6 de novembro de 2010

Laços personalizam presentes de Natal




Reavaliar o ano que passou e firmar os laços sinceros de amor com aqueles que tornam a vida mais significativa é a aposta do Boticário para celebrar o Natal. A proposta dos estojos criados para a ocasião é mostrar, por meio de uma fita com um marcador, palavras como alegria, amor, amizade, carinho e paz e demarcar o sentimento que melhor simboliza o momento e a relação com a pessoa presenteada. Os estojos de Natal, com produtos consagrados da marca, estarão nas 2.840 lojas do Boticário a partir de 1º de novembro para quem quiser antecipar as compras e evitar a correria de final de ano. Como carro-chefe da nova coleção, o casal de estojos Coffee Woman e Coffee Man dão o tom de beleza do Natal. A opção feminina traz colônia, loção perfumada e sabonete, além de um jogo de duas xícaras de café com pires. O design elegante e inovador proporciona um toque ainda mais intimista à mesa. Na versão masculina, colônia, balm após barba e sabonete perfumado acompanham uma prática frasqueira térmica.


O estojo Portinari, feito para homens modernos e elegantes, conta com três itens e mais uma bolsa carteiro. O estojo Floratta in Gold, contendo colônia, sabonete, óleo perfumado e uma charmosa carteira Gold com fechamento de imã, também está entre as dicas interessantes para presentear.
E os lançamentos não param por aí. A proposta do Boticário é disponibilizar ainda mais opções de presentes que contemplem todas as idades e bolsos, além de acessórios exclusivos como bonecos perfumados para árvore de Natal, álbuns para fotos, esponjas de banho e muitos outros. Assim, quem deixar para fazer as compras mais para frente vai encontrar, a partir de 29 de novembro, novas opções de estojos: Zaad, Accordes, Myriad, Barolo, entre alternativas, completando o mix de presentes de Natal.

Para afugentar fantasmas

Festa comemorativa celebrada todo ano no dia 31 de outubro, véspera do Dia de Todos os Santos, o Halloween é realizado em grande parte dos países ocidentais, sendo, porém, mais representativa nos Estados Unidos, para onde foi levada pelos imigrantes irlandeses em meados do século XIX.


 

Por: André Zenobini

Fotos e arte: Deyver Dias





Dia das Bruxas
A história do Dia das Bruxas data mais de 2500 anos, e surgiu entre o povo celta, crente de que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saíam das tumbas para se apossarem dos corpos dos vivos. Para afugentar estes fantasmas, os celtas colocavam objetos assustadores nas casas como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.
Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Aqueles que a comemoravam eram duramente perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição.
Com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de novembro).

Símbolos e Tradições








Esta festa, por estar relacionada em sua origem à morte, resgata elementos e figuras assustadoras. São símbolos comuns: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankestein.


As crianças também participam e, com a ajuda dos pais, usam fantasias assustadoras e saem na vizinha batendo de porta em porta, dizendo a frase: “doçura ou travessura”. Felizes, terminam a noite do 31 de outubro com sacos cheios de guloseimas, balas, chocolates e doces.

Halloween no Brasil



No Brasil a comemoração desta data é recente. Chegou através da influência da cultura americana, principalmente, através da televisão. Os cursos de língua inglesa também colaboram para a propagação da festa em território nacional, pois valorizam e comemoram a data com seus alunos, numa forma de vivenciar com os eles a cultura norte-americana.

Muitos brasileiros defendem que a data não tem nada a ver com a nossa cultura e, portanto, deveria ser deixada de lado. Argumentam que o Brasil tem um rico folclore que deveria ser mais valorizado.

Para essas vozes contra, em 2005 foi criado pelo governo o Dia do Saci, também comemorado em 31 de outubro.


A festa pelo mundo




Embora o Halloween seja mais difundido em países de língua anglo-saxônica, os países de língua hispânica, apesar de não a celebrarem, comemoram o Dia dos Mortos. No Oriente Médio, por exemplo, esse período é marcado pela tradição e crença popular.



Na Espanha, assim como no Brasil, é comemorado o Dia de Todos os Santos e a data destinada ao evento é o dia 2 de novembro no qual as pessoas tributam os mortos levando flores aos túmulos.



Na Irlanda, considerada o “berço” da tradição do Halloween, os adultos comemoram o dia construindo fogueiras, e as crianças andam pelas ruas exclamando o famoso “trinks or treats”, que traduzido significa “doces ou travessuras”.



No México, o dia 1º de novembro é comemorado como o Dia dos Anjinhos, chamado também de Dia dos Inocentes, no qual se celebram as memórias das crianças falecidas antes de serem batizadas. O Dia dos Mortos (El dia de los Muertos) é celebrado no dia 2 de novembro, e é bastante difundido no país. Nele, as pessoas levam aos túmulos tudo aquilo que o morto mais gostava; no dia que antecede o evento, parentes e amigos se reúnem para comer e beber e ficam à espera dos mortos na madrugada. Nesse período é comum a produção e distribuição de caveiras doces (de chocolate, marzipan e açúcar).



Na Tailândia é realizada anualmente a festa Phi Ta Khon. O dia é celebrado com música e desfiles e a imagem de Buda. Segundo os tailandeses, os vietnamitas fantasmas e espíritos circulam entre os homens.


Em Rio Grande




Já é tradição entre seus alunos e amigos. Celebrando o Halloween há 16 anos, a Escola de Idiomas British House sabe muito bem que a verdadeira razão de ser do Halloween é muito mais do que simplesmente uma brincadeira de doces ou travessuras.



É a oportunidade de fazer com que se ouçam boas historias, expressando idéias e se divertindo usando a língua inglesa. Afinal de contas, ninguém resiste a uma boa história e a um bom susto. A escola realizou sua festa na Boate Doha, no último dia 28.



Intuição. Você acredita?


Queimadas nas fogueiras da Inquisição, as mulheres acusadas de bruxas na verdade, davam vazão à forte intuição feminina. Embora a caça às bruxas não tenha sido perpetrada pela Inquisição, e sim, por Estados e tribunais civis independentes, elas foram implacavelmente caçadas durante a inquisição na Idade Média.

Um dos métodos usados pelos inquisidores para identificar uma bruxa nos julgamentos do Santo Ofício consistia na comparação do peso da ré com o peso de uma Bíblia gigante. Aquelas que fossem mais leves eram consideradas bruxas, pois se dizia que as bruxas adquiriam uma leveza sobrenatural.


Sônia Vaghetti – Nem sempre acredito na minha intuição, eu tenho que ter certeza, acredito quando aquilo vem muito forte e a gente sente.  Se eu tivesse poderes mágicos, com certeza, faria paz no mundo, porque temos muitas guerras. Também daria saúde e paz pra todo mundo e que meus filhos passassem na prova do CTI (Atual IFRS Campus Rio Grande).


Jodelina Godinho – “Às vezes acredito, sim; quando é algo bom que vem eu sinto isso. E se eu pudesse realizar um desejo, ganharia na megasena pra ajudar a toda a minha família”



Claudete Oliveira – “Sigo sempre a minha intuição, eu não sou de pensar muito, sou intuitiva, quando eu acho que tem que ser, eu vou lá e faço. Não sou supersticiosa, acredito muito em mim, então, se eu tiver que fazer, irei realizar. Sou muito realista, mas não penso muito, e não me arrependo das coisas que fiz.”



Greice Machado de Oliveira  – “Sigo sempre a minha intuição, porque acho que cada um tem um pouquinho de sexto sentido. Em cada um se manifesta de um jeito. Em mim, sinto essas intuições através dos sonhos. Se eu pudesse, acabaria com a violência e a fome das pessoas com certeza”.

Fontes:


http://www.suapesquisa.com/datascomemorativas/halloween.htm
http://www.brasilescola.com/halloween/a-tradicao-halloween.htm

Arco-íris



Desceu os dois degraus na porta do edifício e olhou para o céu. “Daqui a pouco começará a chover!”, pensou.
Ganhou a rua e apressou o passo, numa tentativa de chegar a garagem antes da chuva. Na verdade, quase corria.
Numa virada brusca para virar a esquina, bateu violentamente em alguém e caiu. Ou alguém bateu nela. Não sabe definir.
E foi, então, que o tempo parou no azul infinito de um par de olhos surpresos.
- Desculpe-me, por favor, falou a pessoa, consternada.
Ela não respondeu. E nem poderia, embora quisesse balbuciar algumas palavras.
O homem, aparentando 50 anos anos, preoocupou-se ainda mais.
- Você está machucada? Você se machucou?
De novo nada de lhe sair um fio sequer de voz. “Devo estar parecendo uma idiota”, analisou.
E já que a voz não lhe saía, resolveu usar a linguagem dos sinais, indicando que estava tudo bem. Fora só um susto.
Começou a se erguer com a ajuda dele. Juntou a bolsa e os livros que carregava. O joelho esquerdo tinha uma dor ardida. Não tanto quanto o ombro, que era uma dor mais contundente.
Porém, não comentou nada com o homem. Estava mais estarrecida pela sensação de já conhecê-lo profundamente, do que pelo tombo que levara. Aparentemente, o mesmo acontecia com ele. Embora ele conseguisse muito bem articular as palavras. Se bem que, por alguns segundos, apenas alguns, ele ficou parado fitando-a, como que buscando resgatá-la imediatamente de algum lugar em sua memória.
Agora a chuva já começara. Despediu-se apressadamente. Ele ainda lhe estendeu um cartão que, na pressa escorregou de sua mão e caiu no bueiro. Atravessou a rua e já estava quase entrando na garagem quando escutou um estrondo, seguido ranger de pneus. Apenas um segundo, e começaram os gritos.
Virou-se e viu o homem com o qual encontrara há poucos segundos, estirado no asfalto, a poucos metros da porta da garagem. Dava a impressão de que ele a havia seguido. As pessoas já se juntavam em sua volta do acidentado.
Como num sonho, lentamente, ela começou a se dirigir até o local apesar de sempre ter odiado ver sangue e carnes expostas (de gente ou de animais.
Empurrou as pessoas e conseguiu chegar até ele estava. Havia muito sangue, mas ela não saberia definir de onde provinha. Porém, o rosto estava intacto e limpo e seus olhos, que estavam fechados, abriram-se quase no mesmo instante em que ela se abaixou.
Seu olhar pedia pra que ela aproximasse seu rosto do dele. Parecia que tinha algo a lhe falar. Quando estava bem próxima, alguém lhe puxou, retirando-a. Eram os paramédicos.
Ele foi colocado na ambulância. Perguntaram-lhe se o conhecia. Acenou que sim, para seu espanto.
- Então venha, disse-lhe o médico.
Ela entrou na ambulância e sentou-se perto. Pegou a mão dele e pediu muito a Deus que ele sobrevivesse. E, incrivelmente, ele parecia saber que ela rezava porque, apesar do corpo não reagir, os olhos estavam vivos e atentos ao seu rosto.
O trajeto até o hospital lhe pareceu uma eternidade: o trânsito estava lento e a chuva, agora torrencial, complicava tudo.
Quando finalmente chegaram ao Pronto Socorro e ela suspirou, aliviada, ele também suspirou. Para o homem, significava o fim de sua jornada.
Alguém lhe estendeu a pasta dele, que ela pegou e apertou contra o peito. Desceu da ambulância alguns minutos depois que todos se foram. Caminhou lentamente até o meio-fio da calçada e estendeu o braço para um taxi que passava.
Como um robô mal programado, indicou o endereço ao motorista. Olhou pela janela do carro e viu que a chuva diminuíra bastante.
- Moça, é aqui? Acho que chegamos, disse-lhe o motorista algum tempo depois.
- Sim. É.
Pagou a corrida, desceu do táxi e viu que agora fazia sol. Um sol de final de tarde. Girou a chave na fechadura e olhou para o céu. Azul, de um infinito azul. E lá, bem no centro do universo azul, um arco-íris.
“E Jimmy foi ao arco-íris”*, foi o que lhe ocorreu.

(* "E Jimmy foi ao arco-íris", livro de Johannes Mario Simmel, 1972).

Por: Rosane Leiria Ávila
Blog: CONTORNO DAS PALAVRAS (palavras-versus-palavras.blogspot.com)
e-mail: rosaneleiria@gmail.com

“Disse me disse” é a corrente de maledicência, do boato, do mexerico, da difamação. Até não muito tempo atrás esse era o tipo de coisa feita à boca pequena, ao pé do ouvido, em voz baixa, espalhada pessoa a pessoa, num processo demorado e trabalhoso. Dizia-se: quem conta um conto acrescenta um ponto, pois era assim que a coisa ia crescendo. Havia o risco – ou a chance - de que as palavras se perdessem ao vento, se encontrassem no caminho uma pessoa de bem, que não se prestasse a retransmitir a mensagem, cortando o elo da corrente maldosa.
Para conseguir anonimato e fugir das responsabilidades era necessário lambuzar os dedos no complicado trabalho de recortar e colar letras de jornal, montando artesanalmente a maledicência, que ainda precisava ser entregue sorrateiramente ao destinatário.
Distantes parecem aqueles tempos em que fazer coisa errada dava tanto trabalho, medo e vergonha. Agora se tornou rápido e fácil ferir ou até destruir a moralidade de alguém: basta um toque de teclado e mensagens anônimas são transmitidas a todos os quadrantes. A rapidez da transmissão de informação ampliou muito o poder destrutivo das palavras. É só soltar na rede da internet uma noticia e ela vai sendo reproduzida automaticamente nas listas de contato. A coisa é muito fácil de fazer: demanda quase nenhum trabalho ou esforço, pode ser mal acabada, produzida em série e distribuída instantaneamente. E se quiser tornar a coisa mais real e convincente, é possível usar imagens modificadas digitalmente.



Uma imagem vale mais do que mil palavras – continuam dizendo os ingênuos, que não sabem o quanto os olhos podem iludir o coração e enganar a mente.
Com a internet, a capacidade destrutiva dos fuxicos extrapolou qualquer expectativa: tudo se inventa, comenta, recebe e retransmite sem necessidade de confirmação ou autoria. Fofoca - que era coisa feia, repreensível - se tornou quase natural. A internet é a rede do vale tudo, o território do “disse me disse” capaz de alterar destinos e destruir biografias. Acredite quem quiser e questione quem tiver juízo.
Ninguém precisa ser famoso para ser alvo: qualquer um pode ser atingido por comentários e maledicências, agressões moralmente indefensáveis, golpes baixos que atinjam mortalmente sua honra e dignidade, mas naturalmente são as pessoas com projeção pública os alvos mais fáceis.
É preciso ter muita lucidez, bom senso e vigilância para não cair nos contos entregues em lote diariamente na caixa de correio virtual. Pode ser mais prudente descartar sem ler mensagens que trazem informações maledicentes, afinal melhor correr o risco de perder algum trigo do que cometer o engano de gastar precioso tempo semeando joio.

Por Sílvia Lúcia -
Blog: silvialcoliveira.blogspot.com
silvialucia.oliveira@gmail.com


Celina de Jesus Barbosa - 45 anos, autônoma
"- Nunca tinha cortado meu cabelo tão curto! Adorei! Me achei linda!"