13 de novembro de 2010

Gisele Braga em "SÓ NO BLOG":

O que você não leu nas páginas do Agora....




Desempenho
Sobre se a sensibilidade e a intuição feminina ajudam no resultado de uma competição, Gisele observa: “Na vida pessoal e profissional captamos coisas com nossas sensibilidades e intuições aguçadas que os homens sendo práticos não percebem ou deixam escapar, mas no tiro isso não ajuda, pois tudo é muito mecânico, automático e frio. Por isso, os homens, teoricamente, teriam que ser melhores, pois no tiro tudo tem que ser feito igual, como um ritual, e nós mulheres temos mudanças hormonais que alteram o nosso simples cotidiano, imagina no tiro, que não pode ser diferente de um dia para o outro, nem se dar ao luxo de ter mudanças de humor, pois isso se reflete diretamente no reflexo, alterando o momento de tudo, inclusive no de puxar o gatilho”.

Inspirações
“Apesar de existir posição correta, jeito certo e detalhes importantes, o tiro é muito pessoal e não conheço ninguém que atire do meu jeito, mas admiro um atleta em especial que é o Rodrigo Bastos do Paraná. Na minha opinião, ele é o melhor atleta do tiro esportivo que o Brasil tem hoje. É uma honra poder treinar junto com ele que está sempre disposto a me ajudar, dando dicas importantes para o meu melhoramento de cada dia. Ele acredita no meu potencial e também me incentiva muito”.

Heroínas
Mulher Interativa - No cinema ou mesmo nas artes em gerais, o público adora as heroínas ou guerreiras, verdadeiras feras da artilharia, como exemplo temos Kill Bill e sua espada ou Tomb Raider da Angelina Jolie. Na própria história temos registros de grandes guerreiras, até mesmo de grupos comandados por elas, e sabe-se que muito pouco foram valorizadas. Tudo isso nos leva a crer que ao mesmo tempo que essas mulheres são admiradas pela humanidade, elas também são muito temidas, pouco reconhecidas pela história.

Gisele - Minha opinião sobre este assunto é muito diferente do que as pessoas podem pensar quando não me conhecem, pois não curto nada de armas que não sejam estritamente esportivas. Não admiro nada, nem ninguém, que tenha o poder de destruição. Não aprovo guerreiras nem heroínas, nem mesmo em filmes, principalmente no primeiro filme citado, onde só se vê rastro de sangue e destruição.

Isso tudo foge totalmente do meio esportivo do qual faço parte, fazendo as pessoas acharem -erroneamente - que armas são apenas para matar. Entendo que muitos possam admirar ou até mesmo temer as mulheres que atiram, mas tem que saber diferenciar quem atira por esporte das que estão nas telas do cinema. É lógico que quem tem o dom do tiro pode fazer qualquer coisa com uma arma. Eu realmente tenho habilidades com todas, tanto com arma quanto com revólver, mas tenho muita paciência e disciplina para lidar com todas, o que realmente não acontece com todo mundo, causando assim incidentes as vezes letais.

As conquistas de Gisele:
- Período: Outubro de 2009 até Novembro de 2010:




2009
- Campeã Mundial de tiro ao Vôo 2009 (Buenos Aires/Argentina);
- Campeã da Copa Mercosul;
- Campeã da Copa Federativa do Uruguai;
- Campeã da Copa Federativa do Chile;
- Campeã da Copa Federativa da Argentina;
- Campeã da Copa Presidente da Argentina;
- Vice-Campeã brasileira de fossa olímpica.

2010
- Campeã Paranaense de tiro ao vôo (Curitiba/PR);
- Campeã dos II Jogos Masters Brasileiros (Brasília/DF);
- Campeã do torneio integração Pelotas (trap americano);
- Campeã do torneio interno RG (trap americano);
- 1º lugar no Ranking gaúcho de Fossa Olímpica 2010 (FGCT);
- 1º lugar no Ranking da Copa Brasil de Fossa Olímpica 2010(CBTE);
- 4º lugar no Campeonato Mundial de tiro ao vôo (Elche/Espanha);
- Vice-Campeã da Copa Presidente da Espanha (Elche/Espanha);
- Campeã do VI Campeonato do Exército Brasileiro de tiro esportivo (Fossa Olímpica/Brasília);
- Medalha de bronze na Copa de Escopetas das Américas(Lima/Peru);
- Campeã do GP Nelson Boldoan de tiro ao vôo (Belo Horizonte/MG);
- Campeã Brasileira de tiro ao vôo 2010 (Belo Horizonte/MG);
- Vice-Campeã sul americana de tiro ao vôo (São Paulo/SP);
- Campeã de todas as etapas do Campeonato Gaúcho de fossa olímpica até a presente data;
- Campeã da 8ª etapa de Sporting 2010 (Rio Grande/RS);
- Medalha de Prata na Copa Continental das Américas de Escopetas (Buenos Aires/Argentina);
- Campeã Mundial de Tiro ao Vôo 2010 (Buenos Aires/Argentina);
- Campeã da Copa Mercosul;
- Campeã da Copa Federativa do Uruguai;
- Campeã da Copa Federativa da Venezuela;
- Campeã da Copa Federativa da Argentina;
- Campeã da Copa Federativa do Brasil.


Na mira de Gisele Braga


"O impossível não existe quando eu desejo intensamente alguma coisa. Só o que existem são obstáculos assustadores, mas, só se tiro os olhos do alvo que foquei inicialmente. Assim me supero a cada dia no esporte, na minha vida pessoal e profissional". 

Deste jeito, Gisele Saraiva Braga, define sua atual perspectiva. De volta desde outubro do ano passado a um dos esportes que mais testam o controle de suas emoções, aos 39 anos, a rio-grandina se tornou em junho último uma das integrantes da equipe permanente da Seleção Brasileira de Tiro Esportivo, com chances de sobra para nos representar nas Olimpíadas de 2012, em Londres (Inglaterra).

Em agosto, Gisele sagrou-se campeã da Copa Federativa do Brasil. Mais recentemente, no final de setembro, a rio-grandina ficou com a segunda colocação na Copa Continental das Américas de Tiro Olímpico. Só para mostrar um pouco da força desta atleta, em 2010, a rio-grandina conquistou mais de 20 títulos em sua ainda curta carreira. [Veja os atuais títulos de Gisele em nosso Blog].

Na próxima terça-feira, 16, até o dia 26 de novembro, a atleta participa do Campeonato das Américas de Tiro (CAT), no Rio de Janeiro (RJ), onde será disputada duas vagas olímpicas, uma na categoria feminina e outra na masculina, para as Olimpíadas de 2012, em Londres. Apenas seis brasileiros – três mulheres e três homens – representam a modalidade de Fossa Olímpica e foram convocados para atirar dentro do CAT. Caso a vitória não ocorra nesta vez, Gisele não tem com que se preocupar. No próximo ano terá novas chances de chegar até as Olimpíadas.



Atuando como corretora de imóveis, Gisele trabalha na imobiliária que leva o nome do marido, Orlando Braga Imóveis, com quem é casada há 20 anos. Com esta mesma idade, Gisele também é mãe do jovem Eduardo. Além do tiro, entre as suas atividades de lazer cita: “Adoro pescar, viajar, conhecer pessoas e lugares”. Em viagem desde a última quarta-feira, 10, para se preparar para o CAT, a atleta de tiro esportivo nos concedeu esta entrevista via e-mail e nos conta sobre suas conquistas, expectativas, anseios e os passos de sua trajetória no esporte.

O começo e um retorno
 “Comecei a atirar aqui em Rio Grande, depois de casada e por incentivo do meu marido que também atira. Foi por brincadeira, na modalidade trap americano no ano de 1995 e em 1996 já tinha conquistado vários títulos regionais, gaúchos e nacionais, mas por um problema pessoal desisti do tiro no ano seguinte. Passaram-se vários anos e só em outubro de 2009, quando fui acompanhar meu marido em um campeonato no Uruguai, que resolvi atirar novamente. E com isso ganhei a Copa Federativa do Uruguai e, claro, empolgada, decidi retornar de vez”.  

Fossa Olímpica
Com o retorno ao esporte, Gisele optou por treinar na modalidade Fossa Olímpica. Conforme a papareia, é nesta modalidade que o Brasil possui atletas que representam o país em mundiais, panamericanos e olimpíadas. “Não só aprendi muito, como consegui resultados maravilhosos, além das conquistas, até que veio a convocação para integrar a equipe permanente da Seleção Brasileira de Tiro Esportivo”. A data a atleta não esquece: “No dia 26 de junho de 2010”.



São diversas as modalidades de tiro esportivo, porém, apenas três olímpicas. A especialidade de Gisele é a Fossa Olímpica e Tiro ao Vôo. Nesta última, a atleta é a atual Campeã Brasileira, Bicampeã do Mercosul e Bicampeã Mundial. Gisele revela ainda que os treinamentos oficiais são realizados no Rio de Janeiro junto ao técnico da seleção, mas que agora também já pode treinar em Rio Grande. “Isto porque ficou pronta a nossa pedana de Fossa Olímpica, que nos foi presenteada pelo Presidente da Federação Gaúcha, Carlos Scherener”, conta. Com isso, a atleta papareia desenvolve seus treinamentos duas vezes por semana.

Preparação
“A preparação é simples, mas de suma importância para obter um bom resultado nas provas. Procuro dormir bem, no mínimo 8 horas e tenho uma alimentação leve no dia que antecede a prova, pois geralmente são três dias de concentração total, um de treino oficial e outros dois de provas. Procuro ficar o mais relaxada possível para obter o máximo de concentração que este esporte requer, pois é muito fácil se esgotar mentalmente e fisicamente”, relata a atleta, que para reforçar sua concentração procura pensar que sempre é capaz de um novo desafio. “E assim venho me superando a cada competição que participo, sem pensar nas adversárias, pois no momento do tiro só existe um adversário capaz de tirar um atleta da prova: o prato, então, é só nele que me foco, um por vez”.

Perfil
“Não existe um perfil específico, pois conheço pessoas calmas e outras bem agitadas e ambas atiram bem. É o poder da concentração de cada um que vai ser determinante nesta hora. Tem que ter o máximo de concentração, disciplina, visão perfeita e um reflexo muitíssimo rápido, apurado, pois o prato de 11 centímetros de diâmetro é lançado numa velocidade de 100km/h de uma entre as quinze máquinas existentes na Fossa Olímpica e que o atleta não sabe de qual vai sair”.

Questionada sobre o que a difere de suas colegas de dentro da seleção ou mesmo das demais competidoras, Gisele explana: “Existe muita cobrança, precisamos melhorar a cada dia, a cada treino, a cada prova, aí vem a cobrança pessoal também; o que pode ser muito prejudicial, porque quanto mais ansiedade pior ficam os resultados. O que realmente difere um simples atleta do tiro para um campeão do tiro é o lado emocional, tem que se chegar para uma competição sem pensar em nada, sem problemas, focada somente no prato, que vai sair um por um, afinal são 125 pratos que temos que quebrar em 2 dias de competição e um simples prato faz toda a diferença”.

Longe de palpites
“O que deve ser evitado no momento das provas é ouvir palpites, pois tem muitas pessoas que querem ajudar e acabam atrapalhando e tem aquelas que realmente querem atrapalhar, pois estamos falando de um esporte olímpico onde envolve uma vaga, então tem de tudo. O que pode colocar tudo a perder também é o próprio atleta, quando começa a atirar pensando em resultado. Isso é quase a derrota sem ter começado a competição, pois o atleta sai do foco que é quebrar prato, um por vez, para pensar no resultado que ele gostaria de obter”.

Homens
Mulher Interativa: - Como os homens se sentem quando estão diante de uma boa atiradora? Eles se sentem intimidados com o ego ferido? Em algum momento isso representou alguma dificuldade ao teu lado mais feminino?!

Gisele – [risos...] Essa pergunta é muito curiosa e pertinente, pois aconteceu comigo e ainda acontece às vezes. Quando estava começando, tive o apoio de todos e muito incentivo para continuar nesse mundo do tiro, sempre muito pouco divulgado no meio feminino. Mas, depois que comecei a me destacar em provas fazendo resultados parecidos e, por vezes, até melhores veio a inevitável indiferença. Não me tratam mal, mas eu sinto que alguns, não todos, é claro, ficam com seu ego ferido, poxa afinal na cabeça deles um esporte tão masculino, com uma arma calibre 12, com cartuchos de 24 gramas e às vezes 36 gramas, perder para uma mulher... É quase inaceitável para alguns, mas tiro de letra e levo na brincadeira.

Atiradoras
“Observo a vagarosidade do crescimento como em qualquer outro esporte que tenha sido rotulado como masculino, como o futebol feminino, por exemplo, que ainda engatinha perante o vôlei ou o basquete feminino. A situação no tiro é pior ainda. Creio que não existam outras atiradoras rio-grandinas no tiro ao prato e no Estado são muito poucas também. Não conheço muitas brasileiras que estão dispostas a ir para um clube de tiro, colocar um colete, um óculos enorme, fone de ouvidos, boné, montar uma arma calibre 12 e encher os bolsos de cartuchos para atirar em pratos. Porém, fora do Brasil, é muito comum. Quando fui atirar na Europa em maio deste ano, espantei-me com o número de mulheres atirando”.

Olimpíadas de 2012
“O nosso maior inimigo é a ansiedade e a cobrança. Conversei muito com meu técnico sobre isso, pois completei um ano de tiro, e, segundo ele, um atleta para se tornar profissional e pronto na Fossa Olímpica precisa de três anos. Porém, um atleta para ter êxito nunca pode ter pensamentos negativos e também não pode tirar os pés do chão. Sei que vai ser muito difícil, pois não tenho longa experiência e estou engatinhado perto de outras adversárias que tem 10/15 anos de tiro. Mas, foi por pensar que eu era capaz, que venci duas vezes o Campeonato Mundial, sem medo de não ter experiência. Vai ser um grande desafio, mas não coloco como o maior, pois procuro fazer de cada campeonato o mais importante e assim me supero a cada dia”.

Futuro
“Continuar treinando muito, pois temos o panamericano de 2011 em Guadalajara no México, e se eu não conseguir a vaga agora tenho mais quatro chances ano que vem, por isso vou treinar muito. Estou determinada, pois não quero só a vaga para ir: quero ir e ganhar! Este ano de 2010, com minhas vitórias, vou carimbar meu passaporte para Las Vegas (EUA), Pevidém (Portugal), Guadalajara (México) e Lonato (Itália). Essas são apenas algumas das viagens que já estão no meu calendário para 2011”.



11 de novembro de 2010

A magia de adoçar a vida


Texto: André Zenobini
Fotos: Deyver Dias

Pode ser o melhor dos protetores e o mais cruel dos carrascos. No dicionário é descrito como algo temperado com açúcar, mel ou qualquer ingrediente sacarino. O doce é um dos principais companheiros da vida, que pode ajudar ou atrapalhar o nosso corpo. Saber dosar o consumo é muito importante, porque mesmo um bom amigo às vezes pode se tornar um dos nossos piores inimigos.


Quem nunca assistiu a um filme ao lado da panela de brigadeiro? Ou afogou as mágoas do término do namoro em um pote de sorvete? Caminhar na rua e ver aquele quindim ‘te olhando’ de volta é uma tentação que poucos são capazes de resistir. A vida, às vezes, nos coloca em caminhos complicados onde o chocolate se torna um bom consolo. Mas não é somente nos momentos ruins, as comemorações pedem que um bolo ou uma torta sejam servidos para celebrar o amor e a felicidade.




O chocolate


O chocolate está presente na vida de todos nós. Gostando ou não, ele circula em quase todos os momentos, seja no supermercado, na escola ou nos momentos de lazer. Mas como ele surgiu e passou a ser utilizado? Os primeiros registros do uso do cacau, fruto do cacaueiro, são do ano de 1.500 a.C com a civilização Olmeca que habitava a região do México.

Após esse período, o cacau volta à história com o povo Maia, que considerava o fruto como alimento dos Deuses. Transformada em bebida os sacerdotes o ingeriam em rituais religiosos. Após o descobrimento da América pelos europeus, o fruto foi levado para o velho continente onde agregaram a bebida, açúcar e outros ingredientes. Foram os suíços que tiveram a idéia de misturar o cacau ao leite, o que deu origem ao chocolate como o conhecemos. O Brasil hoje é um dos maiores produtores de cacau do mundo e o maior da América Latina.




O doce da vida


A nutricionista Mirian Valério (foto acima) conta que “algumas pessoas buscam no doce, principalmente no chocolate, um conforto psicológico, e que todo o excesso faz mal”. Hoje, temos vários os tipos de chocolates, eles podem ser amargos, ao leite, meio-amargos, brancos, enfim... E todos eles causam a mesma sensação de bem estar; o chocolate nos proporciona essa sensação, pois mexe com algumas substâncias no nosso corpo causando esse conforto”, explica Valério.

É por isso, que mesmo sendo um delicioso alimento que torna o dia mais saboroso, saber escolher e dosar as quantidades é essencial para a saúde do nosso corpo. “Entre os diversos tipos de chocolate, devemos ter alguns cuidados de sempre escolher aqueles que tiverem entre 50 e 70 por cento de cacau, pois eles possuirão mais substâncias antioxidantes que ajudam as células do nosso corpo. O chocolate amargo é o melhor a se escolher já que o ao leite é bem mais gorduroso”, afirma a nutricionista.

Mas, e quem resiste aquele bombom ou o sorvete nos dias quentes? Na preferência dos nossos entrevistados, o bombom de morango é quase unânime. “O chocolate tem cafeína; é por isso que alguns aconselham a comê-lo antes de praticar algum exercício físico, mas possui o mesmo efeito que uma xícara de café, que já é suficiente. Portanto, é necessário manter o equilíbrio e evitar os excessos”, diz. A nutricionista Mirian Valério ainda complementa que “o ideal seria ingerir apenas 15 gramas de chocolate por dia”, conclui.




Ana Vasconcellos: os docinhos do Banrisul

Trabalho saboroso


Achamos difícil no dia a dia olhar e não resistir às maravilhas dos doces, mais difícil ainda deve ser trabalhar com e eles diariamente. “É muito bom trabalhar com os doces todos os dias, dá vontade de comer, embora estar no meio deles acabe às vezes fazendo a gente enjoar, mas, uma vez por semana ao menos tenho que comer um”, afirma a funcionária Ana Vasconcellos do Stand Doce Tentação, ou como são conhecidos na cidade “os docinhos do Banrisul”.




Para quem produz, a felicidade é ver a alegria dos clientes. “É tão bom saber que a gente trabalha para momentos especiais, ver que as pessoas quando olham o que vão levar, ficam alegres; é possível sentir a emoção da pessoa... Isso não tem preço”, afirma Aline Novo, uma das proprietárias da Tortas e Cia. Esses momentos especiais são motivados pois as pessoas confraternizam a felicidade e, assim, utilizam do chocolate uma forma de homenagear e comemorar.



A proprietária, em Rio Grande, da Cacau Show, Litz Mary Corrêa, concorda: “As vendas de final de ano aumentam muito, pois as pessoas passam a confraternizar com as diversas festividades dessa época do ano. Também tem os eventos como amigo secreto nos quaisas pessoas gostam de presentear e ganhar chocolates. E, para quem dá o presente não é caro”, afirma ela.


Apesar do calor do verão que se aproxima e dos cuidados que as pessoas passam a ter com o corpo no final do ano, as vendas de doces, tortas e bombons não diminuem. “Mesmo com o verão, as vendas aumentam bastante, principalmente com as festividades do mês de dezembro”, afirma Olga Novo, sócia da Tortas e Cia. De acordo com Litz Mary, em um mês normal chegam a ser vendidas cerca de três mil trufas.


Sobre os principais compradores, a resposta é única entre os vendedores: as mulheres são as que mais compram. “As mulheres são as campeãs”, diz Aline Novo que é apoiada por Litz Mary da Cacau Show. “Elas são as maiores compradoras, muito pelo desejo de saborear o chocolate; entram na loja e compram vários ou chegam para degustar sempre a mesma trufa, todos os dias. Os homens são mais rápidos e determinados, vem, escolhem o que querem, não olham muito”, afirma ela.

10 de novembro de 2010

Cirurgia Plástica emagrece?

Há procedimentos que remove gordura localizada e até modela o corpo, mas não tem como emagrecer sem dieta e exercícios físicos




A procura por uma solução milagrosa que emagreça é incansável para algumas pessoas. Surgem modas de chás, farinhas, dietas com nomes estranhos e alguns optam até por medicamento, lamentavelmente nem sempre indicados por especialistas.


Há também quem pense que a cirurgia plástica é milagrosa e pode emagrecer. A solução mais procurada é a lipoaspiração, porém esse procedimento médico cirúrgico realizado em hospitais ou clínicas especializadas por um cirurgião plástico é indicado apenas para as pessoas que queiram remover gordura localizada e até modelar o corpo. 






- A cirurgia é realizada através de uma cânula introduzida no local desejado e trabalha semelhantemente a um aspirador de pó, só que em vez de pó, aspira gordura -, detalha o diretor do Centro Nacional – Cirurgia Plástica, Arnaldo Korn.


Muitos não sabem, mas o procedimento está contra-indicado às pessoas que tenham como único objetivo o emagrecimento, pois remove apenas gordura localizada, e não gordura generalizada. A remoção de gordura não pode exceder em média 7% do peso total por comprometer demais a saúde. 


- Há pessoas que colocam todas as suas expectativas de emagrecer na lipoaspiração, com a ilusão de se livrar para sempre da dieta e da atividade física. Porém, após a recuperação da cirurgia o paciente deve procurar uma nutricionista e se matricular em uma academia para atingir os benefícios estéticos que almeja -, orienta Korn.






Toda é qualquer cirurgia plástica deve ser feita com a avaliação e a indicação corretas de um cirurgião plástico. 


- É necessário estar muito bem atento aos prós e contras do procedimento e, o mais importante, aos deveres e obrigações após o procedimento, como por exemplo, curativos, medicações, uso de acessórios, dieta, atividade física, cuidados necessários, tempo de recuperação e conservação do resultado -, destaca o diretor do Centro Nacional – Cirurgia Plástica.






A lipoaspiração não é um tratamento para obesidade. Ela apenas retira gordura de qualquer local ou região onde haja excesso como, por exemplo, o abdome, flancos, braços, pernas e papada, entre outros.  O máximo que o procedimento proporciona é um corpo de formato mais harmonioso.  


Pode muito bem ser um incentivo para quem quer se animar e seguir uma dieta equilibrada para emagrecimento posterior. Para facilitar o pagamento, muitos cirurgiões plásticos trabalham com empresas que prestam serviço de assessoria administrativa e financeira que parcelam o valor, como o Centro Nacional de Cirurgia Plástica.


Confira mais informações no www.plasticaparcelada.com.br

Saúde:

Casos de conjuntivites contagiosas 
começam a aparecer




O período mais quente do ano aproxima-se e leva as pessoas aos clubes, praias e ambientes compartilhados. Este hábito cria as situações propícias ao contágio. Os consultórios oftalmológicos, por exemplo, já registram um aumento nos casos de conjuntivites virais e bacterianas.


"Conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva (a camada mais externa do olho), que pode ser causada por alergias, infecções virais ou bacterianas", explica o oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Victor Saques Neto. As mudanças de estação afetam os olhos de forma diferenciada. 


- Durante a primavera, por exemplo, quando temos um tempo mais seco, com baixa um idade do ar, são mais frequentes os registros das conjuntivites chamadas primaveris, causadas por reações alérgicas aos resíduos que flutuam pela atmosfera, como poeiras e polens. No verão, as pessoas compartilham piscinas, praias, academias e outros ambientes públicos, o que aumenta potencialmente o risco de manifestação das conjuntivites contagiosas -, alerta o oftalmologista.


Saques lembra que, no inverno, as pessoas costumam permanecer mais tempo dentro de casa, sem muita ventilação, propiciando um ambiente que favorece o compartilhamento de vírus e bactérias. Então, aparecem as conjuntivites bacterianas e virais, contagiosas. 








Alergias 
O médico do HOB conta que as conjuntivites mais comuns são as alérgicas, não contagiosas, que normalmente atingem entre 12% e 13% da população. O age nte causador pode estar em cosméticos, no depósito de proteínas na lente de contato e nos medicamentos, na poeira e no pólen. Esse tipo de conjuntivite geralmente afeta os dois olhos simultaneamente e provoca coceira, lacrimejamento, vermelhidão e pálpebras inchadas.


Vírus e bactérias 
Diferentemente das conjuntivites alérgicas, as virais e bacterianas são contagiosas e variam de acordo com o agente causador: vírus ou bactéria. 


Os sintomas também são diferentes. Enquanto na conjuntivite bacteriana há inchaço palpebral, febre, secreção amarela e abundante; na viral ocorre vermelhidão, lacrimejamento, secreção branca mais espessa e também inchaço das pálpebras.  


- Alguns pacientes reclamam de ardência, sensação de areia ou de corpo estranho, irritação, fotofobia e embaçamento visual -, explica Victor.


Tratamento 
O tratamento para a conjuntivite varia conforme o tipo e o agente causador.. "No caso das conjuntivites alérgicas, receita-se colírios antialérgicos e lubrificantes. Já quando se trata de conjuntivites virais ou bacterianas, o primeiro e mais importante passo é fazer o diagnóstico etiológico (identificar o agente causador). 


Em seguida, no caso de agentes virais, é indicado o uso de colírios lubrificantes, compressas geladas e anti-inflamatórios. No entanto, quando o agente é uma bactéria, o tratamento é feito à base de antibióticos ", esclarece o especialista.


Cuidados 
Saques Neto ressalta ainda a importância do paciente afastar-se do trabalho e/ou da escola durante o tratamento das conjuntivites infecciosas (virais e bacterianas) para evitar o contágio. No caso das conjuntivites alérgicas, é im p ortante que o paciente livre-se do agente causador da irritação, mas não há necessidade afastamento das atividades diárias.


O especialista do HOB alerta, ainda, que um dos fatores que mais atrapalha o tratamento da conjuntivite é a automedicação. "Há pacientes com o costume de automedicarem-se baseados na experiência de parentes ou amigos. 


Esse fato impede o sucesso do tratamento. Às vezes, este paciente está com uma infecção viral e se trata com antibiótico, ou apresenta um quadro alérgico e usa um colírio anti-inflamatório". O médico reforça que é imprescindível o paciente buscar ajuda especializada ao menor sinal da doença.


Mais informações
- ATF Comunicação Empresarial
- Contatos: 
- Teresa Cristina Machado
- José Jance Marques
- Tel.: ( 61) 3225 1452