28 de novembro de 2009

Sucos bronzeadores

- Matéria extraída do site "MSN Mulher".

Mulheres já tentaram de tudo para conseguir um bronzeado - desde as ideias mais loucas como passar no corpo Coca-Cola, limão ou óleo de avião até as mais perigosas como o bronzeamento em câmaras artificiais - agora proibido no Brasil por causar câncer de pele. Mas o segredo para conseguir uma cor natural e uma pele bonita e bem tratada, está bem na frente dos nossos olhos: basta abrir a geladeira.



Vitaminada!
A vitamina A é responsável pela saúde da pele e dos cabelos. A substância ativa é o retinol, cujo precursor é o beta caroteno. As melhores fontes de vitamina A e de betacaroteno são alimentos amarelo-alaranjados como cenoura, abóbora, damasco (pode ser seco), laranja, mamão, manga, pêssego - e vegetais verde-escuros como espinafre, brócolis, rúcula, agrião e couve.


As vitaminas E e C aumentam o aproveitamento da vitamina A por reduzirem sua oxidação - tente mesclar fontes alimentares. Você encontra a vitamina C nas frutas cítricas (acerola, laranja, limão, maracujá, kiwi, morango, caju) e nos vegetais verde-escuros. Já a vitamina E é encontrada em sementes oleaginosas (castanhas, nozes, avelã etc), óleos vegetais (soja, canola, girassol, etc) e no gérmen de trigo. Tente consumir essas fontes cruas ou pouco cozidas, pois o cozimento longo reduz o aproveitamento das vitaminas em geral.

Além disso, escolha alimentos ricos em ômega 3, como peixes e farelo de linhaça, para o seu cardápio. Esse nutriente é um aliado contra manchas e ressecamento da pele.

Sucos bronzeadores

Uma boa maneira de se obter ao betacaroteno, as vitaminas A e C e outras várias é tomar sucos. Com o calor, são mesmo uma ótima pedida! Só um detalhe: beba o suco assim que for feito, pois algumas vitaminas se perdem muito rápido após o preparo. Você pode incluir a linhaça em qualquer dessas sugestões de sucos abaixo. Fica uma delícia e é super saudável.

Misture:

- Cenoura + beterraba
- Mamão + água de coco
- Limão + cenoura
- Cenoura + acerola
- Mamão + beterraba
- Mamão + cenoura + laranja


>>> Suco de cenoura com beterraba

Ingredientes:

- Uma cenoura picada
- Meia beterraba fatiada
- Meia garrafa de água mineral gelada
- Adoçante

Modo de preparo:
Coloque a cenoura, a beterraba e a água no liquidificador, bata até ficar homogêneo. Coe, prove e, se necessário, acrescente o adoçante. Sirva gelado.


>>> Suco de limão com cenoura:

Ingredientes:

- Uma cenoura picada
- Um copo de suco de limão
- Adoçante

Modo de preparo:
Coloque a cenoura e o suco no liquidificador, bata até ficar homogêneo. Coe, prove e, se necessário, acrescente o adoçante. Sirva gelado.

Por TRÁS dos NÚMEROS

Diariamente elas lidam com os números que garantem a saúde financeira de empresas da cidade. Acompanhe nesta reportagem, a trajetória de vida de duas riograndinas que da vida simples e bastante humilde na juventude, souberam através da seriedade e da dedicação total a uma rotina árdua de trabalho, somar, multiplicar e dividir com os seus clientes e funcionários, o conhecimento necessário para se firmar no mercado.




Assim como os vocalistas Humberto Gessinger e Duca Leindecker, que pelos seus distintos sobrenomes colocaram o nome da dupla que formaram de Pouca Vogal, as nossas entrevistadas de hoje também compartilham dessa mesma característica. Só não cantam. Mas, operam os números como ninguém. Além das consoantes do sobrenome e também da prática com os números, Elisa Kaoru Chim Miki e Denise Freitas Mackmillan são naturalmente rio-grandinas e possuem em comum a mesma idade: 37 anos.

Escrito por Bruno Zanini Kairalla - bruno.kairalla@gmail.com
Editora Rosane Leiria Ávila - rosane.jornalagora@gmail.com
Fotos: Bruno Kairalla/Jornal Agora



Ambas exercem o ofício de contadoras e são graduadas no curso de Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Rio Grande (Furg). Além dessas pequenas similaridades, a trajetória de vida delas possui uma singela semelhança, numa história de garra e muita determinação. Trajetória essa que você começa a acompanhar nos parágrafos abaixo. Boa leitura!

O início

Elisa morou na Quitéria, bairro presente na zona rural do Rio Grande, próximo à Ilha dos Marinheiros, até os seus 6 anos. “Minha mãe era professora e lecionava no bairro. Morávamos junto à escola. Meu pai, nascido no Japão e naturalizado brasileiro, aos 24 anos, era um agricultor. Quando a minha irmã mais velha completou idade para cursar a 5ª série, viemos morar na cidade porque na Quitéria só tinha até a 4ª”, recorda ela. Já na cidade e apesar das diversas dificuldades encontradas pela família, Elisa afirma que os pais sempre priorizaram os estudos na vida de suas filhas. E com esse conceito, Elisa foi amadurecendo.

“Tendo uma mãe professora e um pai japonês, sempre fomos muito exigidos. O muito bom para meu pai não era o suficiente. Cursei o 2º grau técnico porque queria muito trabalhar. A escolha pelo curso técnico que estava ao meu alcance foi fácil, visto a minha afinidade com as ciências exatas”, aponta Elisa. Ela ressalta que desde o início sabia que queria ser uma contadora. Mesmo quando estava cursando o técnico. Com a sua notória aptidão com os números, desde jovem, ela continua em suas recordações:

“Trabalhei como estagiária na CEEE nos primeiros dois anos do curso técnico. No último ano, estagiei em um escritório de contabilidade, já buscando meu aprimoramento para abrir o meu próprio escritório”, lembra Elisa, que, enquanto estagiava, já juntava suas remunerações para a aquisição de tudo aquilo que precisaria para abrir o seu escritório.



A cada final de mês, o seu objetivo de vida se tornava ainda mais forte. Pouco tempo depois, ela começou a colheita de suas metas: “Comprei mesa, cadeira, máquina de escrever, enfim, o mínimo necessário. Logo que me formei já comecei a exercer a profissão. Abri o meu próprio escritório, em 1991, na sobreloja de confecção que minha mãe e minha irmã mais velha mantinham em sociedade na Galeria Conde”, detalha.


Elisa comenta que no início contava apenas com três clientes, sendo eles: “O comércio da minha mãe, do meu pai e de um amigo da minha irmã. Mas logo vieram os outros. Na verdade, um cliente trazia o outro e, assim, o trabalho ia se multiplicando. Sempre por uma indicação”, evidencia ela.

Para Elisa, as indicações, bem como o seu crescimento profissional, estavam diretamente ligadas à seriedade com que executava o seu trabalho. “E, assim, fui seguindo. Troquei de escritório, fui melhorando, contratando funcionários, até chegar na Denise, que ingressou como minha funcionária, conquistou o seu espaço e foi por mim convidada para se tornar a minha sócia”, complementa ela.

Denise

Filha de pescador artesanal e mãe do lar, Denise foi criada no bairro São Miguel. Assim como sua amiga e sócia, ela também decidiu desde muito nova a contribuir com a sua família. “Desde muito cedo, comecei a trabalhar ajudando minha mãe na limpeza do pescado. Meu pai trazia do mar siri e camarão e isso me ensinou a valorizar o trabalho, ser responsável e dedicada a tudo o que sempre faço e desempenho”, avalia.

Denise revela que quando concluiu o seu primeiro grau, o primeiro pensamento que lhe ocorreu foi fazer um curso técnico para tentar se colocar o mais rápido possível no mercado de trabalho. Entretanto: “Confesso que não sabia direito de que se tratava o curso de técnico em contabilidade, mas aos poucos fui me apaixonando por tudo o que aprendia. Quando estava cursando o 3º ano consegui um estágio no escritório de uma forte loja de calçados que tínhamos na cidade”, recorda ela.


Dentro das extintas Lojas Graciela, Denise exerceu a função de auxiliar de contadora. Passado o contrato de estágio, ela foi efetivada e na loja ficou por mais três anos. Antes de se encontrar pela primeira vez com Elisa, ela ainda trabalhou em outros dois escritórios de contabilidade, locais em que admite que adquiriu experiência profissional. Em 1998, Denise conheceu Elisa através de uma amiga em comum e, em agosto desse mesmo ano, Denise passou a integrar a equipe de funcionários de Elisa. “Ao lado dela, tive a oportunidade de aprimorar meus conhecimentos. Em 2002, fui convidada por ela a ser sócia do escritório, e cá estamos juntas até hoje”, resume ela.


A sociedade

Da sociedade firmada há sete anos, nasceu a empresa Miki & Mackmillan Associados. Localizado no centro da cidade, o escritório atende micros, pequenas e médias empresas, oferecendo os serviços de escrituração contábil, fiscal e outros ligados à área de departamento pessoal. Entre o comércio, a indústria e demais serviços, a Miki & Mackmillan presta atendimento para 115 clientes, que são atendidos por cerca de 30 funcionários. Fazem parte da equipe da empresa técnicos em contabilidade, contadores, administradores e economistas.

A alma da empresa

Um dos conceitos adotados tanto para Elisa quanto para Denise e que mantém fortificada a base da empresa é que dentro do escritório delas os funcionários devem ser tratados como a alma da organização. “Assim como um professor se realiza ensinando um aluno, nós nos realizamos ensinando a cada dia os nossos funcionários. Ensinando o trabalho, principalmente através do exemplo. Ensinando a serem colaboradores de fato. Tratamos todos com muito respeito, pois admiramos o crescimento deles, ficamos felizes quando evoluem de todas as maneiras”, pontua a dupla.


Mas nem só de trabalho é feito os ensinamentos e contatos diários. Um dos segredos do bom convívio, do sucesso na prática das tarefas realizadas, bem como o da harmonia na empresa, é investir e apostar fortemente nos momentos de integração e confraternização entre todos. A partir desse ideal, de buscar a satisfação e o bem estar da equipe, é que nascem as festas temáticas, como a de Dia das Bruxas realizada recentemente, ou até mesmo uma viagem de lazer para Camboriú no estado de Santa Catarina, transcorrida no último final de semana.


“É comum confraternizamos as nossas alegrias alcançadas”, comentam as sócias, que além do lazer e da diversão, apostam também no crescimento profissional de cada um, ao oferecer cursos de capacitação, informação e aprimoramento das funções de trabalho. Com isso, os resultados positivos, na visão delas, são mais do que garantidos.


Quanto aos clientes, dizem fazer parte da vida deles com a satisfação de poder ajudar em seus crescimentos evolutivos. Se pudessem traduzir de forma sucinta o que torna uma empresa uma sobrevivente do mercado, elas apontam: “Seriedade, disciplina, organização, muito trabalho e atualização constante tanto da diretoria quanto da própria equipe, como um todo”, salientam.

O que Elisa ou Denise buscam para uma empresa que já possui o seu devido espaço nos próximos dez anos? “Aprimorar e capacitar cada vez mais os nossos colaboradores para que eles permaneçam conosco e para que, assim, possamos crescer e evoluir todos juntos. Queremos a Miki e Mackmillan, ou seja, nossos funcionários e nossos clientes cada vez mais fortes e satisfeitos com o desenvolvimento de nosso trabalho”, argumentam.

Poder feminino


Admiradas pelos funcionários, as duas definem de forma taxativa a extensa e pesada carga de trabalho como dinâmica e empolgante. Uma rotina ditada pelo atendimento das 115 empresas, das diversas reuniões executadas durante o dia, além dos cursos, das assessorias e também das viagens de trabalho. Tudo quase que ao mesmo tempo. “A organização é tudo. Atendemos todos os clientes que solicitam ser atendidos por nós, sem distinção alguma”, acrescentam elas, que acreditam ser este um dos diferenciais da consultoria prestada.


Fora isso, ainda tem o exercício permanente do papel de mãe, donas de casa e esposas. Elisa é casada e tem dois filhos: Karoline, com 13 anos, e Gabriel, de 6. Denise também é casada e é mãe do jovem Henrique, de 8 anos. Com isso, perguntamos à dupla se é difícil conciliar a vida de empresária, administradora, esposa e mãe. A resposta vem de forma direta, sem rodeio: “Dá para conciliar tudo, basta organizar o tempo. Dizer que não se tem tempo para isso ou aquilo é uma desculpa. As pessoas usam este termo para evitarem o esforço”, expõem.

E fora do ambiente de trabalho, o que elas costumam fazer nos momentos de lazer? Elisa pratica diariamente a yôga do método De Rose. “É o meu momento”, declara ela. Já Denise, prefere concentrar o seu tempo na família. “O tempo é muito corrido, mas tem horário para tudo sim. Somos donas de casa, temos que ir ao mercado, organizar o cardápio da semana, levar os filhos à escola, ao médico, mas os finais de semana são dedicados exclusivamente para a casa e a toda família”, garante ela.


Um poder de síntese das multitarefas, que realmente só pode ser desempenhado por mulheres. E por falar no gênero, elas comentam que até uma época específica, a equipe de funcionários da empresa estava composta unicamente por elas. Com isso, cabe a nós fazer duas últimas perguntas: “Muita mulher junto, não dá confusão?”. Como quem não gostou muito da pergunta, a resposta vem apenas em forma de não e ponto final.


“Não permitimos climas. Sempre que percebemos algo, tentamos criar rotinas para eliminar. Mas o grupo todo é muito coeso, todos são amigos, quando entra alguém que não se enquadra no perfil e na proposta de trabalho, automaticamente, afastamos essa pessoa da equipe”, afirmam. E o que para elas diferenciam as mulheres dos homens no ambiente de trabalho: “Mais competentes não seria correto dizer, mas elas são mais organizadas”, finalizam.


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Não esqueça do pescoço!!



Leia na página três do Mulher Interativa deste final de semana como fazer o seu pescoço dar ainda mais valor para a sua beleza natural.




AH.. tem também outros segredinhos especiais para dar ainda mais brilho a sua beleza. Isso e muito mais, você só encontra nas páginas do Mulher!


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Traições da memória

Crônica escrita por Sílvia Lúcia
- Acesse: www.silvialcoliveira.blogspot.com
- E-mail: silvialucia.oliveira@gmail.com

Esquecer o nome de alguém, ou nem conseguir se lembrar de quem se trata a pessoa, pode ser bem constrangedor, nos fazendo ficar à deriva numa conversa que soa interminável. Enquanto nos digladiamos escrutinando a memória sem conseguir localizar afinal de onde vem a criatura, ela continua a nos falar animadamente de nossa vida, demonstrando ser alguém íntimo e familiar. Coisa bem terrível e, no entanto, não tão rara.


Mais complicado é quando se esquece o aniversário de uma pessoa amada. Isso costuma gerar amargas cobranças e prolongados ressentimentos, sendo interpretado como fruto de desconsideração ou prova de falta de amor.

Nos ingênuos tempos da brilhantina, o máximo de trauma familiar era se esquecer de buscar os filhos na escola. Fato acontecido com muita gente de boa índole e coração amoroso.

A criança acabrunhada, beiçuda, cabisbaixa ou em choro inconsolável, acompanhada por uma professora de braços cruzados, sobrancelhas em riste e semblante de reprovação, esperava quem, esbaforido, descabelado e coberto de vergonha, chegava atrasado para buscar o aluno após o horário estabelecido. Inútil era buscar qualquer explicação que justificasse a constrangedora falha, colocada na condição de indesculpável.


Dependendo da fragilidade subjetiva, a situação poderia fazer marca e se tornar uma catástrofe psicológica na vida da criança ou apenas fazer parte do anedotário das situações familiares, coisa a ser recontada com ares de graça em fases bem posteriores da existência.

Nesses tempos mais recentes, entre tantas coisas inconcebíveis, surgiu um tipo de esquecimento até então impensável. Crianças bem pequenas, na maioria das vezes bebês, morrem por serem esquecidas dentro do carro. O espanto indignado dos primeiros casos levou a que fossem tratados como suspeitos de filicídio.


A repetição fez deixar claro que este tipo de tragédia não era gerado por um desejo inconsciente de matar, mas por uma falha, um cruel lapso de memória. O roteiro dos casos relatados traz um dado unânime: a mudança de rotina fez com que fosse esquecida a passagem e o desembarque da criança na escolinha.

O ato de levar os filhos para a escola ou para a creche é algo tão automático quanto o escovar os dentes, feito sem cerimônias ou mesmo qualquer forma comunicação. É quase uma entrega, feita às pressas, com o carro mal estacionado, às vezes até no meio da rua. Enquanto a criança vai sendo despejada, o pensamento continua conectado com os quefazeres do cotidiano. Na memória, esse tipo de tarefa repetida diariamente fica arquivado entre atos automáticos, aos quais não se precisa dedicar atenção por ser feito “naturalmente”.

Aí reside o perigo – agora mais uma vez dramaticamente confirmado. As crianças que já caminham ou falam têm recursos de autodefesa para se desvencilharem, mas os pequenos são completamente reféns da atenção alheia.


As falhas da memória encontram na psicanálise explicações quase canônicas, associadas a motivações do imperativo inconsciente, senhor de todas as causas. Por esta leitura, sempre sobrarão suspeitas para nossos lapsos ou motivos submersos trazidos à tona pelas falhas de nossos atos.

O arquivo de nossas vivências é poderoso e complexo, mas por mecanismos neurofisiológicos ou por motivos inconscientes está sujeito a entrar em colapso diante das sobrecargas, das chuvas e tempestades que nos castigam.

A valiosa memória é capaz de nos trapacear, de bloquear conteúdos importantes, embaralhar lembranças, acrescentar elementos inexistentes (falsas memórias) ou sofrer breves panes. Pequenas falhas, mínimos esquecimentos, podem acabar tendo grande efeito e até resultar em tragédias. Precisamos assumir que a memória não é 100% confiável, como gostaríamos que fosse.



Saber disto talvez ajude a ter maior tolerância com os esquecimentos cotidianos mais banais – que não precisam ser tão dramatizados - e ter um redobrado zelo diante de situações que insistentemente têm se revelado gravemente perigosas, tragicamente fatais.


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Cheiros e Perfumes

Os cheiros são milenares e acompanham nossa trajetória de vida e a própria história da humanidade, que produziu os primeiros ao queimar plantas para fazer o fogo. Depois, vieram os odores obtidos com a extração de óleos e resinas com fins medicinais; mais um pouco e foi a vez da criação das essências usadas nas mumificações. Grécia, Egito e Pérsia guardam registros que atestam a história do perfume que, ao longo do tempo, foi se tornando cada vez mais sofisticado.

Crônica escrita pela editora Rosane Leiria Ávila
- E-mail: rosaneleiria@gmail.com
- Acesse: www.palavras-versus-palavras.blogspot.com

A origem da palavra perfume provém de uma expressão do latim “per fumum”, que significa “pela fumaça”, numa referência à propagação gasosa do aroma. Cleópatra costumava usar fragrâncias exclusivas em seus rituais de sedução. O primeiro tratado sobre cheiros com indicações de uso, orientações de como proteger o produto do sol, pois o calor altera o odor e validade, vem do filósofo grego Teofrasto, que criou um jardim botânico para esse fim.


Ao nascermos, já temos o contato com o primeiro cheiro: o cheiro da nossa mãe. Crescemos e vamos absorvendo cheiros vida afora: da infância, da adolescência, da primeira paixão, da maturidade e até da morte...

Há cheiros que jamais são esquecidos, como o cheiro da primeira escola, dos livros, da pasta, da caixa de lápis coloridos de cera... A primeira que ganhei no primeiro ano tinha um cheiro quase mágico, o que me fez ficar agarrada a ela quase a noite inteira...


Um cheiro pode nos remeter aos mais variados sentimentos como alegria, euforia, tristeza, saudade, nostalgia... Isso porque registramos e catalogamos em nossa memória o cheiro por fatos e épocas. Há os das roupas de estações definidas (inverno, verão); os da criancice, os dos bolos de laranja e de fubá; do café passando, do chocolate quente nas tardes frias de inverno... Do milho verde assando no fogão à lenha na casa da dinda... Do caldeirão de doce de figo fervendo no verão...

Tem o cheiro de terra molhada após a chuva que nos faz querer ainda mais bem ao planeta; o cheiro de maresia e do corpo besuntado de óleo de bronzear das férias na praia... O cheiro do vinho, da comida, da erva aromática, da fruta, da flor, do animal de estimação... O cheiro dos avós, do pai, da mãe, do irmão, do amigo...


Há aqueles que gostaríamos de esquecer porque nos entristece, ou os que bruxuleiam nosso encantamento e que desejaríamos ter sempre ao alcance do nosso olfato.

Enfim, tão infinito quanto o universo é o mundo dos cheiros, que vai e vem nos embalando numa ciranda cósmica, despertando sentidos e sentimentos... Um cheiro bom seduz, embriaga... Um ruim afasta, repulsa. Como as impressões digitais, cada um de nós possui um cheiro único, característico e por ele somos reconhecidos e lembrados...

Pudim de Mel

Olha o que o Beco do Gourmet trouxe para você:



Ingredientes:

- 250 g de açúcar refinado
- 5 ovos
- 2 colheres de sopa de mel
- 1 colher de sopa de manteiga
- Canela e raspa de limão

Modo de preparo:

Coloque os ingredientes numa tigela e mexa tudo muito bem. Leve a assar em forno brando (160º C) em fôrma untada de manteiga por 30 minutos.

- Veja outras deliciosas receitas, como Omelete enrolado ao presunto e Croutons Temparados, no caderno Mulher Interativa deste final de semana!!




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Etiquetas Imbecis

As informações das embalagens não servem apenas para informar o consumidor da maneira correta de usar o produto, peso e sua composição, entre outros detalhes. Muitas delas podem ser fontes de muitas risadas, com o monte de advertências de empresas que se preocupam demais em falar dos cuidados que seus produtos exigem. E muitas exageram realmente na dose, informando coisas óbvias demais e tornando suas etiquetas as mais imbecis possíveis.


Pérolas como a encontrada na caixa dos fogos de artifício Black Cat, cujo rótulo sabiamente aconselha: “Cuidado inflamável. Não coloque na boca”, ou no rótulo das tortas de cereja Kellogg’s, cuja embalagem informa aos consumidores que “se a torta for excessivamente aquecida, a cobertura ou o recheio podem tornar-se extremamente quentes e causar queimaduras”, foram reunidas no livro “Etiquetas imbecis – 101 avisos e advertências realmente idiotas” (Matrix Editora, 88 páginas, R$19,90).

Depois de terem ido à caça de avisos idiotas nas prateleiras de mercados e lojas americanas e de terem recebido milhares de contribuições de fãs em seus sites, os “denunciadores da estupidez”, Jekk Koon e Andy Powell prometem tornar a hora das compras muito mais divertida.

Realce, por Bira Lopes


- Veja o antes e o depois de Denise Vianna Santos, 39 anos, dona de casa

>>> ANTES:


>>> DEPOIS:




"Estou me achando maravilhosa! Agora sim, uma mulher poderosa!"


Bira Lopes - (53) 3232-4524.
E-mail: biralopes@brturbo.com.br

Seja a próxima!!
Saiba como participar do Realce na contra-capa do caderno Mulher Interativa.



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20 de novembro de 2009

NESTE SÁBADO:

A despedida de uma etapa da vida

Escrito por Bruno Zanini Kairalla - bruno.kairalla@gmail.com
Editora Rosane Leiria Ávila - rosane.jornalagora@gmail.com



Para cada percurso que chega ao afim, uma despedida. Somos movidos por mudanças e por elas apostamos as nossas escolhas. Certas ou erradas, elas sempre nos levarão a caminhos traçados por novas descobertas, a um ponto de partida, cujas conseqüências e conquistas, boas ou ruins, nos motivarão na busca por um novo recomeço em nossa trajetória.



Conheça neste sábado, 21, a história da professora Heluza Oliveira, 25 anos. Natural de Caxias do Sul, há cinco anos ela largou tudo em sua terra natal para viver em Rio Grande e com isso cursar licenciatura em matemática na Furg. Agora, mais uma vez, ela se aproxima de uma nova despedida. Deixará em poucos dias a cidade do Rio Grande, voltará para sua terra natal e dará início a uma nova etapa da sua vida.



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14 de novembro de 2009

Vestidos da intolerância

No País em que provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) são fraudadas, a política não lida muito bem com a ética e mulatas seminuas desfilam no evento símbolo de uma nação, a hipocrisia e a falsa moralidade mostram ainda toda a intolerância de um povo em plena era moderna da informação.

Escrito por Bruno Zanini Kairalla - bruno.kairalla@gmail.com
Editora Rosane Leiria Ávila - rosane.jornalagora@gmail.com

Divulgação


- LEIA ABAIXO MATÉRIA NA ÍNTEGRA ou ACESSE:

A polêmica que envolveu a jovem Geisy Arruda invadiu não só a casa do povo braisleiro, gerando em muitos o sentimento de indignação, mas mobilizou também a atenção da imprensa mundial.

Uma das melhores frases sobre o tema foi exposta por usuários do twitter: “No Brasil, a educação é tão importante que o debate do momento é a cor e o tamanho do vestido de uma estudante”.


Confira agora a opinião de algumas rio-grandinas que se colocam no lugar da protagonista central desta história.

ENQUETES - Fotos Bruno Kairalla/JA:
>> Recalque feminino


Estudante do segundo ano de Direito, Camila Feijó Rijo é uma linda e loira mulher de 18 anos que, assim como Geisy, gosta de se sentir bonita e de transmitir sensualidade. Vaidosa, nossa equipe de reportagem encontrou a estudante escolhendo uma roupa na loja Studio Max.

Quanto ao caso Geisy, ela declara que o fato está intimamente ligado ao comportamento feminino, grupo que começou o protesto contra a estudante, e que, por serem competitivas, as mulheres acabam tendo atitudes invejosas.

- Geisy é uma mulher bonita, que transmite sensualidade, e isso infelizmente gera um recalque nas mulheres -, evidencia Camila.


Quanto a sua teoria, ela admite:

- Quando estamos numa festa, as mulheres param de cuidar os homens para reparar na forma que as outras estão vestidas e se estão melhor. Se tu usas uma roupa diferente, elas já olham diferente. Ou seja, elas discriminam e julgam. Não sou hipócrita, pois também faço isso. Reparo no ambiente e nas outras mulheres. Já os homens, independente de uma mulher vestir uma roupa decotada ou toda fechada, se eles sentirem vontade, vão olhar da mesma forma.


Para Camila, ninguém que não pague as suas contas pode intervir no jeito de vestir. Quanto à postura conservadora da universidade, a jovem também opina: - Uma perda de tempo. Todas as instituições de ensino têm problemas maiores para se preocupar.

Apesar de afirmar que jamais iria para uma faculdade com aquele tipo de vestido, usado pela estudante paulista, a rio-grandina afirma que achou o modelo lindo e que até possui um modelo parecido.

Há nove meses namorando, Camila comenta que seu companheiro concorda com a avaliação de que tudo partiu do ciúme feminino. Entretanto: - Ele já disse que a namorada dele não vai vestida daquele jeito para a universidade (risos) -, dispara a jovem.

>> Quem pode julgar?


- Cada um tem o seu estilo. Geisy foi hostilizada pelo que vestia e não pela pessoa que é. Ninguém é perfeito o bastante para julgar os outros -, defende Francielen Borges, apesar de achar que a acadêmica de Turismo exagerou no tamanho de sua roupa.

Aos 19 anos, a estudante de cursinho pré-vestibular, que se prepara para ingressar na Furg, no curso de Pedagogia, define a polêmica como exagerada.


- A roupa não era a apropriada para uma universidade, mas não precisava de todo esse escândalo. Uma pessoa tem o direito de se vestir como quer e ninguém tem o direito de se meter -, comenta. Francielen expõe ainda que as mulheres sofrem muito preconceito e que ela mesmo por ser loira não escapa das tradicionais piadinhas que, segundo ela, incomodam qualquer mulher.

>> Agressão moral


A loira cozinheira Daniva Timm, 43 anos, também concorda com Francielen quanto ao curto vestido usado por Geisy, porém, salienta: “Acho que o comprimento de uma roupa não altera em nada a identidade ou personalidade de uma pessoa. Além de discriminá-la, essa menina sofreu uma violência moral por sua atitude”, comenta Daniva.

>> Povo hipócrita e preconceituoso

As amigas Amanda Martins Dutra, de 21 anos, e Keli Cristine Soares Vieira, também de 21, falam enfáticas:

- O fato só demonstra o quanto o povo brasileiro é preconceituoso e hipócrita -, afirmam elas, ao cruzarem o fato que aconteceu com Geisy com o País dos escândalos políticos e das mulatas nuas do Carnaval.


- É muito feio para um país vender para o mundo inteiro essa imagem de machista, logo nos dias atuais. Há problemas mais sérios neste País para serem discutidos -, explanam.

Amanda, funcionária de um restaurante, e Keli, acadêmica do segundo ano de Direito, afirmam que jamais usariam aquele tipo de vestido para ir à universidade, porém, cada um deve ter o direito de se vestir como quer. “É um direito natural de uma pessoa”, observa Keli.


Para as amigas, a atitude só não foi mais machista, porque quem começou foram as próprias mulheres da universidade. "Tudo começou pela inveja das estudantes”, aponta Amanda. Elas discorrem ainda que, se pudessem, participariam de um protesto em defesa da estudante paulista.

GEISEY ARRUDA:
- Entenda o caso:

Vítima de um dos mais insanos atos coletivos nos últimos tempos, Geisy Vila Nova Arruda, 20 anos, 1,70 metro, loira, olhos verdes, é a terceira dos quatros filhos de um casal de classe média baixa de Diadema, cidade do ABC paulista. Ela dstuda no primeiro ano de Turismo da Universidade Bandeirante, campus São Bernardo do Campo, também no ABC.


No dia 22 de outubro, a estudante de turismo foi hostilizada por mais de 700 alunos da Universidade Bandeirante (Uniban) de São Paulo por usar um minivestido rosa. Para sair segura do local, além de ser coberta por um jaleco, ela foi escoltada pela Polícia Militar até a sua casa. Os alunos a atacaram com palavrões, termos chulos e ameaças de agressão e de estupro.

- Enquanto eu andava escoltada pelos policiais, o pessoal gritava feito louco. Um detalhe curioso: os homens ficaram mais descontrolados e as ofensas verbais aumentaram quando as mulheres se aproximaram e fizeram críticas. Acho inveja de mulher, quando quer competir ou criticar outra mulher, a pior coisa do mundo. Nada é mais terrível. Muitas das que gritaram pareciam estar colocando para fora uma inveja pelo meu jeito livre e alegre de ser. Uma das mais enlouquecidas era uma menina que, inclusive, pega ônibus comigo. Berrava de forma descontrolada. O mais curioso é que, no ônibus, ela sempre fica quietinha -, declarou Geisy, após o ocorrido.


Outra declaração:

- Tive medo e muita vergonha. Era como se eu fosse um bicho, uma criminosa. Fiquei em estado de choque. Não acreditava que aquilo estava acontecendo comigo. Ainda estou assustada. Diga-me uma coisa: se eu fosse prostituta, existiria uma justificativa para me agredirem? Então está correto sair pelas ruas identificando prostitutas para bater ou cometer estupro só pelo fato de elas serem prostitutas? Claro que não. Isso é preconceito, retrocesso, burrice, estupidez. Uma falta total de civilidade -, reflete ela.

Repercussão:

No último domingo, 8, a Uniban anunciou que tinha decidido expulsar Geisy devido à sua "flagrante falta de respeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade". A onda de protestos propalados, inclusive, pela imprensa mundial, levou a instituição de ensino a readmitir a estudante dois dias depois de expulsá-la.

Na madrugada do dia 9, novos protestos com a inscrição “Faculdade do preconceito. Quem deveria educar é o primeiro a criticar”. Essa foi a segunda pichação no muro da Uniban.


Repercussão mundial: Geisy foi o segundo assunto mais acessado por internautas de todo o mundo na última terça-feira, de acordo com informações do site da CNN. Na página, o "caso " ainda aparecia na quinta-feira entre os 15 vídeos mais acessados.


Na quarta, dia 11, cerca de 150 alunos da Universidade de Brasília (UnB) ficaram nus e seminus numa manifestação de apoio a Geisy Arruda. "Pela liberdade de expressão e o fim da opressão machista. O corpo é meu", diziam alguns cartazes usados no protesto dos estudantes. Na capital gaúcha, alunos da UFRGS também realizaram uma manifestação na última segunda-feira.

AGRADECIMENTO:
O Mulher Interativa agradece o apoio e a colaboração da equipe de funcionários e ao gerente da loja Studio Max, Naelito Oliveira, pelo espaço e vestido cedido à entrevistada Camila Rijo.



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