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21 de dezembro de 2009

MODA:

Macaquinhos - a VEDETE do VERÃO!!


Esta peça é superversátil e não deve faltar no guarda-roupa da garota descolada neste verão.


Ele pode ser de modelagem solta ou com um belo cinto marcando a cintura.


Vamos falar sobre seu uso nas seguintes ocasiões:

- Praia ou uma tarde ensolarada: com sandálias rasteiras que podem ser de “print” (estampa) felino ou africano.

- Noite: o mesmo macaquinho transformado em “look chique” com acessórios diferentes e sandálias pesadas (tiras largas, saltos grossos). Essas sandálias alongam as pernas e podem ser coloridas combinadas com a cor da estampa do macaquinho ou contrastante, se ele for de tom neutro como preto, caki, nude ou marinho.


Tipos:

A padronagem do macaquinho pode ser estampada desde que o desenho não seja muito grande. Pode ser também xadrez em cores neutras e até com listas marinho no fundo branco, lembrando o estilo navy (marinheiro).


Ele pode vir com decotes como tomara-que-caia, alças finas, decote V, canoa etc. Pode lembrar também o estilo safári, com mangas, gola e abotoamento central, se o clima permitir.

O clima quente pede o uso de peças com fibras naturais como algodão e seda.

Dicas da estilista e consultora, Maria Zeli - E-mail: mmariazeli@ig.com.br

Se você já estiver bronzeada aposte no branco com acessórios coloridos como bolsas e colares. As bolsas têm “vida própria”, não precisam necessariamente estar combinadas com as sandálias.

Não se esqueça de que para você colocar as pernas de fora num macaquinho, elas têm que estar muito bem cuidadas e hidratadas, pois só assim a elegância e o charme estarão completos.

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Feliz CIBER-NATAL!!!

Crônica assinada por JU Blasina
- Acesse o Blog da escritora "
Poesias + 2 Tantos".
- E-mail: jrblasina@yahoo.com.br



E o Natal já chegou! Ao menos no mundo virtual — ou seria o mundo virtual que se adiantou a chegada do Natal? Para quem é assíduo usuário das famosas redes sociais (orkut, facebook, twitter e outras mais, nas quais ainda não existo) bastam alguns cliques e pronto: fez o espírito Natalino!

Funciona mais ou menos assim: você visita o perfil de alguém, deixa um presente sob a sua árvore virtual, envia um cartão por e-mail ou simula uma troca de abraços entre os seus avatares e ho-ho-ho, Feliz Natal! Se você não faz a menor idéia do que diabos eu estou falando, ufa! Celebremos as boas novas: nem todas as pessoas se resumem a píxeis e bites, nem tudo está perdido!

A internet e a praticidade que ela proporciona deveriam servir para facilitar a vida moderna, e não substituí-la! Papai Noel que me desculpe, mas pelo andar da carruagem, ou ele passa a ler e-mails e arruma uma vaga como o funcionário dos correios que entrega os presentes comprados on-line, ou terá dificuldade em alimentar as henas no próximo ano! — será que a magia do Natal resiste à era digital?


Por falar em magia, como ficariam as superstições incorporadas ao ciber-mundo?

Ao invés de pendurar uma guirlanda na porta de entrada e uma meia na lareira, pode-se postar a imagem de uma delas como foto do perfil. E na virada do ano, muda-se novamente a foto para uma na qual vistamos roupas brancas. E se você costuma comer uvas e pular ondas — espero que não simultaneamente — basta twittar três, cinco ou doze vezes a palavra uva, o número varia, mas desde que caiba em 140 caracteres, tudo bem.

E quanto às ondas?

Você pode até ir à praia do Cassino curtir o show dos fogos, mas chega de sujar seu vestido branco novinho: basta digitar sete vezes o acento gráfico “til” e passar a onda adiante, para que seus amigos possam fazer o mesmo. Tudo o que você precisa é de um celular com tecnologia Bluetooth e amigos presentes num raio de cem metros, que também o tenham — coisa que, cá pra nós, é mais fácil de encontrar do que ondas no Cassino.


Eu que não sou grande fã nem de uvas, nem de mar, aprecio muito a idéia — especialmente se puder expandi-la para as lentilhas! Se isto é válido enquanto ritual, não estou bem certa... Assim como não estou certa quanto à origem do Natal e da troca de presentes — é algo como o festival saturnino romano do solstício de inverno, cuja data foi aproveitada para a celebração cristã, que por sua vez tem sido muito bem aproveitada pelo mundo capitalista!

De qualquer forma, é tempo de abraços, presentes e programação especial na televisão — quem reclama disso? Eu não! E quanto aos rituais, na dúvida não custa tentar. Quando chegar a hora, vou comer as uvas, fugir das lentilhas e twittar 140 caracteres de bons votos a todos os amigos, reais e virtuais — incluindo as ondinhas!

Deixo então a vocês, caros leitores, meus votos de um Feliz Natal!

E antes que eu me esqueça, guardem isso para o ano novo:

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5 de dezembro de 2009

A LÍNGUA da MODA

Crônica assinada por JU Blasina
- Acesse o Blog da escritora "Poesias + 2 Tantos".
- E-mail: jrblasina@yahoo.com.br


O final do ano está aí e com ele as festas de Natal e Réveillon. Está na hora de resolver o dilema do “com que roupa eu vou”, pois mesmo para quem planeja passar as festas entre os familiares, no aconchego do seu lar, o figurino exerce uma grande influência na forma como nos sentimos e vice-versa - a roupa é uma ferramenta de expressão da personalidade.

No momento em que se faz uma escolha, nada arbitrária, a roupa ganha um significado. E é raro uma mulher que se vista mergulhando de olhos fechados no armário, ou cujas roupas que nele guarde sejam escolhidas por outra pessoa. Quando passamos horas, dias ou meses pensando sobre o que vestir numa determinada ocasião, percebemos o papel que a roupa tem na imagem que queremos representar. Verdade esta que cabe também na língua que falamos.

Já reparou nas semelhanças entre a moda e a língua?


Ambas são cheias de regras, nuances e versatilidade. Para ambas existe a necessidade de se entender o contexto, a situação de uso e se preparar para tal - ninguém usa os mesmos acessórios de interação (sejam eles roupas ou palavras) quando está em casa, flertando numa balada ou falando numa tribuna. E se o faz, enfrenta problemas.

Existe aquilo que se usa, seja por comodidade, disponibilidade, necessidade de adequação ou forma de expressão da personalidade, e existe aquilo que de tempos em tempos nos é apresentado nas mais diversas vitrines - passarelas, revistas ou acordos ortográficos - como sendo o que está em alta na estação.


É muito mais provável que se assista ao retorno das calças bocas-de-sino e da saia evasê do que das gírias da mesma época. Por isso, se você as tem guardadas no fundo do baú do saudosismo e gosta de abri-lo esporadicamente, é aconselhável desfazer-se do seu “broto” para dar lugar a mais peças de vestuário retrô, pois estas podem até ser usadas em alguma situação, sem causar alvoroço, já as palavras não. Ou você renova este espaço do baú, ou tranque-o e jogue as chaves fora!

O que a passarela apresenta está para o nosso guarda-roupas assim como o conteúdo dos livros didáticos está para o nosso vocabulário. Existem estilistas e linguistas cujo trabalho busca observar e registrar o que está em uso, vivo nas ruas, nas mais diversas situações de interação social, enquanto outros tentam definir aquilo que é correto e assim ditar o que deve ser usado.

Na prática, é muito mais fácil as pessoas se atualizarem no que diz respeito à moda do que à língua - infelizmente, poucos são aqueles que se preocupam em manter um vocabulário tão vasto quanto o seu guarda-roupas. Quando se trata de seguir as tendências da moda, todo mundo acha bom e, se possível, corre para ser pioneiro em adquirir pelo menos um acessório da coleção da próxima estação. Já quando as novidades são na língua... Bom, nem tanto.

De que adianta um vestido deslumbrante, última moda, uma superprodução, se quando a pessoa abre a boca comete todas as gafes possíveis?



Na dúvida quanto ao que falar, reza a lenda que ninguém erra ao calar - não erra, mas também não aprende e nem se faz ouvir. Na dúvida quanto ao que vestir, a solução é bem mais fácil: para o dia-a-dia nada melhor do que jeans e camiseta, para a noite, o bom e velho “pretinho básico” - peças que todo mundo tem, nunca falham e que por sinal estarão em alta no verão de 2010.

Pena que a língua não tenha algo equivalente, mas para ela também vale a regra de que “menos é mais”.

Pode até ser mais difícil fazer um upgrade no vocabulário do que no armário, mas nem tanto: em termos financeiros, cada um investe aquilo que pode, e assim como há aqueles que confeccionam as próprias roupas, há quem confeccione sozinho a própria educação. O único preço de ser autodidata é a dedicação. Se por um lado requer um esforço maior, por outro, dura bem mais que uma estação!


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