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25 de janeiro de 2010

Implantes Dentários e a Cirurgia Sem Cortes


A evolução ocorrida nas mais diversas áreas medico-odontologicas resultou em resoluções mais avançadas para alguns tratamentos com menor invasibilidade e maior previsibilidade, possibilitando a execução de procedimentos que até pouco tempo atrás pareceriam impossíveis.

Por Tiago Zambenedetti
- Cirurgião-dentista, especialista em Implantes Dentários e Próteses sobre Implante
- E-mail: tiagozambe@hotmail.com

Dentro dessa evolução, podemos citar duas áreas de destaque: a Implantodontia, que por si só, responde pelo maior avanço da odontologia dos últimos tempos e, a Radiologia, que através do aperfeiçoamento de técnicas de obtenção de imagens permite diagnósticos cada vez mais precisos, facilitando a execução de tratamentos e seu prognóstico.

O entrelaçamento dessas duas áreas permitiu o desenvolvimento de uma técnica cirúrgica através da qual, os implantes são guiados aos locais desejados para sua instalação com a utilização de guias cirúrgicos específicos. Para isto, o paciente realiza uma tomografia computadorizada do tipo cone beam, de uso odontológico, com um guia radiográfico (semelhante à prótese que se deseja instalar) previamente confeccionado pelo cirurgião-dentista.

Os dados levantados pela tomografia são transformados em imagens tridimensionais, permitindo que o Implantodontista execute uma “cirurgia virtual” onde serão escolhidos os melhores locais para instalação dos implantes, considerando distribuição de força, função e estética para otimizar o tipo de prótese desejado.

Sem cortes
Esta “cirurgia virtual” é então salva em um arquivo que será enviado via e-mail para uma empresa especializada em Prototipagem Biomédica (impressão em tamanho e formas reais das imagens tridimensionais obtidas através da tomografia) que confeccionará um guia cirúrgico que será utilizado durante a cirurgia para guiar a instalação dos implantes planejados, levando-os exatamente aos locais desejados, sem a necessidade de incisões nas gengivas ou sequer suturas.

Por esse motivo, esta técnica é chamada por muitos de CIRURGIA SEM CORTE, o que aumenta a segurança, diminui o tempo de cirurgia e a injuria, possibilitando um pós-operatório mais confortável e previsível. Além disso, permite otimizar a quantidade óssea, muitas vezes escassa, reduzindo a necessidade de enxertos ósseos.

É uma técnica que pode ser utilizada na ausência de um, mais de um ou até de todos os dentes, sendo geralmente associada a técnicas de carga imediata das próteses, onde o paciente é operado e sai do procedimento com próteses sobre os implantes recém instalados.

Avaliação
Para saber se você esta apto ao desenvolvimento desta técnica de reabilitação oral, é necessária uma avaliação criteriosa por um Cirurgião-Dentista Especialista na área e devidamente habilitado para o desenvolvimento da técnica, sendo possível prever um prognostico para cada caso, com raras contra-indicações.

5 de dezembro de 2009

CAPA:

Implantes dentais: para melhor qualidade de vida


Por Tiago Zambenedetti
- Cirurgião-dentista, especialista em Implantes Dentários e Próteses sobre Implante
- E-mail: tiagozambe@hotmail.com

São poucas as contraindicações para este tipo de tratamento, que deverão se levantadas durante o contato inicial entre o profissional e o paciente ou através de exames radiográficos e laboratoriais realizados para o planejamento do caso. Como exemplos, podemos citar Diabetes Melitus não-controlado; pacientes que estejam sendo submetidos à quimioterapia ou radioterapia; pacientes psiquiátricos e dependentes químicos. Portanto, muitas vezes, contraindicações temporárias.

A osteoporose não é uma contraindicação para este tipo de tratamento, mas deve ser informada ao profissional.

Não deixe de mencionar também todo e qualquer tipo de tratamento médico que esteja sendo realizado e os medicamentos que por acaso estejam sendo utilizados.

O tabagismo não impede a instalação dos implantes, mas para o bem da saúde é importante deixar de fumar ou diminuir de forma gradual o número de cigarros.

Quanto à dor:

O tratamento não é doloroso. É executado sob efeito de anestésicos locais, com a opção da utilização de sedação consciente ou inalatória.

O pós-operatório também é tranquilo, auxiliado pela correta utilização de medicamentos prescritos de acordo com cada caso, assim como pela obediência às orientações de cuidados de pós-operatórios, que deverão ser passadas pelo profissional habilitado para o desenvolvimento da técnica.

Enxertos ósseos:

Uma condição necessária para possibilitar a instalação de implantes osseointegráveis é a existência de uma estrutura óssea suficiente para suportar a espessura e o comprimento mínimo dos implantes.

Na ausência dos dentes, o nosso organismo, através de mecanismos fisiológicos, efetua uma reabsorção contínua e gradual, com maior intensidade em alguns locais, variando de uma pessoa para outra.

As infecções dentárias, assim como acidentes que gerem traumatismos orais, também podem ser responsáveis por essa diminuição da massa óssea. Essa deficiência pode ser detectada através de minucioso exame clínico e com auxílio de exames de imagem adequados.

Nesses casos, para reabilitação com implantes, o paciente deverá ser submetido a um procedimento prévio de enxertia óssea, que consiste basicamente na retirada de material ósseo de um local com abundância (área doadora) para instalação no local de deficiência (área receptora).

O mais preconizado para isto é a utilização de áreas doadoras do próprio paciente, existindo também a possibilidade de utilização de osso de banco de doação de órgãos, que permite, com muita segurança, a execução de um procedimento cirúrgico menos invasivo.

A evolução na área dos biomateriais também possibilitou o surgimento de materiais aloplásticos (artificiais) que permitem a regeneração óssea.

Após um período cicatricial variável de acordo com o material utilizado para enxertia, novos exames deverão ser efetuados para verificação da quantidade óssea regenerada e escolha dos implantes e próteses adequados para cada caso.


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