter finalizado o que eles chamam de "kits", que são cinco lições, fiquei encantada com o objetivo que o programa tem. Ele preparara as crianças e jovens para o mercado de trabalho”, ressalta ela.

Com um dos diretores do programa Junior Achievement na central Florida

O projeto inicia as crianças e jovens para a vida profissional, aguça o senso de empreendedorismo e os preparara, dentro de cada etapa da vida deles, para o mundo dos negócios, ensinando como economizar moedas até como conseguir ser um empresário de sucesso.

Um ano após ter participado várias vezes do projeto, Natali foi convidada pela diretora geral da cidade, Nancy Hubbard, a ser a coordenadora do Junior Achievement na escola Pleasant Hill.

Passados três anos de dedicação e compromisso, o reconhecimento. Natali foi indicada a receber um prêmio como destaque pelo trabalho realizado: se tornou a funcionária do ano do programa Junior Achievement.

Ao longo dos anos, agregou muitas crianças ao projeto que unidas ao seu carisma e ao fato de acreditar na proposta do programa, superou as expectativas de seus superiores.

Com os filhos na Disney

“Aqui em Orlando o programa reúne gente muito importante. Trabalhar numa ONG tão grande, famosa e respeitada, é algo muito gratificante e entusiasmaste, mas ao mesmo tempo é de muita responsabilidade e dedicação”, afirma ela.

Apesar de o programa ser um projeto de nível global, ela nunca teve a oportunidade de trabalhar com ele aqui no Brasil. Mas admite que é uma vontade que possui e ainda pretende realizar.

Prazer de ser voluntária

Apoio total da família: Natali com Bryan, Erick, e Gilson no dia da homenagem do Junior Achievement

Sua felicidade e realização foi potencializada por um segundo reconhecimento este ano. Entre 25 mil pessoas, Natali foi a escolhida como a voluntária do ano no condado de Osceola, cidade de Kissimme e arredores.

Ela dedica em média 20 horas semanais ao trabalho voluntário, sendo assim, prêmio mais que merecido. “Tenho certeza que se cada um de nós der um pouco de si para o próximo, tudo pode melhorar e a felicidade e satisfação de poder ajudar não tem palavras para se definir!”, admite.

Além dos trabalhos voluntários, Natali ainda é empresária. Junto ao marido tem uma empresa de vendas pela internet que atende ao mercado mundial de sapatos e roupas esportivas. A loja é voltada para produtos de marcas como Nike, Addidas, Abercrombie, Coach, entre outras.

Eles começaram em casa há pouco mais de cinco anos e, há três, já têm um escritório que representa a empresa. São reconhecidos pelo sucesso de vendas e a satisfação dos clientes.
Entrevista

A ENTREVISTA


Mulher Interativa – Qual foi a satisfação de receber o prêmio de funcionária do ano em um programa de tamanha abrangência?

Natali Moraes - A satisfação pra mim se deu de uma maneira muito especial. Consegui realizar um sonho e concretizar um projeto. Tenho a oportunidade de participar de um programa tão especial para o futuro das crianças e jovens, mas também estar perto dos meus filhos. Eu consegui conquistar meu primeiro passo, algo muito positivo em minha vida.

Agora mais do que nunca sei que quando aceitei ser a coordenadora, que não seria fácil, mas que com persistência eu conseguiria alcançar as expectativas e metas. Foi um premio não esperado, mas muito satisfatório e gratificante. Agradeço muito a ajuda da minha família que sempre me apoiou nesses meus desafios, e também a Nancy, por sempre ter me dado o suporte necessário para que eu pudesse conseguir atingir as expectativas do projeto.

Mulher Interativa Quais os traços de sua personalidade que garantiram o destaque?

Natali - Acho que foi um conjunto de iniciativas, persistência e muito carisma. Aqui nos EUA, os trabalhos voluntários são muito incentivados e o Junior Achievement é, digamos que, uma grande ONG que une trabalho voluntário e doações. Eles trabalham em parcerias e recebem também doações de grandes empresas como Disney, Universal Studios, Bank of America, etc.

Mesmo atuando como coordenadora, não deixo de ser também uma voluntaria quando participo do projeto nas salas de aula. Eu sou uma pessoa muito decidida, comunicativa, alegre e extrovertida. Sei que as crianças e jovens são nossos futuros, e acredito que se conseguirmos prepará-los para esse mundo tão competitivo de uma maneira saudável, alegre e divertida, teremos um grande retorno.

Mulher Interativa – Qual a contribuição que o lugar onde vives deu a tua formação?

Natali - Minha formação se deu ao fato de ser uma imigrante, alguém que veio para lutar e vencer. Eu vim pra cá, não somente com objetivos de aprender uma língua, uma cultura, mas também ensinar um pouco do que somos. Estando aqui aprendi algo que eu não pensei que existisse: a luta pela sobrevivência.

Se ressaltam nem sempre os melhores, mas os que possuem mais capacidade, e acho que estar aqui me ensinou isso, não preciso ser a melhor, mas arrumar meios para vencer, e sinto que hoje sou uma vencedora. Orlando/Kissimmee tem uma comunidade muito aberta a novas culturas, e acho que por isso tive a chance de me adaptar com mais facilidade.

Mulher Interativa - Como defines os hábitos, os costumes e a cultura de Kissimmee?

Natali - A estrutura dos EUA é, em geral, diferente do Brasil. Ocorre que cada país tem seu sistema político, climático e geográfico, e isso contribui para que a sua cultura, hábitos e costumes sejam diferenciados de outros países. O sistema deles é diferente do Brasil, algumas coisas boas e outras ruins, mas que no final é quase tudo igual.

Mulher Interativa - Como é sua vida aí? Quais os seus programas prediletos, o que mais estranha ou acha diferente daqui? Já passou por alguma situação difícil?

Natali - Minha vida aqui é muito corrida, pois diferente do Brasil, não temos "ajudantes do lar", então meu dia é praticamente 100% preenchido. Divido-me entre meu trabalho, voluntariado e a coordenação do Junior Achievement, alem de, claro, todas as lidas da casa e responsabilidades com as crianças em relação a tarefas, provas, etc. Tenho a Globo internacional, então sempre que posso assisto o Jornal Nacional e as novelas, mas, programas americanos não há nenhum em particular que assista.

O que acho mais estranho ou diferente é o fato de as pessoas não visitarem muito as outras; acho que isso é a única coisa que ainda não consegui me acostumar muito. Situação difícil? Acho que no inicio foi o inglês, pois o resto nada que o nosso jeitinho brasileiro não ajude a superar.


Mulher Interativa - Seus filhos conhecem o Brasil e a cultura de nosso país?

Natali - Meus filhos adoram o Brasil! Nós tentamos manter o máximo da nossa cultura para eles. Aqui temos supermercados com produtos brasileiros, o que nos facilita muito. A comunidade brasileira aqui nos Estados Unidos é grande, então festejamos muitos dos nossos feriados, festas. Para se ter alguma referência de cultura, mesmo longe tem como manter muita coisa, ainda que não seja o mesmo, é muito parecido...

Mulher Interativa – Rio Grande: o que mais gosta e do que mais sente saudade?

Natali - Seria difícil eu conceituar o que mais gosto, porem é ver o meu Rio Grande crescer na cultura, nas obras, nas indústrias, na política. E, paralelo, a isso seu povo hospitaleiro e amigo do qual sinto muitas saudades.

Indiscutivelmente é de minha família, a qual amo muito, não poderia deixar de citar meus queridos pais, meus irmãos e demais parentes e amigos que muito preservo. Quero citar também, meus queridos avos já falecidos, Ozires e Ilza Carvalho, dos quais tenho belas lembranças e de minha avó Terezinha Moraes que muito me ajudou.

"Ao Jornal Agora", as minhas congratulações pelo conceituado jornal, circulando com seriedade e mantendo seu povo atualizado e bem informado. Eu, mesmo de longe e muito ocupada com meus compromissos pessoais, consigo sempre um tempo para ler as noticias através da internet.


Mulher Interativa - Pretende um dia retornar a terrinha?

Natali - Essa pergunta no momento que eu estou vivendo é difícil de responder, pois o Brasil é minha paixão, quem sabe um dia eu volto?! Deixo isso nas mãos de Deus. Eu amo o Brasil, mas amo também os EUA.

O Brasil é nossa terra natal, mas hoje meu marido Gilson e eu conseguimos nos estabelecer aqui para proporcionar a nossos filhos uma vida saudável, segura e muito tranqüila. No momento estamos focados em projetos que estão aqui, mas se em um futuro nós tivermos alguma boa oportunidade ai, quem sabe?


5 de julho de 2010

Terceira parte:

O escultor da beleza


** Texto: Bruno Kairalla
** Fotos Realce: Bira Lopes

Em setembro, Bira completa 34 anos de atuação no mercado.

Cabeleireiro, maquiador, estilista, artista plástico e, a partir de 2011, quando somar 55 anos de vida e 35 de profissão, também será de fato um psicólogo diplomado.

De fato, pois na prática, das inúmeras histórias que giram em seu salão, ele sempre foi considerado também por seus clientes um “consultor”, ou mesmo, um aconselhador, nato!

Há muitos anos, seu salão também é a porta de entrada para a sua casa.

Uma porta que, por sinal, não possui placas que indiquem o caminho para seu salão. Não precisa! Seu nome e talento natural conquistam e solidificam a sua trajetória.

O sucesso do artista está intimamente ligado ao dom de sua criatividade, ao poder de suas observações e, claro, habilidades de suas mãos.

Culpa também da genética.


Natural de Bagé (RS), “só de nascimento”, como prefere, é filho de mãe cabeleireira e de pai barbeiro – o que de certa forma explica o fato de ter se tornado um escultor sensível da beleza.

Morou por alguns anos no Rio de Janeiro e também na capital gaúcha.

Mas é em Rio Grande que está boa parte de sua vivência.

Casado e pai de uma filha, hoje já adulta, Bira se recorda de uma das grandes lições que retirou para si, assim que chegou do Rio, em 81.

Responsável por conferir charme e beleza aos trajes da corte da Festa do Mar

Foi ao atender a domicilio o marido e o filho de uma cliente (numa época em que homens não iam até salões de beleza por serem considerados redutos femininos), que escutou dela um pedido: “Vê se agora, por ficar famoso e reconhecido, tu não te tornas um bobalhão”. “Aquilo ficou na minha cabeça, talvez até por não saber o que era ser um bobalhão”, fala Bira.

Perfeccionista em tudo que assume, talvez por esta razão defenda que não tenha uma preferência entre as atividades que desenvolve, Bira já teve que responder qual tipo de cliente era mais “chata”.


“Depois de muito pensar, respondi que não tinha, porque se fosse avaliar, acho que eu seria o mais chato. Acho que supero qualquer uma que entre aqui, pois compro a idéia e viajo no delírio delas”, justifica.

“Mas, também já mandei muitas embora, por não concordar com que elas queriam fazer, como cortar demais o cabelo, exatamente por perceber que o problema não era a cabeça por fora e sim por dentro. A aparência é algo que está muito ligada ao teu lado emocional. Tem que ter cuidado. Depois, elas me ligavam agradecendo. Tem muito de mim no que faço e acho que tem que ter esse feeling”, discorre.

Confeccionados por Bira Lopes

O curso de psicologia lhe serviu apenas como um complemento teórico. “Dei-me conta de que a psicologia já estava há anos inserida na minha vida. Tem clientes que hoje eu conheço só pelo olhar ou pela maneira que elas entram aqui e largam a bolsa”, aponta o profissional que hoje já atende a terceira geração de sua clientela.

Realce


Sobre a coluna, ele observa: “Além de estético, considero um trabalho social, pois nele procuramos favorecer pessoas que não tem condições econômicas, sociais, de freqüentar salões para se maquiar, pentear e obter orientações”.

Um trabalho que ele define como bastante complicado: “Não é divertido, pois se lida com a expectativa da pessoa em sua identidade. Para isso, a pessoa tem que estar consciente. A intenção de mudança tem que vir com a pessoa”, pontua.


Dos oito anos de Realce, Bira Lopes guarda muitas histórias.

Algumas hilárias, como o caso dos maridos que vão até o seu salão para pedir um “realce” às suas esposas, ou da mulher que, fã da coluna, guardou como coleção todos os Realces publicados, até ser ela própria contemplada; ou ainda de outra mulher que, sem que Bira se desse conta, inscreveu-se e participou pela segunda vez da coluna.

“Por aqui passam muitas pessoas e só percebi quando ela disse que tinha ficado melhor e bastante diferente da primeira vez”, salienta ele.

Fato que demonstra o talento do artista, ao dar propriedade à cada obra de arte, seja ela manifestada por um de seus quadros, vestidos, ou, corte de cabelo e uma maquiagem.

“Foi legal porque me fez ver que o trabalho que faço depende do teu momento enquanto artista, da interpretação, da visão que tu tem naquele dia ou naquela hora”, comenta.


Potencial explorado

“Tem gente que diz que transformo as pessoas; outros brincam que elas passaram por cirurgia plástica. Porém, sempre friso que o talento até pode ser meu, mas o potencial de beleza é delas; apenas exploro aquilo que elas têm de melhor. Na verdade, a maquiagem foi criada exatamente para favorecer a beleza”, pontua.


Pontecializa-se a beleza, muda-se também o astral e a vida. Bira lembra do caso de uma senhora que divorciada, passou pelo “Realce” e em seguida recebeu com flores o pedido de volta do ex-marido.


“Outras mandam bilhetes ou voltam para dizer que a transformação não foi apenas por fora”, assegura o artista. Histórias de vida e gratidão que em breve ganharão o formato de livro. Nele, a trajetória do Realce e, claro, as dicas de beleza, que com certeza não podem ficar de fora.



13 de março de 2010

ROCK sob o comando DELAS!

Enquanto de um lado da cidade, mulheres de várias idades se aglomeravam para atirar suas calcinhas e acertar a apontaria no cantor Wando, fazendo coro para “meu iaiá, meu ioiô”, do outro, em volta aos quadros em mosaico da artista Zezé Chaplin, presentes na sala Abeillard Barreto do Centro Municipal de Cultura Inah Emil Martensen, uma outra manifestação da arte tomava conta do local.



Por Bruno Zanini Kairalla
- Fotos-reportagem: Bruno Kairalla/Divulgação
- Sugestões: bruno.kairalla@gmail.com
- Editora: Rosane Leiria Ávila - rosane.jornalagora@gmail.com

Banda Outdate

Músicos rio-grandinos, voltados para um rock de ampla expressão, recebiam um público seleto e exigente por qualidade, que participou da 5ª edição do Garotas Fazem Arte, um projeto coordenado pelo músico Luiz Feitosa, 48 anos, conhecido como “Carioca”.

E foi assim, com direito a casa lotada, demonstrando não só o interesse, como também o sucesso de público, que eles comemoraram na última segunda-feira, 8, a passagem pelos 100 anos do Dia Internacional da Mulher.


- Este foi um evento criado na intenção não só de estimular a formação das bandas locais femininas, como mostrar a importância da função delas no cenário musical. Um evento criado para que as gurias pudessem mostrar o seu talento -, define Carioca.

Ao fundo, The Frowzys

E quem esteve por lá, viu: elas deram um show!

Apesar de não ter nenhuma banda formada apenas por mulheres, o evento contou com a participação de quatro bandas Outdate, VMax, The Frowzys e Tracy Lordstodas compostas por mulheres - e mais duas artistas, Marina Reguffe e Giovana Suita, que se intercalaram pelas mais de duas horas de espetáculo.

Carioca Feitosa
Contrabaixista da Tracy Lords, Carioca é responsável por um dos primeiros estúdios na cidade, criado há 16 anos, que hoje gerencia cerca de 20 bandas, todas voltadas para o rock.

Foto: Divulgação

Além da banda cover Tracy, ele atua nos vocais e guitarras da Vampiros Nordestinos, banda com canções próprias voltada ao estilo "Copy and Past Rock”. Nela, Carioca também responde pela autoria das canções. Somado a Vampiros e a Tracy, ele ainda atua no violão do grupo Som do Samba e o contra-baixo da Trashdândis.

Centro Municipal de Cultura


Responsável pela produção de no mínimo cinco eventos dentro do Centro Municipal de Cultura, todos gratuitos, inclusive este último das mulheres, Carioca desde já planeja os próximos, como o 3º Baladas Românticas, no dia 12 de junho, em comemoração ao Dia dos Namorados e a 7ª edição do Tributo a John Lennon, sempre realizado em 8 de dezembro, dia em que o cantor foi assassinado. Em 2010, a triste lembrança dos 30 anos de sua morte. Ele aponta também a 2ª edição de Nos Tempos da Jovem Guarda, que em 2010 celebrará os 40 anos de surgimento do grupo.

- Confira os eventos na comunidade oficial do Centro, clicando aqui!

Entre outros eventos organizados pelo músico, como a 3ª edição do “Cordas & Vozes – em que artistas mostram suas composições através de um simples violão, durante a programação do Maio Cultural -, Carioca destaca ainda o próximo evento que concentra sua atenção: o “Planeta Terra Festival”, na quinta-feira do dia 22 de abril.

Divulgação

- Criado em 1970 nos Estados Unidos, o Dia do Planeta Terra é celebrado em 22 de abril, pois foi o primeiro protesto nacional contra a poluição e ganhou países adeptos ao movimento. No evento que vamos fazer no Centro Municipal de Cultura, trabalharemos em cima de um material com fotos, vídeos, além de palestras e shows com diversos estilos musicais - explica e antecipa o músico.

5º Garotas Fazem Arte
- Por ordem de apresentação

1. Giovana Suita
Por toda a experiência e prestígio que adquiriu ao longo desses anos e por tudo o que já representou na vida dos artistas rio-grandinos, a professora em canto e música, Giovana Suita, licenciada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), e que abriu de forma sensível e esplendida o evento, será a entrevistada principal da próxima semana do caderno Mulher Interativa.
Foto: Bruno Kairalla

Na reportagem, Giovana falará sobre a sua trajetória de vida, suas experiências na arte da música, os artistas em destaque, como também traçará uma avaliação sobre o próprio cenário musical rio-grandino. Não perca!

2. The Frowzys – “Os Carpenters de Rio Grande

A Banda
Em sua comunidade do Orkut (acesse), eles se comparam e apresentam como “Os Carpenters de Rio Grande”. O primeiro ensaio ainda é recente, data do último dia 15 de dezembro, quando a The Frowzys ainda atendia pelo nome de “Nicotines”. O que era de início apenas uma “projeto paralelo”, como evidencia Luis Espinelly, músico fundador do grupo, virou uma “banda de verdade”.


No objetivo de produzir um rock no estilo alternativo, do tipo indie rock, que busca mesclar tanto músicas próprias como a de bandas conhecidas - e outras nem tão conhecidas assim -, a estreia do grupo ocorreu justamente na 5ª edição do Garotas Fazem Arte.

Primeira banda a se dirigir aos convidados, o quinteto logo dominou o palco ao executar “Superstar” dos Carpenters, numa apresentação que empolgou o público e logo revelaria o que se podia esperar da noite.

Foto: Bruno Kairalla

Depois foi a hora de presentear o público com duas canções inéditas: “Living Life” e “Lost Souls”. Para encerrar, mandaram “Oh! Sweet Nuthin”, do Velvet Underground.

No total, a banda já responde por nove composições.

- Por enquanto, vamos continuar os ensaios, queremos gravar algumas músicas e disponibilizá-las em no nosso myspace (acesse), para então gravar um CD propriamente dito -, revela a vocalista.

Foto: Bruno Kairalla

- Estamos muito no começo de tudo e a oportunidade de participar de um evento de peso como esse foi gratificante para todos nós -, acrescenta Freak (foto acima).

Uma estrada pela frente e o público agradece pela formação dessa mais nova promessa rio-grandina!

Visão Feminina
Além de compartilharem o palco, as representantes da The Frowzys, Suellen Rubira (a vocalista Freak), 28 anos, e a baixista, Louise Silveira (Lou), de 18, também são estudantes do mesmo curso, Letras Português/Inglês.

Foto: Bruno Kairalla - As duas componentes

Como vocal feminina da banda e apesar de considerar cada membro como uma peça chave, Suellen reforça que encara o desafio com uma grande responsabilidade. Louise observa:

- Acredito que ser mulher e tocar numa banda de rock é algo que chama atenção por ser pouco comum na cidade, no entanto, aos poucos, as meninas estão ingressando nesta área que sempre foi predominantemente masculina - expressa ela.

Divulgação

As duas foram convidadas pelo guitarrista fundador da banda, Luiz Espinelly, também integrante de outra banda rio-grandina, Tangerines, formada em julho de 2006. Espinelly já atuou também ao lado de mulheres na Outdate e na Luiza Prefere A Morte.

Foto: Bruno Kairalla - Espinelly

- Queria tocar rock, não importa com quem -, explana ele, indiferente ao gênero de seus colegas. - O importante é estar entre amigos -, complementa Espinelly.

Embora acredite alguns poucos mantenham ainda um certo “ranço” com relação as mulheres inseridas no rock, ele declara que esse processo de aceitação ocorre de forma natural, com a ajuda da mídia, dos próprios músicos e garante que o mais percebe hoje é o sentimento de admiração que elas provocam no público.

DADOS
Foto: Divulgação

- 5 Integrantes: Freak (vocal), Eduardo (bateria), Lou (baixo), Aleques (guitarra), Luiz F. (guitarra)

- Influências: The Beatles, Belle and Sebastian, Carpenters, Cat Power, Damien Jurado, Hole, Jeff Buckley, Luna, Neil Young, Nirvana, Pearl Jam, Wilco, etc.

- Contato: (53) 9104-7930 (Suellen)

- E-mail: thefrowzys@gmail.com



3. Outdate – “Frescor e sensualidade ao ROCK

A Banda
Mesmo com o pouco tempo de estrada - formada em outubro do ano passado -, a Outdate já dispõe de uma identidade, com ótima performance de palco. Como bem reforça um de seus seguidores na sua comunidade do Orkut (acesse), Luiz Espinelly, a banda "já começa a ocupar o seu lugar como uma das melhores da cidade”.

Foto: Divulgação

E quem se depara com o som do quarteto, confirma. Logo nos primeiros ensaios já respondiam por três canções próprias. Hoje, já somam em oito, com letras de temas variados, geralmente abordando uma visão mais ácida das relações humanas.

Foto: Bruno Kairalla

A principal meta do grupo é a gravação do primeiro CD de inéditas.

- E com isso conseguir expandir o número de fãs, fazer muitos shows, tocar nas rádios, em outras cidades. A lista é grande -, promete a vocalista Karol, que acrescenta que a Outdate já está com um single pronto, esperando apenas pela finalização da capa.

Foto: Bruno Kairalla

No perfil do myspace (acesse), não negam que buscam na música do passado elementos que a tornem relevante no presente. - Tocamos alguns covers das bandas dos 90's e 80's -, acrescentam. Além de composições, a Outdate investe em linhas de baixo marcantes e com um papel importante e frontal na melodia das músicas.

- O trabalho de guitarras é experimental e traz às canções algumas atmosferas climáticas e viajantes. A abordagem das batidas é básica e mecânica. Os vocais soam com uma personalidade marcante -, propagam no canal.

Foto: Bruno Kairalla

Dentro do evento , a Outdate executou três de suas composições, presentes no futuro CD de estréia: The Brightest Star – com mais de 290 visualizações (confira o vídeo abaixo) -, Never Around e This Is How The Story Ends.


Fiquem de olho neste quarteto, pois para eles:
- Todas as portas estão abertas!

Visão Feminina

A proposta é apostar no rock com os vocais femininos, pois, de acordo com a vocalista Karol (foto abaixo), o grupo percebeu "uma possibilidade a explorar, trazendo frescor e sensualidade ao rock".


- Não dá para negar que a presença feminina atrai um público diferente. Avril Lavigne e Paramore estão fazendo sucesso no mundo inteiro. Por aqui temos a Pitty. A imagem feminina na música está bem aceita no mercado, mas a coisa mais importante numa banda é ter músicas boas. Sendo assim, cresceu muito o número de mulheres em bandas. Se ainda existe algum preconceito, ele não é mais tão sentido -, evidencia Karol.

DADOS



- 4 Integrantes: Karol S. (vocal), Will F. (guitarrista), Few (baixista), Rick (baterista).

- Influências: “Nossas influências são as bandas de rock, pop e dance music dos anos 80 e 90, como Garbage, Curve, Everything But The Girl e The Cardigans".

- Contato: (53) 3232-6411 e 9946-6105.

- E-mail: outdate.banda@gmail.com

- Acesse:


4. Marina Reguffe

A trajetória
Professora de inglês há dois anos - profissão também influenciada pela música, uma vez que a maioria das letras que ela sempre teve o hábito de ouvir é nesta língua – Marina Reguffe tem 24 anos e uma voz encantadora.

Foto Bruno Kairalla

E por achar que todas as mulheres são únicas e ao mesmo tempo diferentes uma das outras, como bem expôs no evento de segunda-feira, é que ela consegue dar uma interpretação pessoal e brilhante a uma canção, por exemplo, de Alanis Morissette.

Bastante incentivada por seus pais, tios e amigos, ligados à música – “principalmente meu pai, João Reguffe, que participou do evento comigo, ao tocar violão” -, Marina, modesta, aponta que “tentou” cantar quando tinha entre 16 e 17 anos. - Pedi algumas dicas para o amigo Rafael Nasic, que já cantava em alguns lugares havia um tempo -, acrescenta.

Ao lado do pai, João Reguffe

Na sua visão, a voz masculina dá força, intensidade a alguns estilos de música, enquanto a feminina no rock, por exemplo, adquire um efeito marcante pela delicadeza dos vocais contrapondo-se ao peso dos instrumentos.

- Há muita procura por vocalistas mulheres para fazer banda em Rio Grande e sempre me dei muito bem em todas as bandas que participei -, salienta Marina, que já foi integrante da antiga Lollipop.

- Eles foram muito pacientes com minhas manias e caprichos. O sexo nunca fez diferença na maneira como me tratavam -, defende.


Em homenagem às mulheres, interpretou as canções: “Someone To Watch Over Me”, composta por George Gershwin e Ira Gershwin, conhecida na voz de Ella Fitzgerald; “Take Me Home” de Tom Waits e interpretada pela cantora portuguesa Maria João e “You Oughta Know”, de Alanis Morissette. E justifica a escolha do repertório:

- A primeira escolhi por ser uma música feminina, delicada, além de ser um clássico. A segunda por ser um exemplo de voz feminina que se destaca em algumas músicas que já eram belas quando gravadas com vocais masculinos e a terceira por ser uma música de letra e instrumental fortes, ousados, e ainda assim, muito feminina -, conclui.


Marina afirma que possui composições próprias, mas revela que elas estão “escondidinhas” na gaveta.

- Música é uma diversão, uma maneira de me expressar. Não planejo carreira nessa área -, garante ela, influenciada por nomes como Alanis Morissete, Gwen Stefani, Marisa Monte, Ella Fitzgerald, Dolores O’Riordan.

Marina que junto com outras vocalistas das bandas Vmax e Tracy Lords encerrou a 5ª edição do evento, com a música da Alanis, primeiramente interpretada por ela, comenta: - Pra mim foi muito legal tocar do lado da grande cantora que é a Bia e da talentosa e queridona Milene, minha amigona - finaliza.

Confira o vídeo abaixo:




5. Vmax – “Diferencial nas bandas


A Banda
Surgida há mais de dois anos, no final de 2007, a Vmax adquiriu ainda mais equilíbrio com a entrada do vocalista Jener Porto, que se uniu ao grupo de três músicos que tocavam sem qualquer tipo de pretensão.

No ano seguinte, a banda contou também com o charme feminino e a expressão do vocal inconfundível de Bia Barbieri - o que abriu ainda mais o leque de possibilidades dentro do repertório da Vmax.
Foto: Divulgação

Apesar da curta trajetória, a banda possui a experiência de seus músicos que há muito participam do cenário musical local, passando por diferentes bandas, nas mais variadas formações.

Foto: Divulgação

- A princípio somos uma banda cover, então, estamos sempre em busca de espaço no mercado. Dentro do nosso contexto musical, estamos sempre adaptando e aprimorando o repertório, a fim de agradar ao público e conseguir ganhar até mesmo aquelas pessoas não muito ligadas em música ou que são adeptas de outros estilos musicais. (...)

Foto: Divulgação

- Fora isso, possuímos projetos de trabalhar com músicas próprias -, revela a vocalista Beatriz Costa Barbieri, 32 anos. Segundo ela, uma das primeiras composições gravadas pela Vmax, "Negra Americana" obteve destaque na mídia. "Ela rolou bastante nas rádio", comenta.

Visão Feminina
Para a vocalista Bia Barbieri, a voz feminina é sempre um diferencial nas bandas, “inclusive pelo fato de serem poucas no mercado rio-grandino”. Ela acredita que pelo fato de serem mulheres, a responsabilidade e a pressão se tornam maiores e comenta o motivo:

Foto: Bruno Kairalla

- No palco vejo que muitas pessoas ficam com aquela expectativa, esperando que eu comece a cantar para então avaliar se “ela” realmente canta”. E comenta o convite que recebeu para integrar o grupo:

- Minha integração na Vmax foi fácil, primeiro porque já tive outras bandas e segundo porque o convite partiu do meu marido - Jener Porto -, que também é vocalista da banda. E os outros guris, além de serem excelentes músicos, são gente finíssima. Então, ficou muito tranquilo -, evidencia.

Foto: Divulgação

Advogada, mãe da pequena Bruna de sete anos e do jovem Jener Junior de 14, para Bia, “ser mulher é viver essa versatilidade que só nós conseguimos".

- Fazemos um esforço fenomenal para ser uma boa mãe, boa profissional, boa dona de casa, boa esposa, boa motorista e ainda tem que sobrar um tempinho pra cuidar da gente, do visual -, acrescenta. No 5º Mulheres Fazem Arte, a Vmax presentou o público com um repertório feminino, com as canções, Mercy (Duffy), Rehab (Amy Winehouse) e Move Over (Janis Joplin).

Foto: Divulgação
DADOS



- 5 Integrantes: Bia Barbieri (vocal), Jener Porto (vocal), Marcos T. (bateria), Cesar Lima (baixo), Leo Nunes (guitarra).

- Influências: Whitesnake, Pink Floyd, Deep Purple, Peter Frampton, Jimi Hendrix, RHCP, Foo Fighters, clássicos do Blues, alguns nomes do Rock Gaúcho, "among many others".

- Contato: (53) 8423-4602.

- E-mail: arquivosdabanda@yahoo.com.br



6. Tracy Lords – “Banda pop rock de vanguarda

Foto: Divulgação

A Banda
O som é inconfundível e a sintonia do grupo é estimulante. A combinação perfeita entre identidade e a sonoridade. Há 16 anos, a Tracy Lords mantém acesa no mercado a tradição de combinar as diferentes sonoridades dançantes típica dos anos 80, década marcada pela explosão do rock inglês, prato cheio para quem viveu aquela época marcada por mudanças no comportamento e revoluções culturais.

Foto: Bruno Kairalla

- Somos uma banda de pop rock de vanguarda, que toca músicas esquecidas do passado. Por ser uma banda cover, temos uma direção a tomar; não tocamos nada nacional -, argumenta Carioca. Veja vídeo de apresentação do grupo no programa Musiurg da Furg TV:



Visão Feminina
Foto: Divulgação

Bióloga apaixonada, Milene Cacciamani, 30 anos, é a única mulher na formação da Tracy Lords e nela está inserida há oito anos. Para quem observa hoje o desempenho da vocalista pelos palcos, jamais imaginaria que no começo ela fosse uma menina tímida, incapaz de soltar a voz.

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Mesmo assim, dentro da Escola Juvenal Miller, onde teve toda a sua formação, conheceu a regente do coral, a professora Giovana Suita.

- Ensaiava com o coral, mas não me apresentava. Era muito tímida. Quando o Carioca me convidou para a Tracy levei seis meses para aceitar. No início cantei duas músicas, depois aumentou para dez e assim foi - , recorda.

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Ela confessa que como educadora do Ensino Médio, onde dá aulas para o Juvenal e o Colégio Albert Einstein, e já há dez anos nos cursinhos pré-vestibulares, foi obrigada a vencer o medo de encarar o público. Hoje, ela se sente a vontade em meio aos músicos e demais profissionais da cidade.

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Sobre ser a única mulher do grupo, Milene diz que para eles, ela é um “amigo”.

- Temos uma relação de irmãos mesmo. Formou-se uma turma bacana, com uma energia muito legal. Os ensaios são divertidos, saímos aos finais de semana para jantar, um vai sempre a casa do outro. É uma relação não só profissional, mas de amizade, familiar -, avalia.

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Voltada para ecologia, na área da pesquisa, Milene planeja iniciar uma pós-graduação e com os trabalhos que fez para o mestrado, dará início ao seu doutorado.

E se ela quer dará continuidade as duas profissões?

- Com certeza. A música é minha diversão. Não vou a festas. Só saio de casa para ver uma banda ou quando a gente vai tocar. Saio em função da música. Na noite sou uma pessoa super discreta, mas quando subo no palco me sinto uma pessoa livre, pronta para me manifestar de várias formas -, pontua. - Fiquei muito feliz com a entrada dela. Hoje, é ela quem comanda o repertório, o comportamento, e tudo o que vamos fazer -, evidencia Carioca.

DADOS

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- 5 Integrantes: Milene Cacciamani (voz & violão), Rafael Aruh (bateria), Carioca Feitosa (contrabaixo), Alex Brandão (guitarrra), Marcus Guimarães (teclado).

- Influências: New Order, Roxette, Madonna, Prince, Cindy Lauper, Blondie, Talking Heads, Depeche Mode, Divinyls, Sheryl Crow, Dee Lite, EMF, Cranberries, Bangles, Alanis Morissette, entre outros.

- Contatos: (53) 9979-7855 ou 3232-8376 [Rafael Aruh]

- E-mail: cariocafeitosa@bol.com.br

- Acesse: www.cariocafeitosa.blogspot.com