12 de dezembro de 2010

A moda de Vera Oriente


Por Bruno Zanini Kairalla
Contato: bruno.kairalla@gmail.com
- Fotos-reportagem: Deyver Dias

 Da Ilha da Torotama ao sonho de um dia abastecer com sua criatividade o mundo da moda. No entanto, com o passar do tempo, ela não só passou a integrar o meio, como já se tornou para clientes, alunos e amigos, uma das maiores referências do segmento na cidade do Rio Grande. Modista autodidata, sua maior especialidade é confeccionar vestidos femininos exclusivos na área da alta costura.
Aos 37 anos, Vera Oriente recebeu nesta semana a nossa equipe de reportagem, em seu ateliê localizado no centro da cidade. Pouco acostumada com a imprensa, mostrou-se a princípio até meio que desconfiada quanto ao conteúdo e abordagem da matéria. 

Entretanto, passadas as apresentações iniciais, a insegurança cedeu lugar para uma tímida, curiosa e guerreira mulher. Admirada por tanta gente que já deteve de um pouco do seu conhecimento, explicamos a Vera que seu nome foi sugerido por uma leitora e aluna do curso de corte e costura. Atentamente, começamos então, a ouvir a trajetória desta talentosa artista.
Autodidata, Vera nunca precisou de um curso para testar suas aptidões, estas impulsionadas pelo dom natural manifestado ainda na infância, e também pelo poder de observar a rigor e de forma criteriosa os mínimos detalhes. A prática sempre ocorreu de forma natural. “Adorava criar as roupas da minha boneca Susi”, lança ela. 

Saudosa, recorda da inspiração e da certeza que teve sobre a profissão quando olhava hipnotizada no início da juventude os capítulos da primeira versão da novela Ti Ti Ti, entre 1985-86. “Não consegui assistir esta nova versão, mas era apaixonada pela novela quando pequena”, aponta. 

O início de sua trajetória se remonta ao bairro rio-grandino Cohab II, onde foi morar assim que casou aos 18 anos. Para a primeira filha, hoje com 18 anos, inventou de criar um vestido num dos aniversários de infância. 
- Uma vizinha viu e me pediu que confeccionasse o da sua filha. Outras pedidos foram aparecendo e daí não parei mais - recorda. Mãe de um menino de oito anos, Vera logo ganhou notoriedade no bairro, onde depois inauguraria o seu primeiro ateliê.

Trabalhando com peças de alta costura, Vera explica a diferença do seu trabalho para o de um estilista. 
- Modista é quem faz qualquer roupa sem depender de outras pessoas. Faço o molde, corto e monto qualquer peça. O estilista cria um estilo de roupa, desenha e passa para alguém costurar - compara. 

Perfeccionista e centralizadora, Vera atua só, sem ajuda de funcionários.  

- No máximo a minha filha me ajuda em algum bordado ou alguma de minhas alunas que estão em nível mais avançado no curso me ajudam em algum detalhe. Sou muito detalhista -, indica Vera. E confessa também que para dar conta da demanda, trabalha muito e não se nega a virar noites costurando. - É comum. Não durmo, não como, fico concentrada - diz ela, que ainda completa: - Gosto muito do que faço e tenho um sério problema de cobrar o meu trabalho, pois gosto de fazê-lo - sinaliza. 
O relacionamento com os clientes ocorre de forma direta, o que para ela faz toda a diferença. 

Devido a todos os compromissos que administra, Vera atende suas clientes no seu ateliê de costura, localizado na rua Silva Paes, 361, sala 5, em horário específico: das 17h30min às 19h.

Dentro da alta costura, a modista fala que é muito comum as mulheres pedirem para recriar o modelo de um vestido usado por alguma personalidade. - Principalmente os usados na noite do Oscar, geralmente os mais solicitados pelas formandas e madrinhas - declara. 
Vera aponta ainda que os modelos usados por Jennifer Lopez, Jennifer Aniston e a global Deborah Secco, são sempre os mais visados. “O modelo é o mesmo, o que mudam são os detalhes, a cor. As clientes gostam de dar uma incrementada dependendo do gosto de cada uma”, adiciona.

Contando com a ajuda de duas estagiárias do curso de Moda da UCPel, uma responsável por criar a coleção e a outra por organizar o evento, Vera aceitou pela primeira vez o desafio de promover o desfile de suas peças. Ocorrido no fim do mês de novembro, a iniciativa foi um sucesso.

Moda em Rio Grande

Para quem anda nas ruas é fácil perceber o pouco valor que os rio-grandinos creditam a moda. Um cenário confirmado por Vera. - O estilo aqui é mais praiano, talvez, pela influência do mar. As pessoas andam mais simples, soltas, não utilizam tanta maquiagem. As adolescentes não ligam muito para moda. No entanto, começo a perceber uma mudança de comportamento nas meninas acima dos 18 anos, que, geralmente, se  mostram mais ligadas, trocam a rasteirinha pelo salto alto. Elas se preocupam mais com a imagem - frisa a modista. 

Vera ainda atesta que esta certa despreocupação com o visual dos papareia está presente até nas situações mais formais. - Outro dia fui numa formatura em que três formandas usavam o mesmo vestido; mudava só a cor. Além de ser comum ver meninos de boné em aniversários de 15 anos, meninas com vestidos curtos demais, de malhas simples. Não há muita preocupação com usar algo diferente, exclusivo - aponta a profissional, que rejeita na moda a reprodução em série de peças. - Preocupo-me muito em fazer um trabalho exclusivo, com um acabamento diferenciado e um toque personalizado. Gosto de misturar estilos e detalhes - acrescenta.

Curso de corte e costura
A propaganda é viral, efeito do boca a boca. Sendo assim, há cinco anos, Vera Oriente reveza o atendimento de sua clientela as aulas sempre lotadas que ministra numa das amplas salas de seu ateliê. O curso, que oferece uma nova oportunidade na vida de muitas mulheres, é um dos xodós de Vera, que fala dele com muita propriedade e carinho.

Isto porque em certo ponto da entrevista, ela comenta que não teve a mesma chance de ser ensinada. Agora ela compartilha seus conhecimentos práticos com suas alunas que também se tornam boas amigas. “Gosto de ver a evolução delas. A maioria começa aqui sem saber usar uma máquina até fazer peças para mostrar as suas amigas. É muito gratificante”, discorre.


Com duração de cinco meses, de março a agosto, a modista se reveza em seis turmas, três de nível básico e outras três de nível avançado. As aulas ocorrem nos três turnos: manhã, tarde e noite. - Quando chegam no nível avançado o que mais me realiza é ver quando o acabamento de suas peças fica impecável. Daí elas conseguem fazer de tudo, de vestidos de alta costura até peças do dia a dia, como casacos de inverno, que considero uma das peças mais difíceis - acentua.

Para cada conclusão de nível é feita uma cerimônia de formatura, em que as alunas além de desfilarem com uma toga, desenvolvem dois looks a serem apresentados para famílias e amigos. Com certeza, um dos sonhos concretizados de Vera Oriente.

Planos e reconhecimento

Ainda nessa área de sonhos e planos para o futuro, Vera sabe que com o seu crescimento e também com o da cidade em que vive, precisará em breve expandir seu negócio. - Quero me focar no futuro mais na área de vendas, mas sem largar o curso -, salienta a modista, que fala ainda sobre o reconhecimento do seu trabalho: 

- Durante muito tempo eu não elogiei o meu trabalho, sempre fui muito crítica e humilde. Só me dei conta que eu era diferente, digamos mais rápida, ágil, quando comecei observar outras pessoas. Mesmo assim, sempre trabalhei com muita humildade dentro do que eu sei e gosto de fazer. Hoje em dia percebo que eu trabalho legal e que as pessoas gostam do meu trabalho, do meu estilo -, conclui.

VERÃO 2011
Dicas quentes de Vera Oriente
** Contato: (53) 3201-2972

Estilo: “Nestas últimas estações a moda fez um retorno aos anos 80 e ela continua a resgatar isto neste verão, passando uma mensagem romântica, seguindo também um estilo medieval. O tom e detalhes em nude que entraram no verão passado devem permanecer nesta estação. Atenção especial aos calçados coloridos, bem floridos, estampados. 


Os vestidos também estão mais estampados, usados também em festas. Isto porque a tendência era apostar nas cores mais neutras e sóbrias, porém, nesse ano o destaque é exatamente essa mistura de cores. As cores estão mais vivas. Os tingimentos artesanais, manuais, também estão com toda a força”.


Detalhes: “Continuam a fazer toda a diferença para compor o visual. Neste ano, a aposta é no plisse. Continuam em vigor os babados, as aplicações de flores, os laços. Há uma tendência também nos franzidos”.


Acessórios: “De volta os dourados, quanto mais ouro, mais bonito [risos]. O strass continua em vigor e as pérolas que vieram neste inverno continuam em alta no verão”.


Cores: “No dia a dia as mais florescentes possíveis. O destaque fica por conta dos tons de azul Royal, turquesa, nos tons alaranjados, no verde limão e pistache, rosa Pink e amarelo ouro. O vermelho está sempre em alta, mas agora mais ainda, seja no batom ou nos detalhes”.


Brilho: “No ano passado as peças com brilhos estavam mais em alta. Neste ano a moda segue mais fosca, ela aposta mais na estampa mesmo, até porque os bordados praticamente saíram. O paetê, também em alta no ano passo, perdeu força na nova estação”.
Maquiagem: “Está seguindo a mesma tendência das roupas, em cores vibrantes. Mas, cuidado: não sobrecarregue no visual. Se for um vestido mais chamativo, o melhor é deixar a maquiagem mais sóbria”.

Beleza em todas as cores

Desde setembro, a modelo Camila Lemos Gomes é uma das pupilas da New Eyes - Agência e Produção. Estudante do curso de Direito, essa bela morena mostrou no ensaio realizado para o Mulher que está no esplendor da beleza aos 20 anos.
Em 2009 foi eleita embaixatriz cultural, representando as tradições gaúchas na realização das multifeiras rio-grandinas, Fearg/Fecis.  Recentemente também foi uma das 20 candidatas que brilharam no concurso à nova corte da 13ª Festa do Mar.
No ensaio realizado na praia do Cassino e também na região da Ponte dos Franceses, Camila mostrou que além de beleza e bom humor, conta com a desenvoltura que pedia os momentos captados pelas lentes do fotógrafo Deyver Dias. - Sempre tive um olhar adiante, sou assim - diz Camila sobre sua personalidade. 


Quanto sua atual perspectiva de vida, a moça de curvas acentuadas, destaca: "Muitos podem ter o que tu tens, mas ninguém pode ser o que tu és”.

Para a jovem que considera a nova estação que se aproxima como "uma verdadeira inspiração para uma vida saudável", comenta sobre o que mais a atraí no mundo da moda: 

- Experimentar e expressar estilos diferentes, irreverentes e inovadores. A moda é uma das melhores formas de expressão que também traduz tudo aquilo que sentimos, quem somos ou mesmo como encaramos o mundo -, pontua. Durante o ensaio, Camila usou dois vestidos estampados da coleção de Vera Oriente e que aposta nas curvas, no top, nos detalhes e no corte acinturado, todo o seu diferencial.

4 de dezembro de 2010

Vitória ao sabor de pimenta rosa

Por Bruno Zanini Kairalla
Fotos-reportagem: Deyver Dias
Apenas na primeira fase foram mais de cinco mil projetos inscritos, provenientes de diversas instituições universitárias do País. Além disso, a quantidade dos concorrentes também deixaria espaço para uma involuntária tensão: mais de 500 universidades. Mesmo assim, a resposta do Prêmio Santander Universidades 2010, em São Paulo (SP), mostraria o peso e a qualidade dos profissionais que dispõe a Universidade Federal do Rio Grande (Furg).


Entre as oito instituições vencedoras, anunciadas na cerimônia realizada na capital paulistana na noite do dia 24 de novembro, lá estava a Furg – a única instituição do Estado a concorrer na categoria universidade solidária, representada pela professora Claudete Miranda Abreu, 41 anos. 

Bióloga, próxima de completar os 15 anos de sua graduação na Furg, a professora que integra o Instituto de Ciências Biológicas (ICB), conquistou o Prêmio Universidade Solidária, após iniciar em maio deste ano a coordenação do projeto de extensão, “O Cultivo de Pimenta Rosa – Uma planta nativa, como alternativa sustentável para pequenos produtores do Município de Rio Grande-RS”.


O prêmio que posteriormente será repassado a cada um dos oito projetos vencedores é de R$ 50 mil, totalizando um montante de R$ 400 mil. A premiação é destinada a implementação dos melhores projetos de ação comunitária focados em desenvolvimento sustentável, com ênfase em geração de renda. 

Além do apoio financeiro, cada projeto contará com a consultoria especializada da Universidade Solidária (Unisol) e da equipe técnica do Banco Santander, a fim de maximizar os resultados e promover um diálogo na busca de melhores soluções. Assim, o objetivo é estimular a extensão universitária e a formação cidadã do futuro profissional, além de disseminar o conhecimento das universidades a favor de comunidades em condições socioeconômicas desfavoráveis.

Nova fase

Com o reconhecimento, o projeto entra em uma nova fase, a de aplicação prática da iniciativa. “A ideia agora é fazer com que o projeto atenda ao seu publico alvo, gerando pesquisas sobre a planta e ampliando assim os conhecimentos sobre a mesma”, salienta Claudete. 

Segundo a professora, o projeto possui potencial para ser aplicado em diferentes áreas do conhecimento e, por esta razão, espera contar com o interesse dos acadêmicos ligados as áreas de Ciências Biológicas, Direito, Pedagogia, Engenharia de Alimentos, Administração, entre outros.

As inscrições para os interessados estão abertas até a próxima terça-feira, 07, na área botânica presente no pavilhão 6 do Campus Carreiros. Segundo a bióloga, a seleção destes alunos será feita conforme o perfil e a área de atuação deles. 

Feitas as inscrições, a professora já avalia os próximos passos da iniciativa: - Formaremos um grupo de ação, ampliando a divulgação do projeto junto à comunidade de produtores rurais do Município para posteriormente efetivar o cadastro das famílias conforme os critérios determinados pela equipe e também de acordo com enquadramento do projeto no edital, visando à capacitação dos produtores através de cursos sobre conhecimento e manejo da planta, curso de autogestão e mercado - pontua a professora.

Para viabilizar as atividades, o projeto conta com a força de seus parceiros de atuação, entre eles, a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura-Nudese, Prefeitura do Rio Grande, através da Secretaria Municipal de Agricultura (SMA), Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica de Extensão Rural (Emater/RS), Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro-Sul) e também o Sindicado dos Trabalhadores Rurais.

Do fruto rosa

Não dá para dizer que foi “por acaso”, porém, o pontapé inicial do projeto se deu a partir das observações e estudos de Claudete sobre uma planta invasora, conhecida como capim-annoni (eragrostis plana). 

Mapeamos as áreas com intensa infestação desta planta no Município. No trabalho de campo, observamos a existência de árvores de aroeira mansa nas propriedades. Em seguida, já com o conhecimento adquirido, constatou-se que a produção das aroeiras é considerada satisfatória na geração de um produto que sustenta uma renda alternativa para pequenos produtores rurais - discorre a professora, que com a evolução das pesquisas buscou a parceria de profissionais da área. "Foram realizadas reuniões para viabilizar a elaboração do projeto. Os alunos passaram a ter interesse em participar e a equipe foi sendo organizada”, conta Claudete.

A professora recorda que foi enquanto ouvia os produtores de cebola, por exemplo, perderem grande quantidade de suas mercadorias, queixando-se por conta do clima, que, aos poucos, foi surgindo as ideias. 

Conforme Claudete, a pimenta rosa (schinus terebinthifolius raddi), fruto da aroeira, é “uma espécie vegetal nativa da América do Sul e abundante no extremo sul do Rio Grande do Sul, principalmente na zona de restinga em Rio Grande”. Em contramão a outras plantações, é durante o inverno que a aroeira fornece seus melhores frutos.

Além de ser utilizada como tempero culinário, principalmente na culinária européia, pelo sabor suave, adocicado e levemente apimentado que carrega, do fruto também é possível se extrair o óleo. E paga-se um valor alto por ele. De acordo com a professora, um litro pode custar no exterior até 800 dólares. 

Barato também não saí um frasco com a fruta pura. Considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma planta medicinal, a pimenta rosa é uma forte aliada para combater processos infecciosos em geral. Mas, quanto a isto, a professora prefere cautela. “Desenvolveremos estudos para verificar as suas reais potencialidades”, assegura.

Atenção também é necessária para não confundir as espécies. Conforme a bióloga, existe uma aroeira muito similar, entretanto, seus frutos não são aconselháveis para o consumo, podendo causar disfunções alérgicas. “As folhas da pimenta rosa são lisas, enquanto as similares são largas e mais serrilhadas”, compara a professora.

Sempre podemos aprender

Mestre em fisiologia vegetal e doutora em produção vegetal, ambos pela Federal de Pelotas, a bióloga define em uma frase sua atual perspectiva de vida: “Sempre podemos aprender”. Além de participar de outros projetos na área de pesquisa e ensino, no Instituto da Furg, Claudete leciona as disciplinas nos cursos de Ciências Biológicas, Oceanografia, e também no curso de Especialização em Diversidade Vegetal. 

- Acredito que os três pilares, ensino, pesquisa e extensão, não podem se separar, mas penso que coordenar projetos que venham a contribuir com a formação dos acadêmicos e que tenham uma aplicação prática é sempre interessante - declara a educadora.

Foi em sua sala no Instituto, que ela recebeu a nossa equipe de reportagem. No encontro, a professora relatou sobre os momentos que antecederam o anúncio de seu nome para receber o prêmio. Acompanhada pela a Pró-Reitora de Extensão e Cultura, Darlene Torrada Pereira, a bióloga revela que ficou sem reação na hora. 

- Não acreditava; fiquei sem saber o que fazer; só depois que a ficha caiu, com o prêmio em mãos, é que comecei a rir sem parar -, menciona ela, que além de uma sensibilidade aflorada, também possui no tom de voz uma clareza suave.

Rio-grandina saudosa da localidade do Povo Novo, Claudete ressalta no decorrer da entrevista que sempre sonhou em um dia poder retribuir ao seu povo tudo o que colheu enquanto guria. “Agora, encontrei uma maneira de oferecer um retorno”, aponta ela, que quando questionada sobre o que hoje mais lhe deixa completa, responde: “Poder ter a chance de promover ações que possam contribuir com o conhecimento e o desenvolvimento dos produtores rurais”.

Alunos
“É gratificante quando vejo um aluno interessado em participar do projeto, pois são eles que estarão no mercado de trabalho, levando um pouco daquilo que repassei”.

Família
Casada há 17 anos, a mãe de Manoela e Patrícia, comenta também sobre o apoio que recebeu de sua família. “Meu esposo sempre me apóia nas ações e até mesmo as minhas filhas, uma de 4 e a outra de 6 anos, que, mesmo pequenas, percebo que notam o meu trabalho como algo interessante, comentando sobre a pimenta até na escola”, orgulha-se ela. “Quero agradecer a todos da equipe, da Furg aos parceiros e apoiadores, que acreditaram na idéia de produzir pimenta rosa como uma fonte de renda alternativa no Município e também ao grupo Santander e a Unisol, por oportunizarem este prêmio as universidades”.

Serviço
- O que: Inscrições abertas para acadêmicos interessados em participar do projeto
- Cursos: Ciências Biológicas, Direito, Pedagogia, Eng. de Alimentos, Administração, etc.
- Até quando: Terça-feira, 07 de dezembro
- Local: Área da botânica, presente no pavilhão 6 do Campus Carreiros.
- Informações: (53) 3293-5181 ou 3233-5176.

3 de dezembro de 2010

Bastidores: Claudete Miranda Abreu

Os frutos da pimenta rosa

Da localidade do Povo Novo ao reconhecimento nacional de seu trabalho.


Concorrendo com mais de 500 instituições inscritas no Prêmio Santander Universidades, a professora e bióloga Claudete Miranda Abreu, 41 anos, foi inicialmente uma das 12 finalistas da categoria Universidade Solidária.



Em São Paulo, recebeu a ilustre notícia de que seu projeto, que executa e coordena pelo Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Furg, foi um dos oito vencedores da noite.


O alvo de seus estudos? 

Uma nova fonte de renda alternativa e sustentável, nascida nas folhas das aroeiras: a pimenta rosa. 


Encontrada em abundância na área de restinga em Rio Grande, a fruta é utilizada como artigo culinário de luxo, principalmente no exterior, temperando os mais saborosos doces. Em fase de estudo ainda está o seu alto poder medicinal, capaz de combater processos infecciosos do organismo. 




Depois das boas novas, a professora, mestre em fisiologia vegetal e doutora em produção vegetal, prepara-se para iniciar a uma nova fase do projeto contemplado pelo prêmio Santander, no valor de R$ 50 mil. O público-alvo: os produtores rurais da região sul do Estado. 


Escrita pelo repórter Bruno Kairalla e imagens de Deyver Dias, a reportagem completa você confere nas páginas do Mulher Interativa deste sábado, 04 de dezembro.

Solidariedade

Altius Brasil cria campanha 
para ajudar crianças carentes





A Altius Brasil, uma instituição beneficente que congrega excelentes trabalhos desenvolvidos por três ONGs portadoras de ensino de qualidade e atendimento médico para crianças e jovens, lança sua tecnológica campanha de Natal: a Campanha Natal Altius Feliz. 


Para realizar o sonho de inúmeras crianças carentes, foram preparadas diversas caixinhas de presente personalizadas com temas natalinos e fotos de cada criança amparada para serem vendidas a fim de arrecadar fundos aos projetos sociais.




As caixinhas, que além de bonitas são versáteis, podem ser utilizadas como cartão com uma bela mensagem, porta-presentes e também como enfeites para a árvore de Natal. 


Podem ser encontradas penduradas na árvore digital do site www.natal.colegiomaoamiga.org.br, um método interativo que possibilita aos internautas a escolha de diversos modelos e mostram uma mensagem especial de cada criança. Cada caixinha custa R$ 30,00 e também é possível obter pelo site informações sobre o projeto e a compra.




Segundo Juliana Malheiro, diretora da Altius Brasil, a meta para esta campanha é vender duas mil caixas, arrecadando um total de R$57.000,00. 


- A pretensão é usar essa verba para aumentar as vagas do colégio, manter os recursos da clínica e ampliá-los e implementar novos programas de capacitação para jovens e adultos. Nosso diferencial está em romper o ciclo da pobreza ao invés de oferecer ajuda em curto prazo. Por isso, promovemos uma educação de qualidade aos jovens e zelamos por sua saúde e bem-estar. Eles precisam se sentir protegidos e respeitados como pessoas - explica a diretora.






Entre as ONGs beneficiadas encontra-se o Colégio Mão Amiga, que atende, hoje, a trezentas e vinte crianças da comunidade do Jardim Santa Julia, Itapecerica da Serra, em São Paulo. 


O objetivo é formar, educar e transformar a vida dos menores atendidos pelo projeto por meio de aulas dinâmicas, materiais lúdicos de primeira qualidade e infra-estrutura de escolas particulares. 


Outra instituição de peso é a Clínica HelpingHands, que oferece gratuitamente atendimento médico, psicológico e distribuição de medicamentos para as comunidades carentes da região. Hoje, este projeto oferece anualmente nove mil atendimentos diretos.

Acesse www.natal.colegiomaoamiga.org.br


1 de dezembro de 2010

Saúde e qualidade de vida

Leite vegetal é mostrado em oficina


O Grupo de Abolição ao Especismo (GAE) do Rio Grande vai realizar uma oficina que ensina a preparar leite vegetal em casa. Ele pode ser feito de oleaginosas (coco, castanhas, nozes, avelãs), leguminosas (amendoim), sementes (girassol, linhaça, painço, alpiste), grãos (milho verde cozido, arroz) e também de cereais (aveia, trigo sarraceno). 

Todos são ricos em proteínascálcioferro, alguns ricos em zincoselêniomanganês. A ideia é estimular os participantes da oficina a estudar o valor nutritivo das oleaginosas e dos cereais e se libertar da dieta de lacticínios.

A oficina será ministrada pela integrante do GAE, Márcia Chaplin, no próximo sábado, 4 de dezembroàs 14h30min, na rua General Bacelar, 105. As vagas são limitadas.

A inscrição para participar da oficina custa R$ 20 (incluso manual dos leites e degustação) e pode ser feita até quinta-feira, 2 de dezembro

Informações pelos telefones 3232.9588 ou 9126.3401.