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23 de setembro de 2010

O homem por trás da opinião!


Por André Zenobini
Fotos: Bruno Zanini Kairalla

Muitas pessoas nem percebem, outras começam a leitura por seus textos. O homem por trás dos editoriais do Agora começou sua carreira nos jornais como um entregador.

Nascido no dia 13 de março de 1942, Moacir Américo Santos Rodrigues é um ícone para os que com ele trabalham e trabalharam e para aqueles que são seus leitores assíduos e que por muitas vezes não lhe dão o devido crédito.

O editorial é o espaço mais nobre de um jornal impresso, que não é assinado por quem escreve, onde a opinião da empresa é apresentada. Mas nos bastidores dessa opinião existe um redator experiente e carismático que fala sobre jornalismo com amor e gratidão.


Nascido em Rio Grande, Moacir iniciou sua carreira no jornal Correio do Sul a convite de sua professora de educação física na Escola Agnela do Nascimento. Após dois meses, por convite do gerente do jornal passou a trabalhar na gráfica como tipógrafo.

Aos 14, deixou o Correio do Sul para fazer parte do jornal Rio Grande, onde seguiu na mesma função. Com a saída de um dos redatores de esporte, assumiu este desafio e passou a escrever sobre o Sport Clube São Paulo. Depois aos 15, acumulou também a editoria de polícia.

Hoje, o esporte ainda faz parte de sua vida, depois de vários anos na diretoria do Leão do Parque, pois ele faz parte do conselho deliberativo do clube, que considera como o seu time do coração.

No auge dos seus 68 anos, Moacir fala sobre a profissão: “É uma cachaça, a pessoa se vicia e não larga mais”, garante ele que teve este direito adquirido por tempo de serviço na reformulação da lei que regulamentava a carreira de jornalista.

Mesmo sem ter completado o antigo Ginásio, suas experiências lhe conferem o aprendizado necessário, e também, aquilo que nenhuma universidade ensina: a humildade. “No jornalismo não se pode haver individualidade, sempre tem que haver o espírito de equipe, se não, não funciona”, garante.


Em 1975, Moacir foi apresentado ao empresário Germano Toralles Leite, que preparava um novo jornal para a cidade. Mesmo sem vaga na redação do Agora, ele aceitou se juntar aquela equipe que iria por na rua um novo veículo de comunicação.

Sua entrada no Agora aconteceu antes mesmo da edição de número 1, já que participou dos três testes do jornal. Quando aceitou o convite do fundador do Jornal Agora, ele retornou a gráfica assumindo novamente a função de tipógrafo e operador de máquina de impressão.

Um ano depois, o Jornal Agora passou por uma reformulação e ele então voltou a fazer parte da equipe de redatores. Em 1986 assumiu a função de editor-chefe. A relação que manteve com os leitores nesses 35 anos ao lado deste diário sempre foi de respeito, e isso explica o que faz dele ser tão reconhecido pelas ruas e com a credibilidade junto as pessoas.

Enquanto fora editor-chefe, todas as criticas que recebia se transformavam em ‘Carta do Leitor’ nas edições seguintes. “Nunca me considerei o dono da verdade, sempre ouvi aqueles com opiniões diferentes”, salienta.

Em sua trajetória profissional, possui no currículo o departamento de comunicação do antigo Departamento Estadual de Portos, Rios e Canais (Deprec), chefe de comunicação da Prefeitura Municipal do Rio Grande e também trabalhou em jornais menores como o da Loja Maçônica, do São Paulo e do Grupo de Escoteiros Silva Paes. Também foram 10 anos como correspondente esportivo da Rádio Gaúcha e da Zero Hora.


Mesmo tendo passado por tantos lugares, nunca deixou o Jornal Agora. Enquanto estava no Deprec, que tinha a administração estadual no Porto do Rio Grande dividia as funções de editor-chefe com Rosane Ávila e Rosane Borges Leite.

No final da década de 80, o então responsável pelo editorial do Agora, jornalista Sérgio Marchese veio a falecer. Foi então que Moacir passou a dedicar seu tempo a esta coluna diária que trata sobre os mais diversos assuntos.

“Tem dias que não tem o que falar, tem que procurar algo”, garante, sobre a dificuldade por vezes de encontrar algum assunto para abordar. Mas, seja qualquer tema, a conduta é sempre única, “o editorial do Agora pensa na coletividade, é moderada e voltada aos anseios da comunidade”, defende o redator da opinião.

Menos romântica


Mesmo sem nunca ter passado por uma faculdade de comunicação, Moacir fala sobre a profissão com a mesma qualidade que um professor leciona a seus alunos, “hoje é mais fácil fazer comunicação, mas é menos romântico” afirma ele.

Com a tecnologia, a internet e o telefone têm sido um dos grandes parceiros do jornalista, que poupa tempo de ter que se deslocar até o local para uma entrevista ou levantamento de dados.

“Antigamente tínhamos que sair correndo atrás da pauta, pegar um ônibus para se deslocar até o local, não tínhamos essas facilidades”, conta. Ainda sobre a tecnologia ele confessa que foi um dos últimos da redação a aderir ao computador e que até hoje só sabe o básico sobre essa ferramenta.


Sobre os profissionais que entram no mercado ele desabafa: “O jornalismo era antigamente pessoal, hoje é profissional”. Ao contar sobre como as pessoas entravam nessa profissão, e onde sua história se encaixa nesse modelo, ele explica que as pessoas escreviam porque gostavam, e hoje, às vezes escolhem fazer essa faculdade por ser uma profissão e que acreditam ser relativamente fácil.

Entre as suas funções, Moacir acumula a editoria de São José do Norte. Ele explica que por vezes, em uma cidade pequena é mais difícil conseguir notícias, pois, às vezes, requer mais tempo para buscar uma boa pauta.

Sobre os 35 anos de atividades deste diário, para ele “é fácil falar” já que considera “que o Agora sempre se constituiu numa grande família, mesmo nos momentos de brigas e discussões, sempre houve a vontade de fazer o melhor, pois quem fiscaliza o resultado é o leitor”, explana.


Moacir Rodrigues explica como percebe o sucesso do Jornal Agora, “nós agradamos a população porque chegamos aos 35 anos em permanente transformação; o jornalista deve sempre ser atualizado com a história e o momento da cidade para levar a informação até o leitor”.

São mais de 50 anos de profissão, 48 anos de casado, quatro filhos e uma dica para aqueles que decidirem seguir a carreira de jornalista, “para ser bom, tem que ter leitura”, garante ele.

Para finalizar nossa entrevista, ele definiu em uma frase este diário que está a mais de três décadas ao lado dos rio-grandinos: “O Agora é um bom jornal por ser simples e sem alarde e que cumpre a sua função social”.

9 de agosto de 2010

Os 35 anos do AGORA



Fotos-reportagem: Bruno Kairalla


Criado em 24 dezembro de 1962, “O Peixeiro” foi o periódico responsável por dar vida própria ao Agora lançado audaciosamente em 20 de setembro de 1975. Audacioso, pois não era o único da cidade a disputar a simpatia de seus leitores. Hoje, porém, é o único que nela se concentra e se detém.

E não só porque dedica a maior parte de seu conteúdo ao que de fato se firma nesta terra, mas porque dela encontra as suas origens. O jornal da terra e de um genuíno espírito familiar, típico rio-grandino.


Aos 78 anos, seu idealizador, Germano Toralles Leite, jamais imaginaria que lá atrás, há quase 48 anos, seu Peixeiro pudesse chegar tão longe.

Ao abrir as portas para o Agora, O Peixeiro lançou sua aposta: inaugurou um espaço autêntico para contar o dia a dia de um povo que semeou a vida deste Estado.


Seu precursor e ainda hoje o diretor-presidente da empresa, declarou quando foi homenageado em 2009 pela Unidos da Rheingantz: “O Peixeiro é como um filho e o Agora meu neto” – disse ele, recuperando o fôlego depois de passar pelo Sambódromo Municipal, ao som do samba-enredo “Do Sonho à Realidade – Agora: Uma História de Sucesso”.

Assim, desse jeito envolvente e familiar que em 2010, o jornal voltado a sua terra chega à sua “Boda de Coral”, ou melhor, aos seus mais maduros 35 anos.


35AGORA
Apresenta:

Ilustres Papareias
Um retorno a quem faz a nossa história!


Aos 35 se vive e se vê de tudo.

Passa-se por amores, tragédias, conquistas, alegrias e perdas.

Cada um faz sua história, conta e a escreve como bem entende.

Mas e quando somos responsáveis por contar e escrever a história dos outros?

A proposta desafia cada repórter que da sua realidade reconstitui em palavras, cenários, personagens, bem como, o próprio tempo.

E sem a sua participação, por exemplo, impossível seria produzir uma reportagem, seja você uma das fontes de informação ou um mero figurante de uma imagem.

Aos nossos protagonistas, uma nova série para reviver, aprofundar ou confrontar tudo aquilo que compõe o seu atual universo. Bem vindo!


Há 10 anos, a página 04 da seção “Cidade”, hoje Geral, prestava a homenagem: “Banca do Cebolinha completa 20 anos”.

Patrícia Lima assinava a matéria publicada em 2 de junho de 2000, abordando num curto e concorrido espaço, a rotina de um autêntico rio-grandino que vem acompanha com entusiasmo os reflexos do ritmo frenético que, ao contrário de outrora, expande-se com força por sua terra.

O Dono da Banca


Conhecido como Cebolinha ou K-Fão, poucos sabem o identificá-lo por Oscar Sidnei Matos Garcia, 64 anos.

Proprietário da banca de revistas próxima ao pronto-socorro do hospital Santa Casa de Misericórdia, a Banca do Cebolinha surgiu por conta do modelo de sua primeira estrutura. Pequena, o formato assemelhava-se ao legume utilizado para dar sabor especial à comida.

Porém, começaremos do início! A introdução, ele mesmo narra: “Em 31 de janeiro de 1947, nascia um lindo bebê que se chamaria Oscar”, brinca ele, que já soma 50 anos de comércio.


Sua trajetória profissional começa aos 13 anos, no extinto varejo Wigg, onde vendia tintas para automóveis e eletrodomésticos. Também foi operador nos cinemas da cidade, garçom e juiz classista pelo sindicato dos comerciários.

Atuou também dentro da famosa Tabacaria Lages, localizada à rua Marechal Floriano, em frente a praça Xavier Ferreira, hoje também extinta. Esta, ele sinaliza, “era a mais antiga do Brasil”, e lhe rendeu uma farta rede de amigos, além de muitas experiências. “A Lages era um ponto de encontro entre amigos.


Lá se reunia gente influente, gente simples, e demais pessoas que cultuavam o hábito de rever os conhecidos e conversar”, acrescenta. Na tabacaria trabalhou por 34 anos. Nela, já vendia os primeiro exemplares do Jornal Agora. Entretanto, como ele mesmo diz, “sou do tempo em que O Peixeiro era distribuído na entrada dos cinemas da cidade!”.

Aos oito anos, produzia o vinho artesanal com o seu avô português. Com a separação de seus pais, aos 14 anos decidiu morar sozinho numa pensão. Foi quando aprendeu a viver em busca de seus sonhos e desejos.

Aos 14, já morava sozinho numa pensão. Dois anos depois, casou. Com sua esposa, uma mulher de fibra e com quem compartilha 46 anos de vivências, teve três filhos, dois homens e uma mulher. Já é avô de duas netas.


Costureira, sua mulher, o substitui na banca sempre que necessário. Funções que diga-se de passagem, ela domina muito bem, já que, com a ajuda dos filhos, foi responsável pela metade do tempo de sua existência.


E pelo que vimos, a neta de 12 anos também adora ajudar! Um simples telefonema e Oscar, “todo bobo”, conta: “Minha neta adora vender os cartões; ela gosta de vir e ficar com a avó”.

Cebolinha


Voltando um pouco na história, ainda na Tabacaria Lages, Oscar conheceu o Dr Frazão, então diretor da Santa Casa. Foi ele quem o ajudou no processo de obtenção do alvará da pequena banca que se tornaria em três décadas conhecida na cidade.

Assim, em 1º de junho de 1980, a banca iniciou suas vendas. Há 15 anos, ele se dedica a extensa jornada de trabalho que pode durar até onze horas. O almoço é feito ali mesmo, num dos rápidos intervalos do seu ambiente de trabalho.


O crescimento de sua banca corresponde de certa forma ao crescimento de Rio Grande nestes 30 anos de atuação. Sempre no mesmo local, esta é a sua quarta banca. Diferente da primeira, a atual em nada lembra uma cebola.

Sua preocupação, principalmente, aos clientes que atende logo evidencia o empreendedor: “Os clientes merecem contar com a melhor estrutura e um melhor atendimento”, orgulha-se ele, ao olhar com carinho para o espaço que guarda bons trechos de sua trajetória.

Para todos


De lá já viu e ouviu de tudo. Pessoas de várias faixas etárias que passam para entrar nos dois hospitais da região ou mesmo na loja em frente. Pessoas que falam ao celular ou no telefone público e por vezes, falam, ou melhor, literalmente desabafam com ele.

Outros, reclamam do tempo, do atendimento e da vida. Otimista, responde com autenticidade o que pensa sobre o assunto levantado. Sinceridade e forte personalidade. Assim formou a sua rede, os seus clientes, que de carro mesmo logo param e gritam um oi e puxam uma conversa.


“Conversador nato”. Seu Oscar, tem assunto e opinião para tudo. Através da profissão, acompanha também os movimentos da cidade. Conta detalhadamente as mudanças que ocorreram na estética da rua em que trabalha, a Paranaguá. Também vive e sente o salto econômico pelo qual vem passando a cidade. Quanto ao desenvolvimento, também é otimista. “Acredito e estou percebendo as mudanças”, pontua.

Máquinas


Seu lazer é cuidar de suas máquinas. Por elas, tem um carinho todo especial. Seu fusca tem a fama de um astro de cinema: o Herbie, dos filmes da Disney. O dele, claro, não teria outro nome mais apropriado do que “Cebolinha”. Com ele, participa e integra o Veteran Car Clube.


Além disso tem duas motos, uma delas exibe com orgulho: uma Kasinski que comprou há um mês. “Esta eu nem botei na estrada ainda!”, afirma. Aliais, por uma brincadeira do destino, a entrevista para esta matéria foi realizada na terça passada, 27 de julho, Dia do Motociclista.


Além das máquinas, acreditem: seu Oscar pilota também o fogão e nele se define como um “cozinheiro metido”, daquele que mistura sabor ao seus pratos e também é aluno de cursos voltados ao gênero.


Modesto, diz apenas que sabe, mas que não é um “expert”, apesar dos relatos afirmarem o contrário. Diretor Gastronômico do Sindicato dos Varejistas! “Não sou pouca coisa, viu!”, diverte-se ele.


“O Agora é original da terra, ninguém toma o seu espaço no coração dos rio-grandinos”. O papareia que mistura sua vida profissional à nossa, quando instigado sobre o que mais gostaria de ver estampado na capa do Agora, responde: “Sport Clube São Paulo na primeira divisão! Isso me basta, o resto é o resto”, evidencia ele, que confessa já ter torcido também pelo Rio-grandense.

29 de julho de 2010

Paola Magalhães dos Santos:



Texto e fotos-reportagem:
(Publicado no caderno O Peixeiro)
Agradecimento: Hotel Paris

O nome é italiano, porém, as raízes são naturalmente portuguesas e tem tudo a ver com os personagens que ergueram as tradições e todo o patrimônio histórico desta terra.

Aos 19 anos, Paola Magalhães dos Santos é cantora de fado, seguidora da cultura lusitana e atual rainha do Clube Centro Português, além de também ser uma das representantes da etnia em destaque pela Fearg/Fecis, com inauguração oficial nesta quinta-feira, 29 de julho, no Centro Municipal de Eventos.


“Cresci ouvindo e cantarolando os fados e as músicas folclóricas. Quando formamos uma tocata [conjunto típico português sem instrumentos eletrônicos] notaram que minha voz se destacava pelo tom e a facilidade em cantar e foi aí que meu pai colocou-me em aula de técnica vocal para aprimorar o canto”, conta a rio-grandina estudante do curso de Artes Visuais da Furg, sobre sua trajetória artística despertada em 2006.


Neta de portugueses, Paola foi criada ao arredor dos hábitos e costumes lusitanos. Além de rainha do Centro Português, ela dança também no Rancho Folclórico e participou da divulgação da Fearg/Fecis, que neste ano exalta a etnia portuguesa.

Sua presença dentro das feiras será representar o clube em que é rainha, além de receber visitantes, prestando também orientações sobre a cultura.


Paola é filha caçula de Thelmo (acima), pai que acompanha com estima a carreira da menina. Além dela, ele tem mais duas filhas. Todas elas cresceram sob forte orgulho pela cultura portuguesa.

A mais velha, por exemplo, iniciou um relacionamento com um português pela internet, mais precisamente, pela comunidade “Cantoras de Fado” do Orkut” da qual a irmã Paola, faz parte. Foi conhecê-lo e após contínuos “vaisvens”, casou-se em novembro passado.


Paola, por sua vez, também namora e pode futuramente trocar alianças. O jovem por quem está interessada é filho de portugueses. O casal se conheceu no Centro Português e lá participaram de várias atividades.


“Gostamos dos mesmos costumes e assim nasceu um amor”, explica Paola, que sinaliza a ocasião pra lá de sugestiva do começo da união: um almoço comemorativo à Santo Antônio.

O pai coruja torce pelo futuro noivado da caçula. E se a música é capaz de unir fronteiras, o pai tem opinião uníssona ao fado: “Ele não é triste, não é alegre; ele é simplesmente um momento, um conto de vida, que transmite uma história, uma vida”.

Paola Magalhães dos Santos


- Inspiração na cantora fadista, Amália Rodrigues. Por influência do avô que adorava ouvi-la.

- O que mais a encanta na cultura: “Em certas aldeias do país lusitano, ainda se mantém os costumes do inicio do século passado, no modo de vestir e no lidar do cotidiano”.

- Arte: “O que mais me encanta é a arte da faiança e os bordados da Ilha da Madeira. Também as casas de fado que nos oferecem grandes noites bem típicas”.

- Música e instrumentos: “O fado castiço acompanhado pela guitarra e violão cantado por uma pessoa em ambientes pequenos sem aparelhagem eletrônica”.


- Pessoas: “Um povo trabalhador, com muita garra”.

- Admiração: “As pessoas que vieram sem nada para o Brasil, e apenas com vontade de trabalhar construíram verdadeiros patrimônios neste país”.

- Literatura: “Uma das mais ricas da Europa; País de grandes escritores e poetas, que muito influenciaram e ainda influenciam a literatura brasileira, através da história”.


- Lugares: “Um dos que mais gosto é a região de Aveiro, onde se encontra a cidade de Águeda, cidade de meus antepassados”.

- Fados que mais gosta de cantar: “Foi Deus, Casa Portuguesa, Chuva, Estranha Forma de Vida”.

- Hábitos e costumes lusitanos: “Tomar vinho do porto após as refeições; a culinária e a religiosidade; sou devota de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal e o nosso santo lisboeta, Santo Antônio”.


- “Acho que tenho muito também do modo de se expressar, como por exemplo, quando estamos estressados dizemos: ‘Estou perdendo as estribeiras’”.

- Porque as mulheres amam tanto os vestidos portugueses? “Pelos tecidos totalmente artesanais feitos à mão, em tear e bordados personalizados, também feitos à mão”.


>> Rio Grande e a identidade portuguesa: “Temos a pesca artesanal, feiras de horte-frutti em ruas centrais da cidade, a produção de vinho artesanal nas Ilhas da cidade, locais em que mais preservam os hábitos e costumes portugueses; a religiosidade, com procissões como o de Nossa Senhora de Fátima e São Pedro, entre outras e as bancas de portugueses no mercado, com a venda de pescado ao ar livre”, aponta Paola.

>> Preocupação: Na opinião da jovem, os rio-grandinos deveriam ser mais bairristas à sua cultura. “Culpa da globalização”, observam pai e filha.

A preocupação é quanto às perdas às tradições e demais características de nossos colonizadores, seja pelos prédios antigos “que estão sendo modificados de sua arquitetura original”, ou pela deterioração de monumentos, praças e até dos costumes.



Por fim, fala com orgulho que: “Em nosso Clube, mantemos a tradição tanto nos costumes, como na gastronomia, com o slogan Resgatando a cultura de um povo”. Dúvidas de que jovem fará bonito na Fearg/Fecis?!